A Capcom recentemente divulgou seu relatório anual sobre o estado atual da softhouse. Um desses relatórios contempla o status de desenvolvimento de vários projetos dentro da compania, e obviamente que Resident Evil 7 foi um dos focos desse documento.

O objetivo da Capcom é que o jogo ofereça uma nova visão de medo ao mundo. Jun Takeuchi, líder da Divisão 1 de Desenvolvimento de Jogos Caseiros, também está por trás do desenvolvimento de RE7. Ele comenta que vibrou com a reação do público durante o trailer da E3 2016 e a revelação da data de lançamento para janeiro de 2017.

O processo de desenvolvimento (páginas 3 e 4)

Takeuchi (acima) comenta que com a chegada e forte tendência de jogos em realidade virtual (VR), a equipe se engajou em criar uma experiência de horror que só a Capcom pode proporcionar, ao criar uma história que propicie medo palpável através da realidade virtual.

A equipe teve muitas dificuldades com o desenvolvimento. Além de terem de se preocupar com processamento de imagens em alta resolução e desempenho nos consoles de mesa, também decidiram em tornar o jogo compatível com o Playstation VR. Eles não podiam levar o jogo ao mercado sem que os gráficos fossem fotorrealísticos e no nível de filmes com atores reais.

Para atingir este nível de qualidade, os métodos convencionais de produção consumiriam muito tempo e aumentariam ainda mais os custos. Takeuchi revela que tiveram de repensar todo o processo de desenvolvimento, que é baseado na criação de modelos gráficos e em 3D. A resposta para esse cenário foi a criação da RE Engine.

Com o novo motor gráfico, a Capcom adotou a técnica de escaneamento 3D para facilitar a criação instantânea de dados, ao gravar objetos e pessoas em um corte só feito em 360 graus. Ao mesmo tempo, buscaram aperfeiçoar as tecnologias de VR, que proporcionaram maior precisão.

A franquia é muito querida por Takeuchi, em especial por ele estar envolvido de forma ou outra desde o primeiro jogo. Ele está muito empolgado com Resident Evil 7, e acredita que este jogo seja a grande oportunidade da Capcom ser pioneiro no mercado de jogos VR, bem como proporcionar a experiência definitiva com um jogo de survival horror.

RE Engine (página 5)

Resident Evil 7 Tech - RE Engine
Até a geração passada, início desta, a Capcom se valia muito do MT Framework para produzir seus jogos, porém, as especificações técnicas da engine eram limitadas para trazer o realismo que o time desejava trazer em Resident Evil 7. Ao mesmo tempo em que o jogo era produzido, os devs começaram a trabalhar na RE Engine.

A principal característica da ferramenta foi a possibilidade de diminuir o tempo – e consequentemente, custos – de vários processos de criação de um jogo. Por exemplo, testes para verificar mudanças no código foram reduzidos em 90% e os materiais criados separadamente podem ser combinados instantaneamente, e isso permite com que outros materiais sejam criados a partir dali.

De acordo com o líder técnico Tomofumi Ishida, a engine suporta renderização de objetos e modelos 3D em alta resolução, compatível com VR com uma taxa de animação de 60 frames por segundo.

Escaneamento 3D (página 6)

resident-evil-7-tech-3d-scan
De acordo com Makoto Fukui, artista técnico do Setor 1, o tema de Resident Evil 7 como conceito de jogo é “o medo que permanece em você”. O terror que espreita no ar úmido e sufocante – o objetivo foi proporcionar um visual realista que cause um impacto na memória do jogador.

Para atingir o nível de realismo desejável, a Capcom criou um dos maiores sistema de escaneamento 3D em larga escala. Com a tecnologia in-house, os devs puderam focar em técnicas para expressar emoções humanas com fidelismo, vide processo de fotogrametria que já foi apresentado na CEDEC 2016.

Com o processo de escaneamento 3D, a equipe foi capaz de gerar dados de expressões faciais através de variados ângulos com apenas uma tomada de câmera. Além do fotorrealismo, Fukui comenta que os artistas também tiveram rever todo o processo de produção para completar o elenco, efeitos especiais e direção fotográfica antes do processo de design de personagens.

Com isso, o objetivo de criar um mundo de Resident Evil em 3D de forma crível foi alcançado.

Realidade Virtual (página 7)

Resident Evil 7 Tech - VR
Kazuhiro Takahara, programador, reafirma o compromisso da Capcom com a tendência VR no mercado. Tudo começou com a demo KITCHEN, demonstrada na E3 2015. Ao observarem a afinidade entre horror e a tecnologia, a equipe ficou confiante que aplicar a tecnologia na série Resident Evil tem grandes chances de ser um sucesso.

Devido ao grande lançamento de dispositivos no mercado em 2016, a Capcom internamente chama este ano como VR Ano 1, por ser também um ano em que os jogos nesse tecnologia apresentam-se mais amadurecidos para o consumidor final.

Logo, o foco é estabelecer a série como pioneira nesse território, com a chegada de Resident Evil 7. De acordo com a visão de Takahara, um dos apelos da VR é a oportunidade de ir além do “espaço do controle”, permitindo que o jogador interaja com o mundo do jogo usando seu próprio corpo e movimentos, aliando diversão e realismo em uma experiência só.

Resident Evil 7 tem previsão de lançamento para o dia 24 de janeiro de 2017, para PC, Playstation 4 e Xbox One. A versão para Playstation 4 contará com suporte ao dispositivo de realidade virtual, o Playstation VR, bem como suporte à resolução 4K e renderização melhorada de gráficos utilizando a técnica HDR.

Fiquem ligados no REVIL para ficar por dentro de todas as novidades! Welcome to the family son!

Fonte: Capcom Annual Report 2016 – Development Report – Páginas 3 a 8

  • Thiago Camara

    Eu gostaria muito de ver um game de biohazard com a re engine em 3 pessoa. Sobre esse VR, eu prefiro ficar longe dele. Prefiro muito mais usar o controle da maneira convencional do que usar meu próprio corpo e visão. Uma coisa que eu gostava em jogos era poder apertar os botões. Eu adorava e não pretendo largar mão disso.

    • Rodrigo Zika!

      Se a engine foi criada, o propósito já era mudar a câmera mesmo, o jeito e você esperar um spin off em 3 pessoa, como agora irão focar no terror na serie numerada, acho difícil mudarem de novo.

      • Max

        Essa coisa de uma engine apenas poder ser usada em um determinado estilo de câmera não existe, isso depende do que os desenvolvedores desejam fazer. Provavelmente a RE Engine será a engine padrão dos futuros jogos da franquia substituindo a MT Framework, inclusive acredito que a RE Engine esteja sendo usada no desenvolvimento do RE2 Remake, que muito provavelmente não será um jogo em primeira pessoa.

        • Rodrigo Zika!

          Quanto a isso concordo, mas isso não e uma coisa ruim.

      • Thiago Camara

        A RE engine não é feita pra ser em primeira pessoa. Ela é uma Engine que da uma qualidade gráfica melhor aos jogos. Quando falei de um game em 3 pessoa de biohazard, eu não me referia ao re7, Eu estava falando dos próximos jogos.

        • Rodrigo Zika!

          Mais a engine usa o realismo, justamente por ser em 1 pessoa.

          • Thiago Camara

            Não, ele usa o Realismo para montar os modelos 3d. O primeira pessoa foi só a perspectiva que resolveram adotar neste Biohazard 7. Mas eles podem muito bem fazer um jogo 3 pessoa com Re engine. Vou tentar explicar de novo o que já disse. Uma Engine é uma ferramenta de criação de jogos. Ela serve para modelar os personagens e o ambiente e fazer o jogo funcionar. Imagine a Unreal engine 4 e a Re engine. Ambas são 2 programas de criação de jogos. É mais ou menos como você pegar o paint e o photoshop. Os 2 são editores de imagem mas tem gente que mexe com paint por ser mais fácil. A mesma coisa aconteceu com a Re engine. A capcom não gostava da complexidade das engines já criadas e criaram a propria para acelerar a produção de jogos.
            Resumindo a Re engine pode criar qualquer tipo de jogo. Não é um programa feito para criar apenas jogos 1 pessoa.

          • Rodrigo Zika!

            Sim, porém em 1 pessoa, e inegável, que da pra deixar mais real.

          • Hunk

            Mas aí entra naquela velha discussão de realismo em videogames. Tudo bem, enxergamos em primeira pessoa, faz sentido dizer que jogos em primeira pessoa podem ser um pouco mais realistas por esse motivo, mas será que isso é algo bom? Videogames não tem que ser realistas, alguns jogos até conseguem se dar bem com essa ideia, mas RE nunca foi uma franquia muito realista e assim como outros jogos de survival horror não precisa apelar pro maior realismo possível pra que o gore e os sustos funcionem. Inclusive apelar pra realismo em tudo que é jogo só compromete o gameplay, diminui as diversas possibilidades e no fim das contas deixa os jogos mais genéricos, como se fossem padronizados, exatamente o que eu já venho sentindo com os jogos indie de terror. Imagina se todo jogo de terror ou survival horror resolver apelar pra esse realismo máximo, isso basicamente significa que todo jogo dentro desses gêneros teria que ser em primeira pessoa, as próprias câmeras cinematográfica e over the shoulder que caracterizaram RE até aqui seriam excluídas como possibilidades válidas e pra que? Só pra alcançar mais realismo, que é exatamente o que as pessoas não precisam ter que aturar quando resolvem separar um tempo de suas vidas já realistas o suficiente pra jogar videogame.

          • Rodrigo Zika!

            Olha não concordo totalmente nessa questão, de que o jogo precisaria continuar em 3 pessoa e tal, realismo realmente não e tudo, mais se eles acham que a imersão aumenta, então quiseram mudar, não acho que 1 pessoa somente vira um padrão pros jogos de terror, porque 3 pessoa pra mim da no mesmo, são tudo igual, só mudam os movimentos de acordo com cada jogo, ou se o personagem ficara mais longe, ou mais próximo da tela, porém no caso de RE 7, como não procura ser um jogo de ação, igual os anteriores, não acho que em 3 pessoa os movimentos seriam tão utilizados, como em RE 6 por exemplo, mas a possibilidade poderia acontecer, nenhum jogo sera o mesmo pra sempre, faz parte, mesmo todos acostumados com um padrão, se não tivesse incomodando a Capcom, tenho certeza, que não mudaria.

          • Hunk

            Não acho que a Capcom mudou porque a terceira pessoa a incomodou, acho que mudou devido a uma tendência. Nem digo que eles tenham feito isso com más intenções, eu acredito que eles tenham pego elementos dos jogos de terror atuais (como a câmera em primeira pessoa) e os misturado a elementos clássicos de RE pra tentar criar algo novo mesmo, mas ao meu ver tem coisas que não precisavam ter pego, entre elas a câmera e até uma certa tendência maior ao terror psicológico que nunca foi tão proeminente em RE. Lembrando que nessa parte do terror psicológico ainda não faço um julgamento final, só falo baseado nas demos lançadas até então, mas a câmera não tem muito motivo pra esperar pelo lançamento do jogo, é o que é, todos já a vimos em ação em vários outros jogos pra poder julgar. Entendo que eles quiseram buscar uma maior imersão, mas nesse quesito eu simplesmente discordo da visão dos produtores. Isso é algo muito pessoal, entendo que pra muitos a lógica deles possa fazer sentido, mas pra mim imersão é perfeitamente possível com qualquer câmera e primeira pessoa não é melhor nesse aspecto do que as outras. No fim das contas o que realmente ajuda na minha imersão é o quanto eu me importo com a história, o cenário e os personagens. Inclusive esse último quesito não é algo que eu considere como o ponto forte dos jogos em primeira pessoa, pelo menos se tratando do protagonista (embora jogos como Bioshock Infinite por exemplo tenham conseguido superar essa desvantagem da câmera ao criar ótimos personagens secundários e conectá-los fortemente ao protagonista), o que me preocupa já que em RE eu sempre curti o carisma dos protagonistas. Os movimentos também são outro problema que eu vejo nessa câmera. Em RE a movimentação não se manteve a mesma ao longo dos anos, com o RE4 a mira foi completamente substituída e posteriormente com o RE6 novos movimentos foram acrescentados e muitos antigos foram alterados pra oferecer mais mobilidade e liberdade. Independente disso eu sempre achei os movimentos bem únicos em RE, mas jogos em primeira pessoa não tendem a oferecer tantas variações nesse quesito. Cada jogo pode adicionar suas ações próprias, mas a movimentação básica sempre é familiar, e eu senti na demo que o RE7 não é nenhuma exceção. Claro que eu não esperava que um RE que não é focado na ação fosse ter tantos movimentos quanto o RE6, mas eu esperava algo mais único a RE.

          • Rodrigo Zika!

            No ponto de vista de movimentos adquiridos durante os anos, desde RE 4, concordo que e único da serie, porém na câmera em si não, já que após RE 4 ditar tendências, praticamente todos os jogos de ação seguem ainda essa tendência, e RE continuou mesmo assim em 3 pessoa ate RE 6, te entendo quanto ao carisma do personagem, pois mostrando na tela, jogamos por ele, e em 1 pessoa nós que ficamos na linha de frente, mas pensando em seguir tendências, igual foi com RE 4, por mudar pra mais ação, acho válido, pra sair um pouco da zona de conforto a Capcom, não que eu prefira jogo em 1 pessoa, pois também acostumei com jogos em 3 pessoa, só sou mente mais aberta, porém temos que pensar pelo lado, do jogo ter mecânicas dos clássicos, e isso já faz bastante diferença, comparando a jogos indie de terror, e acho que estão fazendo bem diferente do que existe hoje, digo em inspirações.

          • Hunk

            Sim, mas se outros jogos resolveram adotar esse elemento que RE introduziu aí é problema deles, a questão é que mesmo a câmera dos REs principais que mais se popularizou ainda assim foi uma invenção da própria franquia, uma coisa pertencente a RE. No caso da câmera cinematográfica ela simplesmente não se tornou tão popular com outros jogos, mas mesmo que tivesse ela ainda não deixaria de ser a câmera que essa franquia aperfeiçoou desde seu primeiro jogo (aperfeiçoou porque Alone in the Dark já tinha vindo antes). Não acho que só porque outros jogos se inspiraram em RE isso tire algum mérito da franquia e tenha que levá-la a se modificar só pra não repetir algo que os outros jogos usaram demais. E seja como for isso vai além da câmera, a própria jogabilidade em outros quesitos também sempre foi bem única nessa franquia. Mesmo quando o RE6 tirou os controles tanque ainda assim ele compensou gerando uma mistura de comandos que tornou sua jogabilidade bem única (entendo que nem todos gostaram, mas isso não vem ao caso no momento). Combate corpo a corpo livre (semi-livre, já que tinha uma barra de stamina), slide, rolamentos, combate armado, contra ataques, embora nenhum desses elementos fosse novo por si só a forma como eles foram combinados geraram um gameplay que eu nunca vi antes em nenhum outro jogo, então ao meu ver continuou sendo um jogo bem único, mesmo que a câmera já tivesse sido vista várias vezes antes. Voltando ao RE7, embora eu tenha essa crítica contra a câmera e a jogabilidade at, não nego que ele realmente parece estar fazendo alguma coisas interessantes

          • Rodrigo Zika!

            Você disse um ponto, que você mesmo não percebeu, que RE 6 continuou com a mesma câmera, e ai que eu quis focar, porque RE precisa sempre ter a mesma câmera em 3 pessoa, pra ser RE? Se muitos mudaram, porque ele não pode mudar, não e uma empresa, querendo lucros, iguais as outras? O costume com jogos anteriores realmente mudando dessa forma drástica, pra muitos e difícil aceitar, porém acho bacana tentar mudar algo, e nos trazer algo surpreendente, sem chegar no lançamento do jogo, e eu dizer, ah sabia que era isso, ah sabia que viria os mesmos personagens de sempre, tudo do mesmo, foi nesse ponto de vista que eu citei, e acho que o jogo se inspira mais em filmes como Massacre da serra elétrica, e Bruxa de Blair, muito mais isso do que no dito Outlast, não acho uma comparação com esse jogo válida, uma câmera, não define se um jogo sera igual ao outro, ate poque temos jogos como Pernumbra, Fear, e Amnesia ai com a mesma câmera, e outras propostas de jogo.

    • Paulo Wirth

      Jogue os Resident Evils antigos e seja feliz. Eu, como fã e consumidor, fico feliz que a Capcom buscou fazer algo diferente, e também em resgatar elementos que foram perdidos, não apenas tacar em um jogo e dizer que voltaram às origens.

      E ao invés de ficar em todo post falando sobre a câmera, por que você não gasta um tempo e entra em contato com a Capcom fundamentando seu ponto de vista? Claro que você teria que fazer levantamentos e mostrar números concretos que provem que a câmera em 3a pessoa é essencial. Boa sorte.

      • Thiago Camara

        EU já fiz isso a um tempo atrás. Realmente eu acho que vou viver de spin offs e jogos antigos. Eu sou uma pessoa muito ansiosa e por isso venho ver as noticias, vejo os comentários e não consigo me conter de comentar porque obviamente eu não estou contente com a câmera e a falta de BOWS mais fodas, só tem maluco que lembra os Ganados nesse 7.

        • Edu Alves

          Calma Thiago! Sobre os inimigos muito pouco foi mostrado. E sobre a sua afeição a câmara em terceira pessoa, eu também entendo. E na verdade também prefiro por ela. Mas não vamos esquecer que Resident Evil agora está com duas linhas paralelas, a principal numerada (onde eles sempre arriscam inovar a toda prova), e a Revelations, provavelmente novos Revelations virão, e eles mesmo disseram que a série Revelations é voltada para os fãs da velha guarda 🙂

          • Thiago Camara

            Serio que eles falaram ? Me manda o link para eu ver. Torcer pra que você esteja certo.

          • Paulo Wirth

            O diretor de Revelations 2, o Michiteru Okabe, afirmou em entrevista.

          • Thiago Camara

            FIco feliz em saber disso, mas eu gostaria de ver isso com meus proprios olhos. Mania minha.

        • Paulo Wirth

          Controle a ansiedade, porque mais informações virão. Acredito que as últimas gerações deixaram os jogadores muito mal acostumados revelando um monte de coisas antes do jogo sair. Pra RE7 isso seria ruim, uma vez que perderia muito da surpresa. Vamos ser pacientes que ainda teremos mais infos.

          • Hunk

            Concordo que não é necessário revelar o jogo todo antes de lançar, mas também concordo com o Thiago que as BOWs já tão mais que na hora de serem reveladas oficialmente. Claro que dá pra guardar muitas delas pra serem descobertas ao jogar, não seria legal que revelassem todas, mas pelo menos as padrões do jogo já deveriam ter aparecido. Acho que o marketing do RE7 foi muito bom por conseguir gerar um hype imenso, mas o mistério, embora seja parte do sucesso desse marketing, deveria ser diminuído em alguns quesitos. Por um bom tempo o jogo nem sequer tinha confirmado se haveria ou não combate armado (já teve um machadinho na demo, mas nada de alguma arma de fogo) ou inimigos além dos Bakers. Os produtores só disseram que teria, mas era só isso, a gente tava acreditando na base de puras promessas, o que foi muito criticado no marketing do RE6 e se repetiu de outras formas agora. Atualmente já vimos que haverão munições, o que comprova que combate armado realmente estará presente, e também tivemos algumas indicações fortes da presença de zumbis (com o próprio Kitchen já mostrando uma criatura com aparência de zumbi, embora tivesse capacidades mais elevadas), mas até então ainda parece que não estão afim de comentar como serão as mecânicas de combate e o comportamento dos inimigos. Isso não seria informação demais, seria apenas o básico na demonstração de um jogo ao público, mas ainda tá faltando.

          • Rodrigo Zika!

            Creio que não estão com tanta pressa, podem primeiro lançar a ultima atualização a demo, e ate dezembro mostrar algo a mais, mais foi como o Fabio da Capcom disse, irão revelar aos poucos, mas não tudo, o jeito e aguardar.

          • Hunk

            Também especulo que por aí eles revelem aspectos mais detalhados do gameplay, seria bem estranho lançar um jogo sem antes dar um gosto maior de como será jogado. Até então as demos não representaram nada de combate e das BOWs (exceção pro machado e pra mulher do Kitchen, se puder ser considerada como BOW), o que com certeza mudará antes do lançamento do jogo, disso eu não duvido, só acho meio estranho que não tenha sido uma das maiores prioridades. Se eles tivessem mostrado isso antes, revelando apenas as armas mais básicas (pistola e machado estariam de bom tamanho pra cobrir as armas de fogo e meele) e poucos inimigos, incluindo uma ou outra BOW e os zumbis, e depois fazendo esse mistério todo a respeito dos Bakers e da trama do jogo, já acho que seria perfeito pra apresentar o jogo. De qualquer forma não dá pra negar que o martketing desse jogo está sendo um sucesso, já que está gerando um grande hype (mesmo eu que tenho minhas críticas a aspectos importantes do jogo não posso negar que estou bem interessado nas notícias), só aponto que ao meu ver seria perfeito se ativessem feito nessa ordem.

    • MauContrera

      Eu gostaria de ver isso também, porem eu acho que Resident Evil 7 é o começo de uma nova “era” pra série, bem provável que os jogos numerados daqui em diante siga esse caminho, quem sabe nos spinoffs da vida.

      • Thiago Camara

        Acho que vou viver de spin off então viu.

        • MauContrera

          É uma alternativa pra quem não gostou de RE7, veremos o que vem para acompanhar a série principal, quem sabe um Revelations 3 focado na ação…

  • Rodrigo Zika!

    Achei interessante mostrando a parte de estúdio, realmente e bem trabalhoso fazer um game hoje em dia, e quanto mais realista, mais se gasta, com VR mais tenso ainda.

    • Max

      Acredito que esse seja o principal motivo de estarem fazendo o jogo em primeira pessoa, jogos em primeira pessoa são mais baratos de se produzirem do que jogos em terceira pessoa. A empresa investiu muito no RE6 e teve prejuízo, segundo dados de pesquisas recentes a empresa não anda muito bem das pernas, agora ela quer economizar.

      • Paulo Wirth

        Na verdade, não foi isso. Porque com a introdução do VR, os custos aumentaram. A Capcom mudou a câmera com a proposta de amplificar a imersão e intensificar o medo, e Kitchen foi uma prova de conceito para eles testarem a teoria de que a pessoa sente mais medo em jogos de terror criados sob essa premissa.

        • Max

          Justamente a introdução do VR foi o que provavelmente fez a empresa decidir fazer o jogo apenas em primeira pessoa. As pesquisas recentes não mentem, a empresa não anda muito bem das pernas atualmente. O que também evidencia isso é que a empresa não lançou praticamente nada de novo nessa geração, a empresa está praticamente vivendo de remasterizações de jogos antigos.

          • Rodrigo Zika!

            Você diz isso porque não gosta de jogo em 1 pessoa? E o que parece.

          • Max

            Não tenho nada contra jogos em primeira pessoa, pois também gosto do estilo. Mas confesso que quando vi o trailer do RE7 pela primeira vez, estranhei um pouco e não gostei muito da mudança de câmera, pois na minha opinião RE combina melhor em terceira pessoa. Mas agora já me conformei com a mudança de câmera e estou gostando muito das novidades sobre o RE7 até agora, como o retorno do survivor horror, puzzles complexos, munição escassa, e os supostos retornos das gun powder, save rooms e baús de itens. RE6 teve câmera em terceira pessoa, mas não teve nada que o RE7 poderá ter, a câmera por si só não quer dizer nada. Torço para que RE7 seja um ótimo jogo.

          • Rodrigo Zika!

            Também torço.

          • Birkin

            Deep Down já virou lenda…Aquela engine que a Capcom mostrou, se não me engano em 2014 na apresentação do ps4, creio que aquela engine se tornou a atual RE Engine, vide a imagem abaixo:

          • Max

            Sim, provavelmente a Panta Rhei e a RE Engine se tratam da mesma engine, apenas mudaram o nome para RE Engine posteriormente.

          • Paulo Wirth

            Não está associada que eu saiba. São engines diferentes até onde se tem conhecimento. Deep Down sumiu do mapa porque o projeto está uma bagunça.

          • Max

            Não existe nenhuma confirmação oficial de que a Panta Rhei e a RE Engine se tratem da mesma engine, isso foi apenas um palpite meu. As duas engines começaram a serem criadas mais ou menos no mesmo período, então faz sentido que as duas se tratem da mesma engine, e que apenas mudaram o nome posteriormente. Acho improvável que a empresa tenha investido na criação de duas engines ao mesmo tempo, pois isso exigiria grande investimento por parte da empresa, e ela não anda bem das pernas atualmente.

          • Andre Iack

            Caramba agora eu fiquei preocupado! O Remake do RE2 também foi anunciado em parceria com o VR da Sony? Vc tem certeza disso?

          • Hunk

            Acredito que tenha sido apenas uma pequena ambiguidade não intencional no comentário dele. Acho que quando ele disse “e os anúncios de RE2 Remake e de RE7 com parceria com o VR da Sony” ele quis dizer que o RE7 teve a parceria com o VR da Sony, e só, com o RE2 só sendo mencionado antes como algo separado dessa condição, até porque eu tenho acompanhado todas as notícias do REVIL e te garanto que não li nada sobre o remake usar o VR ou possuir alguma parceria com alguém. Até então esse jogo ainda é u mistério completo mesmo.

          • Max

            Exatamente.

          • Andre Iack

            Pois é , o Max já me respondeu a dúvida rs, mas foi isso mesmo que vc disse.

          • Hunk

            Pior que acompanhar todas essas notícias não foi fácil. Viajei por uma semana bem no dia em que o RE7 lançou, quando voltei tinha umas 30 notícias no REVIL, e exatamente quando surgiram umas 500 notícias de RE na Tokyo Game Show eu dormi o dia todo e quando voltei achei que tinha acordado de um sono criogênico de 1 ano. Minha dedicação foi testada múltiplas vezes esse ano, mas ainda to sem perder uma notícia, mesmo com atrasos.

          • Andre Iack

            Eu te entendo, tem vezes que se eu ficar apenas um só dia sem ver as notícias eu já me sinto assim como você descreveu kk.

          • Hunk

            Quando tem muita coisa nova e relevante na franquia é assim mesmo, o ritmo das notícias já fica mais acelerado que o normal, o que ainda é perfeitamente administrável. Mas vez ou outra em eventos especiais e no momento em que um novo jogo numerado é anunciado vem umas enxurradas de notícias por alguns dias, às vezes até chegando a dez num dia em casos bem extremos, aí é que fica tenso.

          • Rodrigo Zika!

            Isso acontece comigo, nos e mails, na net, e no YT, ficar um dia sem ver, enche de notificações, e vídeos kkkkkkkkkkkkkkkk

          • Hunk

            O pior do youtube é que às vezes eu não estou afim de ver o vídeo no momento, o que acontece muito quando eu estou jogando algum jogo novo ou vendo algum anime pela primeira vez (mas nunca quando estou estudando infelizmente), e quando vejo em alguns dias já tem muita coisa acumulada. Por causa desse problema em larga escala eu devo estar atrasado com uns 50 vídeos do Zangado. E eu nem acompanho muitos canais, a maioria se lançar um vídeo por mês já foi muito, são só dois que tem um ritmo constante, e ainda assim é fácil de ficar numa situação dessas. Culpo o Kingdom Hearts Birth By Sleep que me fez zerar 100% 3 vezes já que tinha 3 personagens, valeu a pena, mas agora pra voltar e recuperar o ritmo é complicado. Quando eu tava quase conseguindo resolvi ver Sword Art Online pela primeira vez, viciei instantaneamente e já descarrilhou tudo de novo.

          • Rodrigo Zika!

            Eu sou inscrito no zangado, mas só vejo o que gosto, não e todo vídeo.

          • Hunk

            O problema é que eu usava os vídeos do Zangado como uma forma de ficar por dentro dos lançamentos e descobrir jogos que eu não conheceria naturalmente, então não deixava nada passar porque eu poderia ser impressionado por algo que eu não daria chance se fosse escolher ver ou não. Mas agora que estou atrasado e não tenho mais o tempo pra acompanhar tudo (a greve acabou e agora tenho que estudar pras provas da faculdade) acho que terei que ir selecionando mesmo. Até pra arranjar tempo pro REVIL tá complicado, ainda bem que as notícias diminuíram o ritmo por enquanto.

          • Rodrigo Zika!

            Hunk também e cultura kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

          • Max

            Não, apenas o RE7, nada foi dito sobre o RE2 Remake.

          • Andre Iack

            Ah ta vlw, foi um engano então kk

      • Rodrigo Zika!

        Quanto a RE 6 e a situação concordo, porém não concordo que o jogo ficou em 1 pessoa por causa do VR, já que o VR foi introduzido depois, e a matéria diz ao contrário, que os custos não foram menores, além do que e bem óbvio que o VR faz subir o custo, pois o jogo precisa ser mais realista.

        • Max

          Sim, o suporte ao VR foi introduzido após o início da produção do jogo, mas isso não quer dizer que não poderiam deixar o jogo com duas opções de câmera, pois também é possível adicionar suporte ao VR em jogos com câmera em terceira pessoa, Final Fantasy XV é um exemplo disso (mesmo que nesse jogo o suporte ao VR provavelmente esteja apenas na primeira missão do jogo). Mas fazer um jogo com duas opções de câmera e com suporte ao VR do início ao fim provavelmente exige muito investimento por parte das produtoras, e como comentei antes a Capcom anda mal das pernas atualmente. Além de que o VR ainda é uma novidade, acredito que a grande maioria das produtoras apenas estão esperando ver qual será a opinião do público em relação ao VR antes de tentarem investir no mesmo, pois investir em novas tecnologias exige muita cautela. Sobre a matéria, na verdade ela diz que a Capcom conseguiu economizar tempo e custos com a criação da RE Engine e com o uso da fotogrametria (além de que o uso da câmera em primeira pessoa também ajuda a economizar). Vale ressaltar que não estou com ódio em relação a câmera em primeira pessoa do RE7, apenas estou comentando que seria possível criar um jogo com dois tipos de câmera e com suporte ao VR do início ao fim, mas como disse, isso provavelmente exigiria muito investimento por parte das produtoras, além de que a realidade virtual ainda é uma novidade, as produtoras estariam assumindo um grande risco investindo na realidade virtual agora. Mas a Capcom assumiu esse risco, e respeito essa coragem por parte dela.

          • Rodrigo Zika!

            Quanto a isso sim, porém, como você disse os custos seriam maiores, e com duas câmeras também, só que o jogo terá suporte ao VR ate o fim, creio que isso seja também, um impedimento.

        • Paulo Wirth

          Exatamente.

    • Mauricio Niero

      O mais incrível é que com a fotogrametria eles conseguiram reduzir os próprios custos consideravelmente além de entregar um gráfico digno dos consoles atuais. Ótima matéria Paulo. Gostei bastante destas informações mais detalhadas.

      • Paulo Wirth

        Muito obrigado 🙂

  • LaioCebal

    Eu não sou muito fã de VR e dos dispositivos atuais (Google Cardboard,Playstation VR,HTC Vive,Oculus Rift).

    Mas depois de ler isso e ver o quão realista são os gráficos,admito que deu até uma vontade de jogar esse RE em VR.

    • Marcos Veloso

      Se o grafico final do game for igual da demo, sinto muito, mas pra mim, não tem nada de realista naquilo, se voce notar bem os graficos de perto em certo lugares (que nao sao poucos), tem bastante textura borrada, claro que eu nao vou jogar pra ficar babando pra grafico, eu prefiro o conteudo completo, nao precisa ter grafico top pro game ser bom, sendo equilibrado, já está mais do que perfeito.

      • Rodrigo Zika!

        No caso de demo Lantern ta legal, não tenho o que reclamar, se melhora melhor pra nós.

      • Paulo Wirth

        A demo é de um build antigo…

  • Eu ainda não consigo achar essa Engine bonita, os gráficos dela me parecem muito…

    Não sei explicar direito, mas não está me agradando, tudo está cinza até então pelo que foi mostrado, eles podem ter infinitos detalhes (Assim como na primeira aparição da Fox Engine), mas nos jogos eles vão ser capados anyway pois quanto maior qualidade, maior custo de produção e desenvolvimento em cima dessa Engine e eu não tenho tanta certeza que a Capcom tem dinheiro o suficiente para cobrir custos tão altos com a Engine que eles almejam criar.

    Não consigo achar bonita ainda, enfim. Para mim falta muito mais detalhes, me mostrar mais resultados e menos brincadeiras de iluminação para esconder texturas. (Demo de RE7, estou olhando para você)

    • Paulo Wirth

      A demo de RE7 é um build bem antigo, talvez com recursos de uma fase rudimentar da RE Engine. Ela foi desenvolvida em paralelo ao jogo. Note a evolução gráfica no trailer da TGS 2016.

      • Sim, de fato as texturas parecem melhores no trailer recente que eles lançaram, o interessante é saber o quão melhor eles irão ficar pois – talvez seja só eu que sou negativo com absolutamente tudo – apesar de melhores, eu ainda achei que ela se baseia muito em iluminação escondendo as texturas, principalmente na cena de jantar.

        Mas espero que a história e os desafios mecânicos possam me fazer esquecer sobre as texturas em uma primeira jogada.

        • Rodrigo Zika!

          Espero que você não seja negativo, com mulheres kkkkkkkkkkk, brincadeira kkk

  • Edu Alves

    Interessante o funcionamento dessa engine. Espero que isso reduza significadamente o tempo de produção de um Resident Evil. Não precisa ser tipo, a Ubisoft com seus AC anuais, mas também não precisa levar tantos anos de intervalo entre um jogo e outro.

    • Marcos Veloso

      Mas o intervalo longo de um game para o outro, é bom, nao satura a marca enfiando um monte de jogos.

  • Rivershield

    Vei, na moral, VR não vai vingar. Nada muito diferente do convencional vai permanecer. Claro, talvez tenhamos 1 ou 2 anos de modinha, como aconteceu com o Knect, mas pensando a longo prazo todo o dinheiro gasto nisso poderia ser melhor aproveitado se investissem em novos jogos. Jogos são o que importa, não periféricos.
    Eu acho errado essa filosofia de produzir jogos por causa de um periférico, ao invés do contrário. Eu acho que o Wii deu certo justamente pq tinha bons jogos convencionais que poderiam ser jogados com periféricos diferentes. A ordem de prioridade é jogos >>> periféricos.

    Se RE7 fizer sucesso, não vai ser por causa do VR, vai ser por causa do jogo em si. Se disserem que o VR vai ser essencial pro jogo, pode ter certeza que isso será tido como um defeito, pois nenhum jogo deveria depender de periféricos para funcionar corretamente. Exceto jogos de música.

    Essa é a minha opinião a respeito disso.

    • Rodrigo Zika!

      Também não acho que o VR e essencial pra que o jogo seja bom, porém eles fazem isso pensando no mercado europeu, e americano, onde o custo não chega a ser alto, pra vender o produto, basta saber se dará certo, pois vai depender dos jogos que saírem.

    • Douglas Vinícius

      Tbm acho q não vai vingar não

    • Keven Rufino

      é verdade, espero que a Realidade Virtual seja apenas um “charme” a mais para a experiência, espero que esse seja um ótimo Resident Evil.

  • Sidney_Jr

    Tenho o VR e posso afirmar que vai dar certo, enquanto o preço estiver nas alturas fica difícil mesmo pra galera comprar, mais nunca imaginei que seria tão bom!

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