Recheado de mudanças e em busca de uma nova revolução na franquia, Resident Evil 7 traz também inúmeros elementos e mecânicas familiares para os jogadores de longa data da franquia.

Embora pela primeira vez na franquia principal tenhamos a presença da perspectiva em primeira pessoa, o jogo promete trazer muito mais elementos familiares do que os jogadores imaginam. Isso se dá pela remodelação de elementos e mecânicas que estavam presentes principalmente na primeira fase da franquia – antes de Resident Evil 4.

Neste artigo, vamos listar tais elementos e mecânicas e falar um pouco sobre como cada uma delas era usada no passado e sobre como elas estarão presentes em RE7:

Files

RE7Files

Como era:

Um dos elementos mais característicos e fascinantes da franquia. Os files serviam para nos dar dicas de como resolver puzzles e também ajudavam no caminho correto a seguir durante o jogo. Além disso, eles adicionavam importantes informações à história dos jogos, e era neles que os principais segredos sobre as BOWs, experimentos, vírus e companhias estavam.

Como será:

Os files continuam presentes e da mesma forma que era no passado, continuam trazendo dicas importantes além de informações fundamentais que ajudam a construir o pano de fundo da história.

A novidade fica por conta das fitas em VHS, que serão uma espécie de files jogáveis, e neles além de informações adicionais sobre a história também teremos importantes pistas para resolver os puzzles que estão de volta e com muita força. As fitas VHS não são obrigatórias para a conclusão do jogo, entretanto assistí-las pode ajudar muito na hora de escolher o caminho ou a resolução correta de determinados enigmas.

Puzzles

RE7puzzle

Como era:

Presentes principalmente até RE4, os puzzles eram outro dos elementos mais característicos dos jogos da franquia. Apresentados dos mais variados tipos, eles sempre eram a barreira existente entre o jogador e alguma arma poderosa ou item-chave para o prosseguimento da aventura.

Quase sempre os puzzles eram contextualizados com o local onde eram encontrados ou com o objeto que ele liberaria. Os files encontrados durante o jogo quase sempre ajudavam ou davam alguma dica para a sua resolução.

Como será:

Os puzzles de RE7 são um pouco mais instintivos do que os do passado da franquia, mas nem por isso são mais fáceis. A questão aqui, é que será possível em muitas vezes resolver os puzzles na base da tentativa e erro, entretanto em alguns casos a resolução errada pode trazer consequências ruins para o jogador.

Assim como no passado, os files dão dicas de como resolver tais puzzles, e as fitas VHS tem papel fundamental nisso.

Inventário e Item boxes

RE7bau

Como era:

Com espaço de inventário limitado a 6, 8 ou 10 itens, o bom gerenciamento deste espaço era fundamental para a resolução de enigmas e para evitar idas e vindas desnecessárias às salas com os Item boxes (baús), uma vez que não era possível descartar itens quando quisesse.

Nos jogos mais recentes da franquia, os baús não estavam mais presentes, e os inventários tinham um número fixo de espaços, mas com a ausência de itens como chaves e outros usados para resolver puzzles, e o espaço ficava praticamente apenas para armas, munições e itens de cura.

Como será:

Os baús estão de volta, e assim como nos jogos antigos será importante gerenciar o espaço do inventário do personagem e os itens deixados nos baús. Como temos a volta de chaves e de itens para a resolução de puzzles, usar os espaços com sabedoria volta a ser essencial e traz de volta aquela deliciosa incerteza de saber se você está levando os itens necessários para a próxima grande batalha ou para uma nova área do cenário.

Save Room e Checkpoints

RE7save

Como era:

Na primeira fase da franquia, a única forma de salvar o progresso era nas máquinas de escrever que estavam presentes nos save rooms. Inclusive era um grande desafio terminar os jogos da franquia sem salvar nenhuma vez. Desafiador também era lidar com a quantidade limitada de vezes em que era possível salvar, já que para tal, era necessário usar os ink ribbons nas inesquecíveis typewriters.

Isso começou a mudar em RE4 quando além dos saves manuais foram inseridos checkpoints, que acabaram com a mecânica de “salvou faz muito tempo e morreu? Então volta láááááá de trás.”

Nos jogos mais recentes, as máquinas de escrever e save rooms foram completamente abandonados e ficamos apenas com os checkpoints automáticos. Dessa forma, uma morte não faria o jogador voltar mais de 5 ou 10 minutos, e boa parte do desafio se perdeu nessa mecânica, que apesar de tudo deu mais dinamismo aos jogos.

Como será:

As save rooms estão de volta, só que ao invés das clássicas typewriters teremos gravadores. O jogador deve voltar a se preocupar em como e quando salvar o seu jogo, já que nas dificuldades mais altas o número de saves será limitado.

Como essa mecânica adiciona uma camada de desafio bastante grande, e pode acabar desestimulando alguns jogadores, haverão também checkpoints ao longo do jogo, mas eles só serão acionados automaticamente antes de alguma batalha contra um boss ou momento de grande dificuldade.

Gerenciamento de munição, itens de cura e combate

RE7ammo

Como era:

Um dos elementos clássicos do survival horror, é a baixa quantidade de itens de cura e munição. Quem se acostumou aos jogos antigos da franquia, sempre deixava itens de cura mais poderosos, e as armas e munições mais fortes para os momentos derradeiros do jogo.

Isso se perdeu a partir de Resident Evil 4, com a franquia rumando mais para a ação, a quantidade de itens de cura e especialmente de armas e munições aumentou de forma exponencial, e não era mais algo tão essencial se preocupar em economizar munição, já que era possível matar todos os inimigos do jogo com a munição encontrada ao longo das aventuras.

Como será:

Teremos de volta a tensão de economizar munição. A exemplo dos primeiros jogos da franquia, nem sempre o combate é a melhor opção, e aprender a driblar os inimigos mais comuns do jogo pode sera chave para se dar bem em momentos mais avançados do jogo, e em batalhas contra inimigos mais fortes e chefes.

O trecho de cerca de duas horas que pude testar do jogo, já mostrou que economizar munição é essencial, e que quando for necessário partir para o combate, é importante estar muito certo de atirar no ponto fraco dos inimigos para derrotá-los gastando a menor quantidade possível de munição.

Exploração e cenário

RE7scenario

Como era:

Antes de se tornar um jogo basicamente linear nos tempos mais recentes, a exploração dos cenários era fundamental em Resident Evil. Era explorando que conseguíamos itens de cura, munições, armas, chaves, files, entre outros elementos essenciais para o bom andamento do jogo.

Também no passado, os cenários de RE eram escuros, estreitos e abarrotados de elementos para confundir a visão do jogador e esconder importantes segredos. Com a linearidade tomando conta da franquia especialmente a partir de RE5, essa necessidade de exploração se perdeu um pouco, bem como os cenários que passaram a ser mais amplos, privilegiando o combate com muitos inimigos ao mesmo tempo.

Como será:

Teremos de volta os cenários escuros, sujos, estreitos e de difícil acesso. Some a isso a escassez de itens e novamente será imprescindível a exploração, e aqui temos mais um elemento clássico do survival horror que volta com força total.

Elementos clássicos + novas mecânicas = ?

Com a volta de tantos elementos clássicos remodelados e adequados a atual realidade, somados as novas mecânicas que serão implantadas em Resident Evil 7, teremos sem dúvida um novo marco na franquia.

O resultado final disso, só saberemos mesmo após o lançamento do jogo, quando estivermos com ele em mãos e testando o produto que resultará da soma de elementos clássicos com novas mecânicas.

Até lá, fica a curiosidade e a ansiedade de experimentar o resultado final dessa equação.

  • Marcos Vinicius

    Essa news que eu queria. <3
    Mas segundo algumas pessoas, RE7 não é Resident Evil. Vai entender, espero que leiam essa noticia e reflitam um pouco.

    • Danilo Rodrigues

      Segundo as pessoa que falam isso é devido ser câmera em primeira pessoa. São totalmente sem noção. mas é claro , a historia do jogo tem que ser boa e ter total conexão com a franquia, se não vira um spin off.

      • Marcos Vinicius

        E se eu te disser que nem é a câmera que incomoda eles ?
        Alguns afirmam com absoluta certeza que é uma cópia sem vergonha de Outlast por ter perseguição.

        ‘-‘

        • Danilo Rodrigues

          O camarada que fala que Resident evil 7 é cópia de Outlast é insano. Não dá pra comparar os dois jogos . são estilos e propostas totalmente diferentes. A única coisa parecida é câmera . Tem até uns neguinho dizendo que é cópia de PT silent hills.

          • Marcos Vinicius

            Sim cara, mas não adianta você falar isso, eu mesmo já cansei de dizer a mesma coisa, são ignorantes, não adianta dialogar.

          • Douglas

            Os que falam isso, são fãs pós re4. Queriam outro jogo de guerra e por não ser mais (felizmente) ficam criticando o jogo!

          • Flávio

            Matou a charada!

  • ratStar

    Muito bom o texto Ceraldi!
    Sobre os protagonistas. Como era:
    -Na trilogia clássica: os protagonistas dos três primeiros jogos eram super carismáticos e boa parte deste carisma vinha por serem personagens humanizados, e que não estavam psicologicamente preparados para enfrentar os terrores que estavam por vir, gerando assim uma identificação imediata do jogador para com os mesmos.
    -Na trilogia moderna: os protagonistas continuaram super carismáticos, mas boa parte desse carisma veio carregado da trilogia original. Não havia mais uma identificação imediata do jogador com os protagonistas, uma vez que os mesmos se tornaram especialistas e super preparados para enfrentar qualquer situação, criando uma dicotomia incômoda para um jogo de survival horror.

    Como será: impossível saber, mesmo com a perspectiva da câmera mudando para primeira pessoa. Um protagonista despreparado em meio a uma situação adversa pode gerar uma identificação imediata pelo jogador, como na trilogia original, e a visão em primeira pessoa poderia até intensificar essa identificação uma vez que o jogador estaria literalmente “na pele” do protagonista . Porém, é necessário que Ethan seja importante na trama/narrativa do jogo, que seja um personagem de fato, e não apenas uma luva (ou câmera), para que haja identificação + carisma.

    Com certeza há muito mais detalhes além desses poucos (que citei por cima). Não precisam concordar com o que eu disse rs, mas é assim que eu enxergo.

    (PS: gosto muito das duas trilogias!)

    • Guilherme Rodrigues

      Resident Evil está precisando de novos personagens marcantes. Eu amo demais muitos personagens clássicos, quero continuar vendo eles em algum jogo, claro, mas é necessário espaço para a introdução de novos personagens, que possam transmitir a mesma sensação dos já conhecidos assim que foram apresentados na franquia pela primeira vez. Espero muito que Ethan seja um personagem que consiga transmitir tudo isso.

      • ratStar

        Concordo com vc! Vamos torcer para que o Ethan seja bem feito! Estou na expectativa e com boas esperanças de sermos correspondidos quanto a isso.

      • Marcos Vinicius

        Até hoje, mesmo a franquia tendo games fracos, apresenta personagens ”novos” marcantes, que é o caso do Piers. Eu sei que ele apareceu primeiro no mangá, mas como eu nunca li …

        • Luis Felipe Soares

          Pra mim a pior coisa que a Capcom já fez em toda a série foi ter matado do Piers! Ele seria um baita personagem para a franquia.
          Tive raiva da Capcom quando joguei o RE6 e vi o final do Chris. O Piers tinha de tudo para ser o perfeito sucessor do Chris, mas ficaram com medo de matá-lo e mandaram o Piers embora no lugar dele…
          RE6 teria sido um perfeita despedida para o Chris, se ele morresse se sacrificando. Seria a rendição dele pelos amigos que foram mortos.
          Você disse que não leu o Marhawa Desire, pois leia é muito boa a história e com vários mistérios e revelações e o Piers arrebenta. O final do mangá ainda mostra o início do RE6.
          To lendo agora o Heavenly Island mas mesmo assim ainda achei o Marhawa Desire melhor.

    • Thiago gonçalves

      Você falou exatamente o que eu penso, vai ganhar o meu like. A abordagem que será feita em cima do Ethan é importantíssima pra que ele se torne um personagem carismático, estamos na pele dele mas precisamos sentir que ele existe, a forma como vão abordar ele na trama é o que vai definir isso.

      • ratStar

        Concordo!

    • Rodrigo Zika!

      Concordo plenamente.

    • Rivershield

      Identificação NÃO É sinônimo de carisma. Se fosse, personagens como Trevor (GTA 5) e Coringa (Batman: Cavaleiro das Trevas), não seriam considerados carismáticos. Tenho certeza que ninguém aqui se identifica com eles (a não ser que vc seja um psicopata), mas acredito que todos concordam que sejam ótimos personagens.

      A relevância de um personagem está relacionada ao seu desempenho em cumprir a sua proposta intrínseca. Identificação é apenas uma ferramenta para esse propósito, ferramenta que pode ser ignorada dependendo do personagem.

      Os personagens de RE são carismáticos pq são bem sucedidos em cumprir a sua proposta intrínseca, proposta essa que tem muito mais a ver com a sua capacidade de adaptação à cenários adversos do que com a mera preocupação com a sobrevivência.
      Prova disso, é que o ápice do carisma do Leon não é em RE2, mas sim em RE4, onde a fodisse dele atinge mais de 8000.

      Por exemplo, em RE1 se sobrevivência fosse realmente a preocupação principal dos personagens, eles poderiam ter escapado da mansão na primeira oportunidade. Cães e zumbis não os impediriam de fujir da mansão pela floresta. Se eles tivessem feito isso ninguém poderia culpa-los. Policiais podem bater em retirada quando sabem que não vão dar conta do serviço, e nenhum policial normal na terra daria conta daquele serviço.

      Então será que é realmente sensato dizer que os personagens não eram psicologicamente preparados? Jill exitou poucas vezes, e Chris não exitou NENHUMA. Personagens que não estão psicologicamente preparados não agiriam dessa maneira, eles exitariam, ou até mesmo enlouqueceriam.
      Pelo contrário, ao invés de fugir, eles se ADAPTARAM à situação e deram continuidade à investigação.

      Além disso, é com certeza um exagero dizer que eles estavam despreparados. Chris era um veterano da força aérea, e Leon graduou-se com louvor como policial. Ambos eram desde o início talentosos e habilidosos, o que é demonstrado nos dois primeiros jogos.

      Por fim, dizer que o carisma vai aumentar por estar na pele do sujeito? Ridículo. Carisma é algo percebido na terceira pessoa, ou seja, em VOCÊ reconhecendo e admirando OUTRA pessoa (nisso eu não estou me referindo à câmera, mas sim á capacidade de reconhecer e admirar personagens). Carisma e identificação são coisas diferentes, um nem sempre é sinônimo do outro, como disse anteriormente.

      É sempre a mesma coisa, toda vez que alguém tenta defender RE7 são os mesmos argumentos equivocados, baseados em uma compreensão porca do que fez RE ser uma grande série.

      • ratStar

        Eu entendi o seu ponto! Talvez vc que não tenha entendido o que eu quiz dizer, mas não o culpo, pois por post, sem bater papo pessoalmente, é difícil mesmo de explicar. E eu não tenho a sua habilidade de escrever tão bem, rs.
        Eu sei que identificação e carisma não são sinônimos, e não teria sentido nenhum em afirmar isso. Nunca afirmei isso. Por isso tomei o cuidado de utilizar as passagens “…boa parte desse carisma…” e “identificação +carisma”. Assim como discordou do que eu escrevi (e acredite, acho isso algo ótimo, sem demagogia, pois ninguém é dono da verdade ), eu tbm discordo de alguns pontos que vc destacou.

        O Leon só é tão carismático (e não mais) em RE4 quanto em RE2 pois em RE2 ele foi muito bem desenvolvido. Creio que houve sim uma identificação (olha a palavrinha aí de novo) do jogador que controla um policial recém chegado em uma cidade caótica, em meio a uma situação inimaginável, tendo que além de sobreviver, ajudar duas mulheres e uma criança em meio as adversidades. Creio que houve identificação do jogador em ser seduzido por uma mulher fatal e sedutora, e vestida de vermelho. São detalhes, é um jogo afinal de contas, mas que pra época era o mais próximo do realismo que tínhamos. Mas voltando, em RE4 o Leon só é tão carismático (e não mais) pois a premissa é exatamente a mesma, uma repetição disfarçada. Ele ainda precisa salvar uma criança, ele ainda é seduzido pela dama de vermelho, etc. Talvez a gente tenha a impressão de que o carisma dele é maior em RE4, mas não é verdade. Em RE4 ele tem um público maior, apenas isso (pouca gente tinha videogame na época do play 1 aqui no Brasil comparado a momentos atuais).

        Não acho que Jill, Leon, Chris estavam preparados pra enfrentar o que estava por vir. Sim, eles tinham treinamento militar, eram policiais habilidosos. Mas não existe treino para enfrentar monstruosidades e um apocalise zumbi. Eles não exitaram e simplesmente foram embora pois eram personagens éticos. Como Jill iria embora sem encontrar seu parceiro desaparecido Chris (ou vice-versa)? Como Leon (ou Claire) iria embora sabendo que outras pessoas dependiam deles para sobreviver? Esse tipo de postura deles (em simplesmente não fugir) é muito forte e gera sim uma admiração e identificação por parte do jogador, afinal, se ele (o personagem) enfrenta tudo até o final então eu tbm como jogador vou enfrentar…

        E, por fim, não considero ridículo em supor que a identificação (eu escrevi identificação nessa parte, e não carisma como vc disse) possa aumentar em “se pôr na pele do personagem literalmente”. Veja, pode haver admiração por personagens/pessoas sem ser em terceira pessoa sim. Afinal, não é só o aspecto visual que compõe um personagem. Tem muita coisa envolvida, além de visual tem o aspecto sonoro, sua fala, suas gesticulaçoes (com os braços e pernas no caso), diria até mesmo sua respiração. Acima de tudo, e principalmente, em detrimento de ver ou não o personagem, o que fará com que este seja ou não carismático não é sua aparência, mas sim suas atitudes, a maneira como ele vai reagir as situações, a maneira com que ele vai ser desenvolvido no enredo, etc. Carisma, definitivamente, não está ligado com a aparência pra mim, mas sim com as atitudes.

        Enfim, desculpa ter prolongado, rs.

        • Rivershield

          “Tem muita coisa envolvida, além de visual tem o aspecto sonoro, sua fala, suas gesticulaçoes (com os braços e pernas no caso), diria até mesmo sua respiração. Acima de tudo, e principalmente, em detrimento de ver ou não o personagem, o que fará com que este seja ou não carismático não é apenas a sua aparência, mas sim suas atitudes, a maneira como ele vai reagir as situações, a maneira com que ele vai ser desenvolvido no enredo, etc.”

          Vc está absolutamente correto nesse sentença, e na verdade esses aspectos que vc citou são muito mais evidentes em jogos em terceira pessoa. Isso é inegável. Vc na verdade acabou de contribuir para o meu argumento.

          Quanto a capacidade dos personagens, não nego que havia sim uma identificação do jogador para com os personagens. Mas também é fato que eles eram oficiais treinados (principalmente Chris) e extremamente talentosos. Eles estavam longe de serem pessoas comuns. O mais perto de comum que tivemos na trilogia original foi Claire, e mesmo assim, na prática, ela agia basicamente no mesmo nível que Leon, mesmo sendo uma civil.
          Duvido que qualquer pessoa comum pudesse se identificar com ela em um nível realista, já que as habilidades dela não eram nada realistas pra início de conversa.

          A questão é, a identificação existe, mas nunca foi assim tão importante. Carisma pode ser gerado de diversas formas, e a forma que RE gerou carisma nos personagens pouco tem a ver com identificação. É muito mais um carisma conceitual, baseado no que achamos LEGAL, não que achamos REALISTA.

          Além disso, quando foi que eu disse que o carisma está ligado somente à aparência? Eu disse que quando estava falando de terceira pessoa não me referia à câmera, mas sim à EXECUÇÃO da narrativa para o propósito de gerar empatia com o personagem.
          O carisma, como vc mesmo disse, vai muito além da aparência. Linguagem corporal, sons, e narrativa são ainda mais importantes. E tudo isso é MAIS EVIDENTE em jogos em terceira pessoa, onde vc está vendo em tempo real o personagem se movendo e realizando diversas ações.

          Preste muita atenção no que vou dizer: a câmera em primeira pessoa foi criada para enfatizar IMERSÃO, e imersão nesse caso independe de carisma. É uma mecânica pensada para uma imersão puramente prática e visual, baseada no conceito de simular a visão do próprio jogador dentro do jogo.

          • ratStar

            Concordo com muito do que você disse! Principalmente isso aqui:
            “O RE7 ideal teria de ser com o nível de desenvolvimento de personagens e gráficos dos jogos da Naughty Dog”. Acho que a ND faz pelos jogadores hoje o que a Capcom fazia no passado (época de ps1). Ela conseguiu entender o tempo em que vivemos e trabalha com personagens e narrativas cada vez mais críveis, sem contar que os jogos são super divertidos de jogar.

            Acho que nossos argumentos nessa conversa toda não divergem, e sim se complementam, como eu pude notar. Concordo com o seu ponto de vista sobre a visão em primeira pessoa. Eu também prefiro jogos em terceira pessoa e estaria mentindo se eu falasse o contrário. Eu mesmo, antes do anúncio, idealizava um RE7 com câmera OTS protagonizado pela Jill. Seria perfeito pra mim. Talvez o grande ponto que quero dizer seja: RE7 não vai ser em 3a. pessoa (o que é uma pena), mas isso não o impede de ser um ótimo RE. Eu prefiro acreditar nisso. O lançamento está bem próximo. Talvez eu seja correspondido. Talvez eu quebre a cara (como já aconteceu em RE6 por exemplo). Te faço uma pergunta: Com tudo o que foi mostrado até agora, se o Ethan fosse um personagem em 3a pessoa, esse jogo não pareceria promissor pra vc? Pra mim, e digo novamente, pra mim, RE7 tá com muito mais cara de RE do que RE5 e RE6, jogos que são em 3a pessoa, tem protagonistas clássicos, são jogos de ação bons (RE5 diria até que ótimo), mas não são bons RE no meu ponto de vista.

            Eu me interessei por RE7, mesmo sendo em 1a pessoa, pois tive um vislumbre de que este remetia diretamente ao passado (trilogia clássica). E não digo somente pelos assets e mecânicas do jogo (como ervas, baús, mansão, inventário, etc). Eu não sei como explicar em palavras, mas eu senti que RE7 talvez nos dê a possibilidade de vivenciar novamente aquela sensação mista de medo+prazer de quando éramos moleques e jogávamos Resident Evils, Silent Hill, Dino Crisis (esse podia voltar), Parasite Eve, etc. Quero dar uma chance para o Ethan (mesmo não o vendo), assim como eu dei uma chance para a Jill e o Chris em RE1, para o Leon e a Claire em RE2, para a Regina em Dino Crisis, etc. É fato que a Capcom não sabe mais fazer personagens carismáticos como antigamente (veja, depois de RE4, dá pra contar nos dedos quantos personagens são carismáticos e continuaram na saga), e o fato de não enxergarmos o Ethan agrava bastante isso também agora, mas prefiro ver com meus próprios olhos (ou não rs) quando eu jogar o game. Há grande chances de ser como vc falou e RE em primeira pessoa não funcione, mas há também uma chance (mesmo que mínima, não pode negar) de que o jogo seja um ótimo Resident Evil. Vamos aguardar.

            Outra pergunta: você pretende jogá-lo? Pergunto isso, pois caso o jogue, depois podemos bater mais um papo legal desses pontuando tudo isso que falamos e o que o jogo realmente nos entregou. Mesmo sendo sucesso ou fracasso, teremos bastante material pra conversar e debater depois de jogar.

          • Rivershield

            “Com tudo o que foi mostrado até agora, se o Ethan fosse um personagem em 3a pessoa, esse jogo não pareceria promissor pra vc?”
            Sim, pareceria. No mínimo, eu com certeza iria mais com a cara do jogo. Mas mesmo assim eu iria criticar ferrenhamente pq acredito que antes de introduzir novos protagonistas e trazer um enredo mais isolado, a Capcom deveria concertar os erros de enredo que vem se acumulando desde RE4 e trabalhar nos personagens existentes afim de torna-los mais humanos, além de introduzir um novo vilão à altura do Wesker.
            A meu ver, ao deixar isso de lado, a Capcom está apenas fugindo do problema.

            “você pretende jogá-lo?”
            Sim, vou pegar emprestado de um amigo já fez a pré-venda. Vou jogá-lo mais pra testar o VR, pretendo dar uma chance pro game.

            É bom saber que tem mais gente disposta a trocar ideias sobre o jogo. Não esquenta que vamos ter muito o que conversar ainda, começando agora, pois acabei de ler diversos spoilers internet à dentro de RE7.
            Aparentemente, o jogo vazou e árabes já estão fazendo streamings do jogo.

            Não esquenta que não vou dar spoiler aqui, mas o que posso dizer é que julgando pelo que eu li até agora está exatamente como eu esperava.

            Isso no entanto não significa que vá ser um jogo ruim.

            Se vc vai gostar do jogo ou não vai depender do quanto vc gosta de certos elementos comuns da série, como personagens, narrativa e jogabilidade. É nesses três elementos que eu tenho batido a tecla ferrenhamente, e como eu previ foram de fato alterados.

            A galera que jogou parece um tanto dividida no entanto, então é difícil dizer o que esperar por enquanto.

  • Guilherme Rodrigues

    Parabéns pelo texto, uma análise muito boa.
    Resident Evil 7 será incrível, ao menos em tudo que saiu sobre o jogo até agora. Ao mesmo tempo que Resident Evil 7 trouxe grandes mudanças dentro da própria franquia, trouxe de volta elementos importantes que estavam esquecido há um bom tempo. E não entendo como algumas pessoas dizem que o jogo não é um RE.
    Com certeza RE7 será um jogo marcante dentro da série, tanto no impacto pelas mudanças quanto pela qualidade.

    • Marcos Vinicius

      ”E não entendo como algumas pessoas dizem que o jogo não é um RE.”

      Eu acho que é zoeira pra chamar atenção, nem levo mais esses tipos de comentários a sério.
      TUDO que disseram nas news, a volta do survival, elementos clássicos, e algumas coisas a mais, o fulano insiste que não é Resident Evil.
      ”Mas só tem corre corre nos trailers, aonde eu vi isso mesmo?” <- comentário aleatório por ai na REVIL…
      Tirando o fato dos trailers não mostrarem nem 10% do jogo final, imagina você preso numa mansão com gente louca querendo seu corpo? O que você faz ? Sai na porrado com os assassinos (mais forte que você) e vai pra cima dos monstros ?
      Gente, o Ethan e a Mia são pessoas comuns, não super heróis. LOL

      A diferença bem óbvia de RE7 pra Outlast: Em Resident Evil 7 você pode se defender usando armas, pronto, sem mais.

      • Felipe Rafael

        Isso não é resident evil…

        Não tem nem um personagem dos resident evil anteriores e não vai ter zumbi. Preciso continuar ? O jogo deveria ser lançado com outro nome

        • Vinícius Bandeira

          Seguindo sua lógica, RE2 e RE4 não são Resident Evil.

          • Meistre Alex

            Acho que nem o Outbreak seria considerado um Resident Evil.

          • Guilherme Rodrigues

            Pela lógica da galera, nem RE Survivor, Umbrella Chronicles e Darkside Chronicles são RE, afinal, são em primeira pessoa. Se o jogo é em primeira pessoa já não é um RE, é cópia de algum outro jogo que usa a mesma perspectiva.

          • Meistre Alex

            Para eles, esses jogos se chamam PT Survivor e Outlast Chronicles!

        • Marcos Vinicius

          Mais um que acha que Resident Evil é um jogo de zumbis… ‘-‘

          Assim como o amigo aqui em baixo disse, RE2 não é Resident Evil, você sabe porque né ?

          • Rodrigo Zika!

            kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Guilherme Rodrigues

        Sim, exatamente isso. Eu nem tento argumentar mais com gente que comparar RE7 com Outlast ou coisa do tipo. Maioria do pessoal que não curtiu RE7 e costuma fazer comparações com outros jogos, eles provavelmente não acompanham as notícias ou é puro hate mesmo. Quando o jogo sair e receber reviews positivas, ele vão parar… Eu acho.

  • Luis Felipe Soares

    Ótimo posto Ceraldi!

  • andré

    Não sou nenhum vidente
    Mas prevejo gente desinformada chamando o jogo de outlast,dizendo q é uma porcaria sem nem jogar e outras asneiras do tipo
    (Obs:não estou classificando Re7 como jogo foda,até pq ele nem lançou,mas q tem bom potencial para tal tem)

    • Birkin

      Nem precisa ser vidente! Já já eles chegam aqui…

    • Danilo Rodrigues

      Os caras que chamarem esse jogo de Outlast são totalmente insanos. Outlast é completamente diferente do Resident evil. No outlast é só fuga, enquanto que o Resident evil é survival horror. Esse jogo promete ser um ótimo jogo. Já vou comprar agora na Nuuvem por 84 reais.

      • Filiphe Silva

        Deveria ter comprado na Hype, tá 82 reais

      • Denis Rezende Lopes

        versão deluxe tá 114 na Hype

    • Rodrigo Zika!

      Verdade. quem faz isso, não sabe diferenciar survival horror, de terror, bem simples.

  • Rodrigo Zika!

    Muito boa a analise, gostei do que li, seria bom esse povo, que fala que e cópia de Outlast, ou SL, ler isso com atenção, não e a câmera que dita se o jogo sera bom, e sim sua historia, narrativa, e a ligação com os jogos anteriores.

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