Nosso quarto artigo da série Personagens Esquecidos vai falar de um personagem que não é tão conhecido pelos fãs, principalmente pelos fãs mais novos. Ark Thompson protagonizou Resident Evil: Survivor, o primeiro título da franquia com ação em primeira pessoa já no longínquo ano de 2000.

RE: Survivor foi uma espécie de teste da Capcom, na época a franquia Resident Evil vendia bem e era sempre muito elogiada a cada novo jogo lançado, a empresa então decidiu fazer um teste, criando uma história spin-off (o primeiro spin-off a gente nunca esquece…) e aplicando no jogo uma mecânica que começava a ganhar bastante espaço na época: jogo de tiro em primeira-pessoa (ou first person shooter, o famoso FPS).

Aliando a isso, o uso da Namco Pistol, periférico que fazia certo sucesso no PS One naquela época. O resultado de tudo isso, foi um jogo que não agradou muito, a gente já fez inclusive uma análise dele aqui no REVIL, mas apesar disso, RE: Survivor tinha uma história bastante interessante, e entregou dois personagens bastante intrigantes: Vincent Goldman, o vilão central do jogo e Ark Thompson.

Ark em Resident Evil

Personagens Esquecidos - Ark Thompson - 01

Ark Thompson é um detetive particular que se formou na academia de polícia junto de Leon S. Kennedy. Após o incidente em Raccoon City, Leon passou a ser um agente do governo e entrou em contato com Ark Thompson pedindo que seu velho amigo fosse investigar a Ilha Sheena, local controlado pela Umbrella e que supostamente era uma base para a produção de B.O.W.s.

Lá chegando, Ark descobre que a de fato o local era uma base da Umbrella comandada por Vincent Goldman, um homem extremamente duro e cruel que comandava o lugar com mãos de ferro. O ponto curioso é que havia uma semelhança física muito grande entre Ark e Goldman (naquela época ambos eram polígonos idênticos, rs), e após um confronto que resultou em um acidente entre eles, Ark acabou acordando sem memória, e por conta da semelhança física e do sumiço de Goldman, as pessoas na ilha passaram a achar que Ark era na verdade o comandante do local.

Com a ilha tomada por zumbis e outras criaturas, Ark trilhou seu caminho para escapar do local ao mesmo tempo em que tentava recobrar a sua memória, algo que aconteceu graças a algumas conversas que teve com um garoto chamado Lott Klein, a quem Ark prometeu proteger e levar para fora da ilha juntamente de sua irmã Lilly Klein.

Quando estava prestes a encontrar uma rota de fuga do local, Ark mais uma vez ficou frente-a-frente com Vincent Goldman, mas o comandante da Ilha foi atacado mortalmente pelo Hypnos Tyrant, Ark aproveitou o momento e fugiu do local, mas Hypnos o seguiu até o heliporto da ilha, onde uma feroz batalha aconteceu.

Ark só conseguiu se livrar da criatura após disparar nele com os mísseis de um helicóptero, e dessa forma ele pode fugir do local com os dois irmãos Klein antes que a ilha fosse varrida do mapa pela Umbrella para evitar que o vírus escapasse e que provas das pesquisas da empresa chegassem a mãos indevidas.

Por que é inesquecível?

Por protagonizar um jogo meio… “meh”, e que muita gente não conheceu, não dá pra dizer que Ark Thompson é de fato inesquecível. Apesar disso, o enredo de RE: Survivor ajuda bastante na construção de seu personagem.

A sua amizade com Leon, e seus confrontos com Vincent Goldman fazem de Ark um personagem com certo potencial e bastante interessante. Durante o jogo, mesmo sem lembrar de praticamente nada e com todo mundo tratando-o como se ele fosse Vincent Goldman, Ark se questionava sobre suas supostas ações que levaram o caos a ilha Sheena.

Seu caráter foi bastante importante para que ele recobrasse a memória, e aliado a seu rápido envolvimento com as crianças Klein, Ark mostrou-se uma pessoa de princípios acima de tudo, não importando o que os outros diziam ou o que ele supostamente havia feito de ruim, no fundo de seu âmago ele sabia que havia algo estranho ali.

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Todos esses fatores, deixaram um “gostinho de quero mais” sobre Ark Thompson. Inclusive, alguns rumores sobre sua volta já apareceram, e o mais forte deles aconteceu quando o filme em CG Resident Evil: Damnation ganhou suas primeiras imagens de divulgação.

Na época, já se sabia que Leon seria o protagonista, e um personagem muito parecido com Ark apareceu sem ter seu nome revelado (imagem acima), com um porte físico e também pela presença de Leon, acreditava-se que aquele personagem pudesse ser Ark, mas no fim aquele personagem envolto em sobras acabou sendo revelado como Buddy.

Por que não volta?

Assim como alguns dos personagens que já passaram por nossa série de artigos – Billy e Carlos – Ark teve sua história encerrada no jogo em que esteve presente, sem deixar grandes pontas soltas que necessitem de sua volta em um título da franquia para explicar algo que tenha ficado pelo caminho.

Por ser um spin-off, RE: Survivor tem uma história que pouco impacta na cronologia oficial de Resident Evil, principalmente no que diz respeito ao próprio Ark. A parte mais importante da história de RE: Survivor, gira em torno de Vincent Goldman, e de todo o esquema para a produção em massa de Tyrants. Ark Thompsom foi apenas uma “vírgula” em meio a toda essa trama, podendo inclusive ser facilmente substituído por qualquer outro detetive ou agente investigativo.

Dessa forma fica difícil imaginar uma volta de Ark, a não ser que…

Por que deve voltar?

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… a não ser que sua relação de amizade com Leon seja mais aprofundada e se mostre forte o suficiente para sustentar um eventual novo pedido de ajuda do ex-policial de Raccoon ou alguma ação conjunta dos dois. Essas possibilidades, aliás, cairiam muito bem em uma franquia que atualmente se baseia em vilões megalomaníacos e que carece de maior relações interpessoais entre seus personagens (vejam que estou falando de relações interpessoais, e não necessariamente de romances, Resident Evil não é Malhação), como aliás foi visto em RE: Revelations 2, que através das cenas ingame e de seus files, mostram que há uma grande relação de amizade entre os Redfield, Barry, Jill e até mesmo Piers Nivans.

Do outro lado da roda de protagonistas temos Leon S. Kennedy, que praticamente tem todas as suas ações na franquia ligadas a Ada Wong e a Claire Redfield. A inserção ou a volta de um novo elemento que possa entrar nesse meio, ajudaria o núcleo de Leon se tornar mais complexo, mais vívido e mais verossímil.

Se a introdução da relação dos Burton com os Redfield e com Jill ficou mais clara em Revelations 2, fica a esperança e até a “dica” para Capcom introduzir algo assim em um próximo título da franquia com Ark se tornando um personagem de apoio ao núcleo de Leon, afinal o background para isso já existe.

  • Pedro Ivo Faro

    Como falaram aí, achei que ele realmente não tem tanto respaldo pra aparecer numa nova trama da franquia. No entanto, eu acho que se fosse pra “humanizar” um pouco o background o do Leon (se a gente olhar bem, a história toda dele só existe do RE2 em diante. Não há um “background” mais consistente… Os protagonistas do RE1, por exemplo, têm, seja da relação de Barry com Chris, ou de todos eles já serem de alguma força policial de antes do RE1 (afinal, a Stars foi criada 2 anos antes).
    Aí o Leon tem qual background antes do RE2? Um cara que ingressou no RPD por ter um senso de justiça e que se safou da treta-mor de Racoon City por causa duma bebedeira depois que terminou c a namorada… algo meio vago, não? Até a Claire tem algum antecedente mais consistente (de ser uma universitária apaixonada por motos, ser irmã dum protagonista do jogo anterior e, por isso, ser hábil no manejo de armas)

  • Gabriel Rodrigues Alvarenga

    Próxima personagem da série “Personagens Esquecidos”: Sheva Alomar

    Apesar de ser uma personagem recente (RE 5) ela provavelmente será abandonada como as personagens abordadas pela série (que é muito legal, especialmente por abordar as possibilidades de retorno delas).

  • Rivershield

    Concordo plenamente com o artigo com relação à Ark. Seria uma ótima ideia trazê-lo de volta à franquia como um grande amigo de Leon e mostrar que o personagem possui um vínculo de relacionamentos que não necessariamente está ligado à sua luta contra o bioterrorismo. Acho que essa é a única maneira de trazê-lo de volta, qualquer outra forma pareceria forçada.

    Mas qualquer um que já tenha lido meus comentários aqui no Revil (ou em qualquer outro site/fórum de RE) sabe que eu sou um ferrenho defensor do romance na série como resposta à falta de humanidade dos personagens (claro que não estou me referindo a este caso em específico, estou falando de forma geral). Nunca disse que deveria ser uma novela, a questão é que a esta altura, se é de humanidade que a série precisa, me parece quase obrigatório algum tipo de romance na série. Por algum motivo as pessoas ainda tem uma grande resistência a romances quando o assunto é videogame, parece que não levam em consideração que todos os personagens mais profundos do mundo dos games (pelo menos os que eu me lembro agora) possuem um romance que influenciou diretamente em como o personagem foi desenvolvido, ou no mínimo possuem um histórico em seu passado onde o romance está presente.

    Na minha opinião, todos os tipos de relações interpessoais, sejam românticas ou não, são necessárias quando se quer construir personagens mais profundos, e, não obstante, simplesmente fica mais LEGAL assim.
    Todos os motivos para não pôr romance na série são bobos. Mas existem várias razões consistentes para colocar esse tipo de coisa em uma série como RE, que tenta ser “adulta”.

    Ceraldi, gostaria de sugerir um artigo, podcast ou enquete (o q for melhor pra vcs) sobre esse assunto. Desde de que comecei a usar a internet, já participei de várias discussões em fóruns sobre romance em RE e nos games em geral e como os gamers veem isso.
    Cheguei a conclusão que RPG é os único gênero onde o tema é abertamente aceito e comum, embora é claro isso nunca seja o foco (e nem deve ser), sendo apenas uma ferramenta para tornar os personagens mais profundos e apimentar a trama.

    Pq a essa ferramenta é negligenciada em outros gêneros de jogos? Pq as pessoas parecem não pensar seriamente sobre isso?

    • Particularmente eu não apoio “romances” em jogos como Resident Evil, embora os fãs vivam “shippando” casais como Leon e Ada, Leon e Claire, Chris e Jill, Chris e Piers, Jake e Sherry entre muitos outros.

      Sobre seu comentário referente aos RPGs, veja bem: RPGs são jogos que geralmente são construídos em cima de sutilidades, de detalhes e de toda e qualquer ligação que possam trazer uma maior sensibilidade para a trama.

      Resident Evil, é um jogo de Survival Horror/Ação, onde os protagonistas estão sempre na luta ferrenha contra alguma ameaça ou fugindo desesperadamente de algo ou alguém. A dinâmica de RE é muito mais acelerada do que de qualquer RPG, não dando muitos espaços para o nascimento de romances.

      Os RPGs por sua vez, tem histórias mais longas, onde nem sempre se está desesperadamente lutando ou correndo de forma frenética, e esse “tempo ocioso” que há nas tramas de RPGs é preenchido na maioria das vezes por relações humanas que aproximam os personagens dos jogadores, tanto é que em muitos casos, os RPGs fazem do personagem central um avatar de quem está jogando, justamente porque esse é um dos conceitos básicos do gênero.

      Por conta dessas diferenças criadas pelo próprio gênero dos jogos, acredito que em RE não há muito espaço para isso, embora os personagens principais se perpetuem por décadas, fica difícil inserir um romance ingame. Até porque acho difícil que um romance possa se desenvolver da maneira que deveria em meio a tiros, bombas, ameaças biológicas, corridas contra o tempo e explosões de veículos. Quando houve a inserção disso em RE2 com Leon e Ada, enxergo que acabou sendo tratado de forma superficial, quase que artificial, justamente porque os jogos da franquia quase sempre são uma corrida contra o tempo e carregam um senso de urgência muito grande que não dão espaços para o nascimento/manutenção natural de uma relação romantica entre personagens. 😉

      • Rivershield

        Eu entendo perfeitamente o seu raciocínio. Aliás, é sempre esse argumento que é usado para tratar desse assunto em RE, e eu não discordo de forma alguma. Não há como discordar de fatos.
        Porém, não importa se não coube romance nos REs anteriores, eu não estou olhando pro passado, meu objetivo é o futuro. Quando se trata de futuro existem variáveis, oportunidades que surgem conforme os games evoluem tecnicamente e narrativamente.

        Seguindo esse raciocínio, quando eu citei RPGs foi por uma única razão: todos os jogos de ação/aventura estão se tornando quase RPGs. Vejamos o caso de Metal Gear por exemplo. MGS V é quase tão vasto quanto um RPG quando se trata de gameplay, e mesmo assim essa franquia sempre teve de tudo um pouco (o que inclui romance) desde o início, mesmo antes de Sand Box se tornar uma regra.
        Nesse ponto as pessoas geralmente dizem que MGS é uma exceção, por ser uma franquia única e sem contrapartes do mesmo nível.
        Porém é inegável que “Mundo Aberto” está se tornando uma regra no mundo dos games, e não é tão absurdo pensar que a Capcom possa estar planejando fazer isso com RE. Outras franquias de Survival Horror, como Silent Hill por exemplo, já até tentaram entrar nessa onda.
        Dito isto, um “mundo aberto” não significa somente liberdade de gameplay, mas sim a inserção de “Extras” e interações in-game que estão além do skript principal. Ou seja, mundo aberto precisa de conteúdo. Imaginar um RE em mundo aberto pode facilmente eliminar o impecílio que vc citou no seu comentário: a falta de tempo.

        Ta, mas nada sugere que teremos um RE em mundo aberto.
        Nesse caso então peguemos um exemplo mais próximo: The Last Of Us.
        Este game claramente gira em torno das relações interpessoais dos personagens. O tema tratado ali era relação entre pai e filha. Em uma continuação hipotética, dada a natureza do game, esse tema poderia facilmente ser substituído por uma relação romântica, concorda?
        Se relações interpessoais é o que falta em RE, então TLOU é uma ótima fonte de inspiração para resolver o problema, inclusive a Capcom já deu seus primeiros passos nesse caminho com Revelations 2.
        TLOU não se preocupa com o tempo, ele conta sua história lentamente e o fato de ter em média 16 horas de jogo não impediu a Naught Dog de criar uma trama densa e emocionante.

        RE tem sido frenético de propósito, não existe nada que obrigue um jogo da série a ser assim, nada impede que a Capcom desenvolva as coisas mais lentamente. Aliás, RE1, Code Veronica e Revelations 2 se quisessem, bem que poderiam ter tratado muito mais de relações interpessoais. Pessoas em situação de isolamento tendem a ficar mais unidas e a desenvolver maiores tensões e/ou relacionamentos.
        Esse tipo de contexto é uma ótima oportunidade para desenvolver um tema como esse.

        Enfim, não pense que eu estou super preocupado em ter romance na série, não é esse o meu objetivo. Meu objetivo é contribuir como de alguma forma para que RE seja uma série melhor, e atualmente para ser melhor a série precisa de personagens mais humanos, acredito que isso seja um consenso entre a grande maioria dos fãs de RE.
        Romance é apenas uma dentre várias opções, o motivo de eu sugerir esse tópico é pq eu acredito que é tão importante quanto qualquer outro. Eu pessoalmente não me consideraria um ser humano se eu não tivesse nenhum interesse romântico em nenhum momento da minha vida.

        Minha opinião não significa nada para a Capcom, mas a opinião de vcs do Revil pode significar, por isso eu me dou ao trabalho de redigir esses textos, pq talvez vcs possam absorver alguma coisa q eu diga (ou talvez não). Não importa o q vcs fizerem, eu apenas gosto de pensar q eu estou contribuindo de alguma forma, seja isso inútil ou não.

  • Rafael Tramontin

    Lembro de quando lançaram RE Gun Survivor, que achei o jogo ruim, mas lendo mais tarde sobre Ark pensei exatamente nisso, em ele retornar mais tarde como um amigo de Leon e isso nunca aconteceu. Ele podia aparecer em files, como um informante de Leon sobre o mercado negro de Armas Biológicas, ou em uma investigação que deu treta, como seu jogo de estréia.
    Outro rumor forte que Ark retornaria foi na lista de Neil, onde o sobrenome Thompson aparecia. Chegaram a falar que ele seria o protagonista do Revelations 2, o que logo em seguida foi desmentido.
    Aliás, aquele Thompson seria parente do Ark?
    Reynard Fisher era parente de Neil? Gina Foley e Rachael Foley eram irmãs?

    • Não há nenhuma informação sobre o parentesco entre o Thompson de REVs2 e o Ark, bem como não há infos sobre Reynard Fisher e o Neil Fisher. Fisher e Thompson são sobrenomes bastante comuns, tipo “Santos” e “Barbosa” aqui no Brasil. Já Gina e Rachael são irmãs sim.

      • Rafael Tramontin

        É, vendo as duas “pelo angulo OTS” são bem idênticas, hahaha…
        É engraçado né, a Gina atuou com a Terra Save em Terragrigia e a Rachael estava na FBC um ano depois envolvida no esquema terrorista de Terragrigia.

        • Bia

          Mas nenhuma das duas foram aproveitadas como mereciam D:
          E eu ainda esperando uma aparição maior da Gina, afinal, ela era irmã da Rachel, ela deve ter alguma importância no Plot, um parente de um personagem anterior não vem para nada, não deve ter sido colocada lá sem um motivo.
          Mas não é que ela foi colocada lá sem um motivo? (-=w=-)
          Capcom sendo… Capcom @.@

          • Rafael Tramontin

            O motivo era morrer na frente do jogador, hehehe…
            Já sabemos, se tiver outra(o) Foley em Revelations 3, vai morrer, hehehe…

          • Hunk

            Acho que já podemos considerar isso como uma piada interna, quando lançou o primeiro REV a Rachael foi a definição de personagem aleatório que só serve pra morrer, tanto que nem cara fizeram pra ela, provavelmente acharam mais fácil só acrescentar mais cabelo pra tapar todo o rosto (o que é irônico já que cabelo supostamente é um porre de fazer em jogos), e pra que ninguém prestasse atenção nessa falta de detalhes eles foram bem espertos e aumentaram os seios pra compensar. Quando o nome Foley apareceu no Revelations 2 eu já tinha certeza que a piada estava imortalizada na sub-franquia Revelations, mas eu não acho isso ruim não, pela piada tudo vale jovens padawans.

          • Rafael Tramontin

            Bom, eu já falei que a relação cintura/quadril da Rachael me surpreendeu, hehehe…
            E, esse estereótipo de personagem que só tá lá pra morrer é outra coisa presente nos filmes clássicos, de onde a série surgiu… Mais um ponto pros Revelations.

          • Hunk

            Também teve esse detalhe hehehe, e pra ser sincero é isso que importa mais pra mim, afinal é o que mais dá pra ver com a câmera OTS (e eu sempre preferi as regiões do sul também). Mas agora desativando o modo Jiraiya por um momento, de fato é legal ver a franquia recuperando um pouco de sua influência cinematográfica original, acho que isso é algo que os Revelations, especialmente o primeiro, conseguiram fazer com maestria. Seja através da inutilidade dos Foley, do humor do Keith e do Quint ou dos estereótipos gritantes do Gabe, essa inspiração é sempre memorável e ao meu ver faz tanta parte dos jogos clássicos quanto o próprio survival horror, então os Revelations devem sempre buscar isso também já que a função deles é de recuperar elementos clássicos, mas se bem que isso é algo que os numerados poderiam tentar manter também.

          • Rafael Tramontin

            Exato! Não precisa criar uma subfranquia pra manter elementos da franquia principal, basta a franquia principal usar isso…

          • Hunk

            Se tratando da jogabilidade eu acharia difícil não possuir duas ramificações devido a forma como a trama se desenvolveu, mas esses elementos cômicos não precisam de muita explicação, dá perfeitamente pra tê-los nos numerados também. Na verdade eu acredito que o que a Capcom deveria fazer no momento é promover os Revelations de forma que eles compitam com os numerados, ao invés de ser uma mera subfranquia, afinal eles representam coisas muito importantes pra RE pra serem considerados meros spin-offs cronológicos da mesma forma que os Survivors. Em termos de importância pra trama o REV2 já deu um passo bem grande e provou que não pode ser ignorado nem pelos fãs mais casuais da franquia, mas ainda seria legal ter investimento total nesses jogos da mesma forma que os numerados tem.

  • Gerson Vieira

    Então… Eu sempre vejo o possível anúncio do RE7 como um jogo pra dar um desfecho, pois os personagens principais já estão ficando mais velhos e é preciso dar uma conclusão, fechar o arco. Pensando assim, o Ark Thompson seria bem legal legal, não só por acrescentar na trama do Leon, mas também para a Claire… Ela e o Leon são próximos, por que não apresentar o Ark a ela? Claire não teve sorte com caras (nem os caras com ela – tadinho do Steve rsrs), e seria um desfecho legal juntar os dois num epílogo (SIM, o último jogo PRECISA ter um epílogo, como teve em RE3, afinal, são muitos personagens).

  • rodrigo

    adoro esse jogo, passei minha infância zerando ele, nostalgia total <3

  • wesley GM

    A imagem no topo da postagem lembra siphon filter(pela palheta de cores da imagem).

    • Doug Andrade

      Pensei a mesma coisa pois era fã desse jogo uahuah

      • wesley GM

        syphon filter era f*da demais

  • Darth Vader

    Só uma pergunta, CADE O HUNK??
    Ele tinha que estar nesta lista.

    • Hunk

      Se eu não me engano eu já li um artigo desses sobre o Hunk, mas fui olhar na lista e realmente não está lá, então eu devo estar me confundindo. Mas não se preocupe que se não tiver um artigo desses pro Hunk é só uma questão de tempo, provavelmente só não quiseram começar pelo mais óbvio.

    • Dakson Dayllom Araújo Silva

      acho que o HUNK só vai voltar se tiver um organização que precise de um “stig”
      em outra palavras, de um cara profissional que só sabe fazer uma coisa e a faz muito bem.
      assim como o Stig do Top gear, que apenas tenta conseguir a volta mais rápida, o HUNK é um cara muito, muito especializado, que apenas pensa em cumpria a missão com sucesso.

      a volta dele requer uma organização que pense apenas em resultados…
      o problema é que não tem organização desse tipo no jogo, que eu saiba, e esteja afim de contrata um mercenário que só que saber de missão bem sucedida e sem contra tempos.

      em fato, seria mais fácil contratar alguém sem escrúpulos, pois o HUNK nunca matou um ser humano diretamente, apenas os deixa para morrer, e até chega a demonstrar preocupação coma a própria equipe, mas apenas na extensão do riscos ao sucesso da missão.

      • Darth Vader

        Poderiam fazer um spin off com ele, um jogo focado nas missões dele, mostrando flashbacks, como o tempo que ele passou em Rockfort, treinamento, amizade dele com o Vector, desavença dele com o Nicholai.
        Mas acho que essa ideia passa longe da cabeça da capcom, uma pena porque ia ser uma tematica boa para um jogo sobre militares da umbrella, melhor que esse tal de Umbrella Corps que vai ser um Combat Arms travestido de Resident Evil e que já era quando o servidor fechar.

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