O último filme da franquia em live-action dirigida por Paul W.S. Anderson, chamado de Resident Evil 6: O Capítulo Final teve o arco da protagonista Alice encerrado no dia 26 de janeiro de 2017 nos cinemas brasileiros. E você pode conferir abaixo uma análise mais detalhada e com spoilers sobre o sexto e último filme da franquia. Se você não quer ler spoilers sobre a história do filme, você pode conferir nossa análise sem spoilers.

A análise a seguir CONTÉM SPOILERS.

“Meu nome é Alice”

hsahdhaios

Como todos as sequências de filmes da série, os primeiros minutos do longa são dedicados á uma recapitulação de tudo que aconteceu nos filmes anteriores narrados pela personagem central: Alice, interpretada pela atriz Milla Jovovich. O diretor e roteirista Paul Anderson conseguiu fazer um bom trabalho neste início, pois até quem não assistiu os outros filmes, ou parou em alguma das sequências, consegue entender o motivo de todo o apocalipse zumbi e as conspirações envolvidas. Essa cena mostra como o T-vírus se espalhou pelo mundo  e que não foi por por um vazamento indireto. Alice começa contando como foi fundada a empresa farmacêutica Umbrella e o verdadeiro criador do T-vírus: O Dr. James Marcus, que por conta de uma doença quase incurável de sua filha Alicia, usou o agente viral para que ela pudesse sobreviver. No entanto, ele é assassinado por Wesker a mando de Isaacs. Parece que já vimos essa história antes não? (RE0 feelings) Em Resident Evil 2: Apocalipse o Dr. Ashford foi quem criou o vírus com o objetivo de “curar” sua filha que andava de muletas pois era doente. O Capítulo Final ignora totalmente esses fatos.

A única sobrevivente

alice ss

Diferente de Resident Evil 5: Retribuição, onde vimos cenários mais bonitos, ambientes limpos e personagens maquiados, nesse novo capítulo notamos o oposto: ambientes escuros, lugares claustrofóbicos, cidades totalmente destruídas e muita sujeira nos personagens. Além de trazer um tom a mais de apocalipse zumbi que já vimos em Resident Evil 3: A Extinção, também traz um clima de terror e suspense do primeiro filme, além dos cenários nostálgicos do mesmo.

Depois de ser traída por Albert Wesker, uma batalha acontece e a única sobrevivente é a Alice. O que acontece com os outros personagens não é citado, mas podemos considerar que todos eles não sobreviveram. Começamos o filme acompanhando a protagonista sobrevivendo sozinha na cidade de Washington toda destruída e com vários inimigos a solta. O silêncio da cena transmite um momento de tensão da personagem e para quem assiste. Mas, de forma previsível, o filme apresenta seus primeiros inimigos junto com as habilidades e inteligência da protagonista ao enfrentá-los. Um dos primeiros monstros a dar as caras, é muito semelhante ao que vemos no jogo Resident Evil 5: Popokarimu.

Rainha Vermelha do lado de Alice

Alice recebe uma mensagem da Rainha vermelha, que teve um grande destaque nesse novo capítulo. Interpretada pela filha de Milla, a carismática Ever Gabo Anderson roubou a cena como Rainha Vermelha, além de interpretar a personagem Alicia quando criança.

A inteligência artificial diz a Alice que há uma cura e que ela pode ser transportada pelo ar. Ela completa dizendo que a única esperança da humanidade é a Alice. É explicado que a Rainha Vermelha foi criada para servir a Umbrella e valorizar a vida humana. Ela também não pode se voltar contra a Corporação, porém ela consegue enxergar que Alice tem a intenção de ajudar a raça humana. Sendo assim, ela passa a cooperar com a heroína. Alice tem que correr contra o relógio, pois ela tem apenas 48 horas. E adivinhem só onde essa cura está localizada? Dentro da Colmeia na falecida Raccoon City!  É como a Milla disse:

“Ás vezes é preciso voltar ao início, para chegar no fim”

Ação e porradaria

Com o passar dos anos, podemos notar que o rumo da franquia de filmes foi indo para o lado da ação assim como nos jogos, mas neste sexto filme, podemos ver o retorno do clima de suspense que vimos em Resident Evil: O Hóspede Maldito, porém, equilibradas com muitas cenas de ação focadas na protagonista. A caminho de Raccoon City, a porradaria corre solta entre Alice e alguns soldados da Umbrella, e a moça até acaba tirando um sarro deles no meio da briga. Apesar das cenas de ação desse filme serem muito boas e bem feitas, diferente do anterior que até cabos você conseguia ver, os cortes são exagerados a ponto de incomodar ao assistir o filme, principalmente no 3D. E falando nele, o filme não foi filmado em 3D, igual a “Recomeço” e “Retribuição”, tornando o suporte totalmente desnecessário e até dificultando entender algumas cenas de ação com seus cortes de 1 em 1 segundo.

Alice acaba sendo capturada pelos soldados da Umbrella e desmaia. Ela acorda dentro de um veículo em movimento, onde há algumas pessoas prisioneiras de ninguém mais e ninguém menos que Dr. Isaacs, quem Alice achava que estava morto. Nota-se também que esse Dr. Isaacs tem uma personalidade um pouco diferente do que havíamos visto anteriormente. Mais pra frente do filme, é explicado o motivo. Nesse reencontro, o vilão amarra as mãos da heroína com uma corda amarrada no veículo e a obriga caminhar com uma horda de zumbis atrás dela. Mas claro que isso foi por pouco tempo, e ela consegue escapar. A porradaria corre solta de novo num confronto contra os discípulos de Isaacs e o próprio. No confronto, Alice acaba decepando a mão de Isaacs para ligar a moto da Umbrella e fugir dali.

Personagens secundários

Indo para Raccoon City, Alice acaba encontrando um prédio em seu caminho, onde acaba desmaiando e, mais tarde, reencontrando sua amiga Claire Redfield. Alice conta para ela que precisa voltar para a Colmeia em busca do antivírus para o salvação da raça humana. Com isso, Claire se voluntaria para ir ajudá-la, junto com outros sobreviventes, entre eles um personagem chamado de Doc, que tem um “romance” com Claire – um romance bem forçado e desnecessário, diga-se de passagem. Após um confronto entre os veículos do Dr. Isaacs no comando ao lado de uma horda de zumbis contra os sobreviventes do prédio, Alice e um comboio pequeno vão a Colmeia atrás da cura. Outro ponto negativo do filme são os personagens secundários que não são bem trabalhados e são bem pouco carismáticos. Tanto que eles aparecem em poucos momentos no decorrer do longa, pois praticamente todos morrem e não dão nenhuma importância para o enredo.

A Colmeia

Albert Wesker, que observa tudo dentro das instalações da Colmeia, vê o grupo se aproximando cada vez mais, e ordena que a Rainha Vermelha libere os Cerberus e outras armadilhas para atrasá-los e até matá-los. Chegando na Colmeia, a Rainha Vermelha diz para Alice que há um traidor entre eles. Em uma das armadilhas, os sobreviventes até então são separados, e Alice cai em uma espécie de sala onde há um Bloodshot, de Resident Evil 6. Assim como no jogo, ele também dá trabalho para a heroína, mas usando sua inteligência junto com suas habilidades, ela consegue derrotá-lo.

A conspiração

Perto dali, Wesker acorda o verdadeiro Dr. Isaacs, que na verdade esteve em uma câmara criogênica o tempo todo criou clones de si mesmo se proteger (o que explica o retorno do vilão nesse filme). Ponto pro Paul Anderson. Outro ponto positivo do enredo desse filme, foi uma cena mostrando toda conspiração de Dr. Isaacs com o fim da raça humana, que iria acabar por conta do nível alto do mar ou por fome. O plano de Isaacs era liberar o T-vírus pelo mundo, fazendo com que “reiniciasse” a humanidade, salvando apenas as pessoas de classe social alta que estariam dormindo em câmaras criogênicas, até que o processo fosse concluído. Isaacs fala que isso já aconteceu uma vez na Bíblia e que o plano dele poderia dar certo e acabar salvando-os do fim da humanidade. Ou seja, o T-vírus não escapou da Colmeia, pois tudo foi planejado pelos fundadores da Corporação Umbrella, incluindo o próprio Dr. Isaacs. Resumindo: o que falar da atuação de Iain Glen como vilão nesse filme? Ele consegue passar a crueldade nos olhos e é algo incrível de assistir, principalmente suas batalhas contra Alice, com a mistura de alguns diálogos característicos dos personagens.

A origem de Alice

Junto com Doc, à procura de Claire, Alice encontra o verdadeiro Isaacs com a cura em mãos junto com Wesker. Nessa sala é revelado que Doc é o traidor do grupo, e não é explicado o porquê, mas isso não surpreende, pois foi o único que sobreviveu até então, e Claire acaba matando-o mais tarde sem nem pensar duas vezes. Alicia entra em cena e surpreende a todos com sua aparência mais velha de Alice. A origem da protagonista que acompanhamos por 5 filmes é finalmente revelada: Alice é mais um clone de Alicia. Ela foi criada pela Umbrella, por isso que ela não tem nenhuma memória desde a mansão em Resident Evil: O Hóspede Maldito. A revelação choca a protagonista, algo que O Capítulo Final continuou a desenvolver desde Resident Evil 5: Retribuição: sentimentos mais bem trabalhados e mostrados nas telas. Alicia diz que Alice é até melhor do que ela como humana e, que por isso, acredita-se que ela é a chave e a única esperança para o resto da humanidade.

Alicia tem 50% da Corporação Umbrella em mãos e pretende acabar com a empresa. Ela usa isso a seu favor para matar o vilão Wesker com apenas uma frase, o que é decepcionante – ela o demite e, portanto,  ele pode ser atacado pela Rainha Vermelha. Alice entrega uma granada e faz com que Albert Wesker segure o botão dela, e diz que ele não vai aguentar ficar segurando por muito tempo, já que ele está gravemente ferido. Se formos contar todas as cenas que ele apareceu durante o Capítulo Final, deve dar no máximo uns 10 minutos, pra no final ele morrer sem nem ao menos lutar. Que fase hein Wesker?

A cura

Dentro da Colmeia, temos uma luta com Claire, Alice e Dr. Isaacs num elevador bem parecido com o que vimos no game Resident Evil 5, cheia de câmaras criogênicas com as pessoas que a Umbrella achou válido proteger. Outra decepção no filme é que a atriz Ali Larter, que dá vida ao papel da Claire Redfield: não tem nenhum destaque e até importância no decorrer do longa. Diferente de Resident Evil 4: Recomeço, a personagem não teve nenhuma cena de destaque dessa vez, apenas acompanhou a heroína Alice em suas batalhas, nada além disso. Depois da porradaria entre os três, Alice recupera a cura de Dr. Isaacs no corredor de lasers, onde há uma das melhores cenas de luta durante o filme. Com apenas alguns minutos para o fim da humanidade, ela precisa tomar uma importante decisão: soltar o antivírus no ar e matar todos os infectados do T-vírus, incluindo ela mesma ou deixar todos os sobreviventes morrerem.

O fim do ciclo

No desfecho da história, Alice consegue sair da Colmeia para liberar a cura no ar, porém é surpreendida com o verdadeiro e o clone stalker de Dr. Isaacs. Quando achamos que mais uma batalha irá acontecer, algo que não esperamos acontece: o clone de Dr. Isaacs mata o original por descobrir que o próprio é um clone. Em seguida, o mesmo acaba morto por vários zumbis. Alice derruba o frasco com a cura e desmaia. Todos os infectados do local são mortos, a Colmeia é destruída pela bomba nas mãos de Wesker que o mata, junto com Alicia.

Claire escapa e Alice acorda se perguntando o porquê dela ainda estar viva. A Rainha Vermelha aparece e conta que o antivírus só matou o vírus em seu organismo, e não as células saudáveis de seu corpo. A heroína também recebe as memórias salvas de Alicia durante sua infância, para que Alice possa ter um passado. Para a surpresa de todos, na cena final, Alice aparece montada em uma moto da Umbrella com uma criatura atrás dela. Ela diz que a luta ainda não acabou, deixando o final em aberto, caso haja uma futura sequência do filme. Será? 

Veredito final

O filme tem um desfecho que tenta amarrar o máximo de todas as histórias contadas nos 5 filmes anteriores. Paul foi bem criativo em contar como realmente o T-vírus se espalhou pelo mundo e como a Corporação Umbrella foi fundada, tendo inspiração no jogo da franquia Resident Evil Zero, algo que não era de se esperar. A explicação com a volta de Dr. Isaacs, que achávamos que estava morto desde Resident Evil 3: A Extinção. Algumas pontas soltas ficaram e alguns fatos foram ignorados, como a existência do Dr. Ashford, mas o resultado final fez sentido, e isso é o que importa para um bom desfecho. Cenas de ação estão presentes e muito bem feitas, porém o exagero de cortes é grande e acaba incomodando, principalmente se for assistido em 3D, outra coisa desnecessária neste filme. Personagens secundários, deveriam ser considerados figurantes, pois além de não terem carisma, não adicionam importância para a trama. Claire e Wesker são deixados de lado. Mortes como a do Wesker e do próprio Isaacs chegam a ser decepcionantes. Os ambientes escuros, claustrofóbicos e sujos, fora o clima de tensão e suspense, fizeram com que o filme voltasse as raízes e fosse considerado um dos melhores desde o primeiro. Resident Evil 6: O Capítulo Final tem seus deslizes mas é um filme que surpreende e encerra o ciclo de Alice muito bem.

Resident Evil 6: O Capítulo Final teve sua estréia nos cinemas brasileiros no dia 26 de janeiro.

Resident Evil 6: O Capítulo Final
História da fundação da Corporação UmbrellaOrigem da AliceClima de suspense e tensãoDr. Isaacs como vilão
Exagero de cortes nas cenas de açãoPersonagens secundários fracosMortes decepcionantes de Wesker e Isaacs
6.5Bom
Votação do leitor 235 Votos
0.4
    • Bruna Mattos

      Foi editado pessoal, havia um erro na nota.

  • Luis Felipe Soares

    Eu ainda vou ver o filme, mas gosto de spoiler. Deixa eu ver se entendi:
    – Então 50% da Umbrella era da Alicia e 50% do Isaacs?
    – O Isaacs então seria superior ao Wesker?
    – Essa Alicia então é a Old Alice?

    Gostei dessa explicação do porquê a Umbrella ter deixado o vírus ser liberado para exterminar a raça humana salvando apenas aqueles que ela julgava serem dignos de continuar vivo. Isso explica o porquê de apesar de o mundo já ter virado praticamente todo zumbi a Umbrella ainda continuar lutando contra os sobreviventes. Isso era um coisa que eu ficava vendo nos filmes anteriores meio que ficava: WTF? Pra que a Umbrella ia continuar a fabricar monstros e desenvolver o vírus se o apocalipse zumbi já teria acontecido, mas agora explicou-se.

    Tatá, tem uma parte do texto que ficou faltando uma palavra: “Ela isso a seu favor para matar o vilão Wesker…”. Faltou um “usa” aí.

    Mas porque 0,7 pro filme? Foi tão ruim assim? Na outra avaliação ele recebeu 7.

    • Tatá Batista

      Já foi corrigido 😉

      • excelente critica!!!

  • João Moura

    Olha, eu não acho que Paul tenha ignorado Dr. Ashford. Eu estava muito ansioso e vi o filme apenas uma vez meio que desconcentrado. Mas, pelo que eu entendi, James Marcus não criou o T-vírus, mas sim, pegou do Dr. Ashford. Penso assim porque na cena é dito: “Até que James descobriu o T-vírus”. Ou seja, até que ele soube da criação do Dr. Ashford. E isso nos remete ao segundo filme, quando a Umbrella toma o projeto dele. É apenas minha especulação, preciso assistir novamente ao filme (e chorar de novo com o final).

    • Eu imaginei a mesma coisa quando assisti. Mas não tinha certeza se tinha escutado certo “Até que James descobriu o T-vírus”. Todo mundo que foi comigo entendeu o oposto, que foi o Dr. Marcus que criou o virus. Ai achei que tinha ouvido errado mesmo.

    • jjevil

      Pode ser um erro de adaptação também. Nessa hora imaginei que Paul fez a mesma coisa que aconteceu no Exterminador do Futuro: Gênesis, onde o roteiro do 3º e 4º filmes foram ignorados.

  • Maximiliano da Silveira Simões

    TÃO RUIM QUANTO OS FILMES: FAR CRY, DRAGON BALL EVOLUTION, LANTERNA VERDE.

  • Rodrigo Zika!

    Eu vi o filme sábado, achei razoável, pra um filme de apocalipse zumbi, e ação frenética e legal, teve ate umas falas adaptadas pro português como o aceita que dó menos kkkkkkkkkkkk, achei estranho como o Wesker morreu, pensei que teria uma luta com ele ainda, mas de resto foi legal o filme.

  • Gonçalves

    Olha, acho que os personagens de RE5 podem estar vivos sim, e essa ser a possibilidade de que haja mais filmes da franquia, o que é super enfatizado com a frase final da protagonista. Não sei… Mas na minha opinião, não acaba por aqui.
    Vi o filme em 3D e realmente, são muitos cortes dentro das cenas.

    • jjevil

      É verdade.
      O 3D mais atrapalha do que ajuda. E olha que o ingresso 2D é mais barato.

      O 3D deixa tudo bastante escuro. Tinha horas que eu nem sabia o que tava acontecendo, nem qual personagem tinha morrido.

  • Rodrigo de Lima Ferreira

    Obrigado equipe do REVIL por me pouparem de ver esse filme. 😀

  • Guigo Rocha

    Então Bruna, eu realmente gosto de suas opiniões sobre os jogos. E concordo com a maioria delas. Mas somente sobre os jogos.
    Nem vou me ater aqui a todos os erros grotescos de roteiro e continuidade dessa bagaça, como por exemplo Isaacs sair da colmeia simultâneamente à Alice, sendo que essa estava usando a única saída possível como informou a rainha vermelha…
    O Paul Anderson parece que sofre de esquizofrenia porque se ele descarta o que fez em resident evil Apocalypse só prova que:
    1. É um péssimo diretor pois não consegue focar e garantir coesão à própria história que criou;
    2. Pensa a franquia como algo fragmentado, onde cada parte é estruturada isoladamente;
    Não faz sentido nenhum ele ter descartado o segundo filme pois, por exemplo, sem ele a história não teria acontecido da maneira como terminou. Simples. Alice e Jill nunca se conheceram, nunca houve fuga de racoon… E isso implica em incoerência nos outros filmes.
    Paul Anderson parece que usou a franquia pra matar sua excentricidade voyuer em ver Milla vestida de guerreira e chutando bundas. Ele não gosta dá franquia, me desculpem. Paul Anderson é o Brian Singer de resident evil que inventa uma história e depois, por capricho, descarta o que inventou.
    Se ele precisa explicar a cada início de filme toda a história é porque assume que nem ele consegue enxergar exatamente o rumo que deu pra franquia ou o que ficou pendente do último filme. É como se ele disesse pro público: olha, vocês assistiram tudo isso, mas espero que só considerem essa parte OK?
    Eu me senti constrangido no cinema e por no mínimo três vezes pensei em ir embora. Mas a pipoca e o ar condicionado estavam muito bons. E fico muito preocupado porque com todo mundo que converso ouço a mesma coisa: cara, esses filmes queimaram o nome da franquia. Talvez demoremos muito a ver outros filmes da marca resident evil simplesmente porque um incompetente mimado não teve o mínimo de capacidade de ter uma linha de raciocínio decente sobre o material. Sinceramente, qual a diferença entre o Paul Anderson e o Uwe Boll que tanto criticam?

    • Nero

      finalmente alguém q sabe avaliar o filme em um âmbito crítico e não ficar só reclamando deq n é igual ao jogo. Concordo com vc, Paul só pode ter uma tara de ver a Milla pulando de lá pra cá. O roteiro é todo cagado, simplesmente n entendo como nego n consegue enxergar os erros grotescos

      • Guigo Rocha

        Mas é a mais pura verdade. Falar que Resident Evil foi bom é endossar todo o monte de esterco cinematográfico que o Paul Anderson fez. Sério que as pessoas conseguem destrinchar puzzles com facilidade e se deixam levar por esse roteiro mequetrefe?
        Cara, olha o que ele transformou o wesker!!! O cara em alguns filmes atrás deu surra e mais surra na Alice, e morre com o pé cortado, caído no chão segurando uma bomba. Gasta tanto tempo explicando a história porca da franquia que não consegue dar um acabamento decente pros personagens: Ada? Leon? Chris? Por onde andam? Como vivem? Do que se alimentam?
        E o que mais me incomoda é ver gente DESTRUINDO a Capcom porque esqueceu da Rebecca, do Carlos, do Hunk, do Billy… E vai pro cinema e não faz uma simples pergunta: o que aconteceu com aquela trolha de gente dos outros filmes?
        Cara, o roteiro é tão fraco que foi preciso gastar tempo mostrando os “super poderes premonitórios” de Alice e Isaacs em uma cena patética de ação e reação, onde só ficou comprovado que havia conteúdo pra preencher tanto filme.

        • Eron Ferreira

          Guigo Rocha eu concordo com vc e digo mais, eu respeito quem por alguma razão que eu não consiga entender gosta destes filmes, mas eu não vejo nada que realmente mereça ser admirado nestes, muitos dizem que vc não deve comparar os filmes com os jogos pois são coisas diferentes, mas o nome da franquia esta nestes filmes, seria o mesmo que vc tentar não comparar os filmes da Marvel com os quadrinhos, sendo os quadrinhos são a origem dos filmes da Marvel como os jogos são a origem dos filmes de Resident Evil (ou neste caso deveriam ser ), mas a questão é os filmes não são bons como adaptações, não são bons como filme de zumbis e nem como filme em si, há muitos personagens que são colocados e tirados sem acrescentar nada para o roteiro, alem disto a própria historia é fraca, por exemplo a Umbrella governa o mundo inteiro e a Alice continua lutando contra a Umbrella depois do mundo inteiro já ter praticamente acabado, alem disto ninguém foi capaz de impedir o avanço do vírus, nem um governo, nem ninguém tomou nenhuma atitude de precaução. Na minha opinião estes filmes são apenas um modo do Paul Anderson lucrar e colocar a Milla como uma especie de super heroína onde ela faz tudo, usa poder da mente, derrota praticamente um exercito sozinha e etc. Espero ver algum dia algo em live action de Resident Evil que não seja estes filmes, tipo uma serie, o que seria bacana, pois teria mais tempo para desenvolver uma historia mais elaborada como nos jogos.

      • Leon Valença Lucio

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
        bem por ai mesmo

    • Bruno Reis

      Cara, que comentário perfeito! Parabéns!

  • RedDiácono

    Antes eu dava chance, agora nem chego mais perto. As “live-actions” não fizeram jus a franquia(o melhorzinh foi o hospede maldito se basear um pouco da atmosfera). Cada filme que lançam é um busca incessante para deixar a Alice, personagem que brotou do nada para ser protagonista da franquia dos filmes, mais e mais overpower/ilimitada/deusa. E sabe o que isso é? Genérico, chato e desmotivador porque o roteiro se entorta para que a personagem triunfe ou tenha uma “pose de triunfo”. Por isso que já tem um tempo que só acompanho as animações. Apesar de qualquer erro que elas possuam, os desenhos se lembram que fazem parte de Resident Evil/Biohazard, sem histórias perdidas e personagens aloprados(se bem que o Leon fez muita “Jedisse” para duas animações mas, pelo menos, ainda n usou “poderes telecinéticos”). É isso. FLW

  • Alex Bastos

    Eu gostei bastante do filme. Sempre gostei, na verdade.
    Depois que eu entendi que o filme era uma adaptação do jogo, eu me aceitei e tudo ficou mais fácil, já que eu conseguia entender o porque de alguns personagens não estarem ali ou o porque de mudarem as coisas… isso já não me incomodava mais. Eu gostei bastante do final, achei válido. Não achei um filme tão cortado não. Acredito que, na verdade, as pessoas que escrevem as críticas se baseiam em críticas dos outros e acabam por repetir os mesmos deslizes que o outro explicou.
    Gostei das lutas, dos efeitos especiais e visuais, dos tiros, explosões.
    Os personagens secundários só estão ali pra morrer mesmo e nada interferem na história. Apenas uma coisa me incomodou no filme: eu queria que o Wesker se transformasse em um monstrão, um bicho muito louco e tal (como todo final de Resident Evil), mas não aconteceu. Enfim, bola pra frente.
    Se fizerem continuação eu com certeza vou assistir e continuarei assistindo até não produzirem mais.

  • Edinho Lima

    Não gostei da parte de terem deixado muitos personagens “desaparecidos”. E o Chris Redfield? Leon? Ada? JILL? Cagaram demais o Wesker, mas o filme em si é bom…

  • Lucio Clash

    O Paul Anderson poderia ter colocado os que sobreviveram no último filme (Leon, Ada, Jill, Becky e até mesmo Chris) para lutarem ao lado da Alice, Claire e até mesmo fazer duplas ou “parceria” com os que estavam lá só para morrer (Christian, Doc, Razor, Abigail e Cobalt) e assim desenvolver uma batalha magnânima contra as b.o.w.’s e os vilões.
    Isso seria aceitável para a trama e menos “queijo suíço” com os furos que o roteiro teve.
    Mas…….. eu achei justo a nota 6.5 que foi dado nessa crítica. E digo mais! confesso que fiquei com aquela ?interrogação? no final do filme…. º´.ª

    Mais visão analítica e menos visão opinativa. Isso vale muito.

    ps: Cuidado com as palavras faltando ai no texto!

  • Lucio Clash

    O Paul Anderson poderia ter colocado os que sobreviveram no último filme (Leon, Ada, Jill, Becky e até mesmo Chris) para lutarem ao lado da Alice, Claire e até mesmo fazer duplas ou “parceria” com os que estavam lá só para morrer (Christian, Doc, Razor, Abigail e Cobalt) e assim desenvolver uma batalha magnânima contra as b.o.w.’s e os vilões.
    Isso seria aceitável para a trama e menos “queijo suíço” com os furos que o roteiro teve.
    Mas…….. eu achei justo a nota 6.5 que foi dado nessa crítica. E digo mais! confesso que fiquei com aquela ?interrogação? no final do filme…. º´.ª

    Mais visão analítica e menos visão opinativa. Isso vale muito.

    ps: Cuidado com as palavras faltando ai no texto!
    ps²: Destaque para o japonês da Umbrella que deu um cacete na Alice kkkkk.

  • Carente

    Tá zoando é? Antes tinha nota 7, agora diminuiram

  • jjevil

    Deu pra sair do cinema satisfeito. Gostei do resultado.

    P.S.: eu aceitaria mais um filme.

    • Isaque Winchester

      Eu tb, mas isso deve ser um marketing pq ficaram pontas soltas, espero que tenha mais!

  • Mateus Marques

    esse filme seria ótimo se não cagasse ainda mais o que já estava cagado desde o apocalypse

  • Bruno Xavier

    Não adianta a esse ponto (sexto filme) falar algo sobre os filmes da Milla, pois são os filmes dela acima de qualquer adaptação, no entanto, possuem elementos da franquia de jogos Resident Evil. É engraçado que quando o Paul W. S. Anderson diz que os filmes tratam de uma adaptação e que teriam que trazer ao público uma nova história, até ai tudo bem, mas descartar desde os personagens principais a toda essência dos jogos é totalmente diferente. RE pra eles sempre foi um negocio de família, literalmente. Logo o centro dos filmes sempre fora o protagonismo da Milla acima de qualquer história, tanto que quando Sienna Guillory entra pra o elenco, rola uma certa disputa sobre o protagonismo e atenção dos fãs se voltam pra ela de uma maneira que praticamente a Milla foi obrigada a traze-lá de volta, só que obviamente ela acaba perdendo espaço pra Ali Larter uma coadjuvante incrível mas comedida e que sabe muito bem quem é o seu chefe.

    Os filmes são bons se os vermos em o universo paralelo, Paul Anderson tem seu mérito, inclusive os filmes já influenciaram a franquia de jogos, foi uma simbiose que deu muito certo, agora com o dito adeus, sobre novos rumos pra franquia e que o protagonismo seja aos verdadeiros personagens da história.

  • Roger Hetfield

    Não colou esse final. Deveria ter mais um capítulo com Jill, Ada, Claire, Leon… a turma toda. Seria o melhor de todos. Por isso Retribuição foi melhor.

  • Leon Valença Lucio

    um titulo fiel para essa saga seria : Alice…
    ou a partir do segundo “Milla case-se comigo”
    o que irrita é a cara lisa de quem do nada que escreve por cima de algo e quer fazer de conta que ninguém viu…
    falta de criatividade isso sim
    reinventar origens em uma sequencia?
    não digo nada os games que tem seus Remake’s da vida mas NUMA SEQUENCIA ??????????
    é querer forçadamente fechar brecha… brecha não, ROMBO mesmo.
    a partir do terceiro filme as brechas e os furos foram encobertas por explosões e efeitos visuais, que alias são os únicos pontos fortes…
    quer saber n perca seu tempo lendo isso como n vou perder continuando…
    filme passa tempo
    assisto em casa PIRATA!!!

  • Leandro de Souza

    vamos dizer então que o Dr. Issacs seria um Iluminati com aquela conversa dele de reduzir a população mundial e pra isso foi planejada a contaminação em massa que destruiria a humanidade e fiquei surpreso ao saber que a Alice lutadora que idealizei por 5 filmes ser a verdadeira seria só mais um clone, até me decepcionei ao ver aquela senhora debilitada entrando na sala em uma cadeira de rodas e contando para a mesma que era só mais uma cherox, ainda que a melhor de todas, eu fiquei em estado de choque igual a personagem!

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