A Ilha Rockfort é uma ilha de propriedade da Umbrella, localizada na América do Sul, na região do Pacífico-Sul. Essa ilha é principal cenário de Resident Evil Code: Veronica e foi usada para treinamento de soldados e testes de B.O.W.s, e é comandada pela família Ashford.


História

Bem antes da Umbrella começar as operações na ilha, Rockfort era o lar da comunidade hispânica. Após a Umbrella tomar posse do local, os habitantes dessa comunidade acabaram se juntando a corporação, a maioria trabalhando para ela como soldados, sendo um deles o personagem Rodrigo Juan Raval. Fora essa informação, muita pouca coisa se sabe sobre Rockfort antes da família Ashford comandar a ilha.

Em 1993, assim que Alfred Ashford se tornou administrador (ou, como ele gosta de dizer, comandante) da ilha, acabou inaugurando o Campo de Treinamento, emendando com as construções de uma prisão e uma segunda residência pessoal, ambos completados em 1994.


Incidente em Rockfort (1998)

Já em Dezembro de 1998, um pouco após da chegada de Claire Redfield como prisioneira da Umbrella, a ilha começou a ser bombardeada a mando de Albert Wesker, que estava atrás de Alexia Ashford para a coleta de uma amostra do T-Veronica Virus. Durante esse ataque, muitas partes da ilha foram destruídas, principalmente os laboratórios subterrâneos, e como toda a ilha foi atingida, o T-Virus no local acabou se espalhando e infectando os “habitantes” (maioria prisioneiros e pesquisadores).

Após acordar e saber, através de Rodrigo, que a ilha Rockfort estava sob ataque, Claire resolve caçar uma forma de escapar, explorando o mais rápido possível a ilha junto com Steve Burnside. Nessa corrida contra o tempo, eles conhecem e são incansavelmente perseguidos por Alfred, que pensa que todo esse ataque é por culpa de Claire, e ele usa todos os cenários macabros que a ilha possui a seu favor. Assim que o tempo começara a se esgotar, Claire e Steve acabam encontrando um aeroporto na ilha, onde levantaram vôo no único avião que havia por lá, rumo ao que seria a segunda parte de seus pesadelos.

Mesmo com o sistema de autodestruição do local ativado, ele acabou falhando em destruir completamente a ilha, ou até mesmo acabar com o surto de T-Virus e demais provas comprometedoras sobre o que estava ocorrendo no local. Um dos poucos lugares a não sofrer muito dano foi o Centro de Treinamento, o aeroporto e a parte de jatos particulares dos Ashfords.

Algumas horas depois desse acontecimento, Chris Redfield também acabou chegando a ilha, desesperado atrás de sua irmã ele recebeu informações sobre ela de Rodrigo e acabou encontrando com Albert Wesker. Chris acabou partindo da ilha com um dos jatos particulares de Alfred.

Após o incidente, a ilha Rockfort foi totalmente abandonada e nenhuma informação após isso foi reportada, já que nos futuros documentos da Umbrella, a ilha nunca mais foi mencionada.


Geografia e Estrutura

Sendo cenário principal da primeira parte de Resident Evil Code: Veronica e Resident Evil Survivor 2: Veronica, e tendo breve aparição em Resident Evil: The Darkside Chronicles, a ilha Rockfort está localizada na América do Sul, onde é banhada pelas águas do Oceano Pacifico-Sul.

A ilha Rockfort, até seu total abandono, era usada pela Umbrella de forma ilegal, operando como presidio particular da empresa, instalações para treino militar de soldados e B.O.W.’s (comandada por Alfred Ashford), laboratórios subterrâneos (com grande estoque de B.O.W.s para testes e pesquisas, onde um desses obtinha amostras de T-Virus e o experimento T-103, mantido secretamente na ilha), um extenso aeroporto subterrâneo suportando aviões de carga e jatos particulares e duas mansões (a principal e a privada).

  • Complexo da Prisão de Rockfort: criado e administrado pelo próprio Alfred Ashford, essa prisão era usada ilegalmente pela Umbrella para prender traidores e sabotadores da empresa, junto com seus familiares.  Claire Redfield foi levada para essa prisão após sua fracassada tentativa de se infiltrar na base da Umbrella em Paris. Steve Burnside também estava preso, junto com seu pai, que acabou parando na prisão por vender dados da Umbrella no mercado negro. Outro prisioneiro era Robert Donson, o criado particular de Alfred desde quando ele era criança – Alfred acabou crescendo descontente com tal criado e acabou mandando ele para essa prisão, onde foi torturado pelo médico insano que habitava na ilha. Os prisioneiros que não eram mandados para as inúmeras torturas desse médico louco, eram enterrados vivos no cemitério da prisão.  Sua estrutura é similar a um campo de concentração militar, tendo um grande número de dormitórios, muito das vezes com várias camas em um só deles, cercado por um grande muro e cerca, para evitar fugas. Uma cabana médica era localizada ali por perto e fazia parte desse complexo, equipada com crematório e, secretamente, com masmorras e câmaras de torturas para atender aos desejos insanos do médico da prisão. Assim que a ilha foi atacada, o complexo foi altamente danificado, e várias seções ficaram inacessíveis e pegando fogo;
  • Centro de Treinamento Militar: esse foi o campo responsável por treinar a maior parte dos soldados da Umbrella Security Service (U.S.S.), que usava B.O.W.s nos treinos para uma pratica mais realista e resultados melhores. Tal centro também foi responsável por treinar Nicholai Ginovaef e HUNK que acabou voltando a ilha, anos depois, para uma importante missão de escolta de uma capsula contendo uma B.O.W.’s secreta vinda do laboratório da Umbrella na Antártica. Esse centro de treinamento foi criado em volta de uma igreja abandonada do local, e era usado como armazenamento e, através dos elevadores, dava acesso ao subterrâneo, onde os laboratórios da Umbrella eram mantidos. Além desse acesso, o Centro também dava acessos a parte do aeroporto subterrâneo, o grande elevador de carga (usado para transporte de B.O.W.s), salas de controle, escritórios e até a uma casa de banho com sauna. Por causa dos danos causados pelo ataque na ilha, boa parte do Centro de Treinamento era inacessível para Claire Redfield e Steve Burnside, porém, após o sistema de auto-destruição da ilha ser ativado, ficou acessível para Chris Redfield. Talvez a característica mais marcante desse Centro era o grande tanque de guerra German Tiger II, que ficava exposto em uma das entradas, e fazia parte da coleção particular de Alfred (onde escondia um dos pequenos elevadores que levava aos jatos particulares dele). O Centro de Treinamento também foi abandonado, junto com toda a ilha.
  • Residência Oficial: sendo propriedade total da família Ashford, a Residência Oficial foi construída para refletir a imagem do comandante de Rockfort (nesse caso, a imagem de Alfred Ashford). Seu design era repleto dos gostos “militares” de Alfred, e continha no hall principal um enorme quadro de si próprio em uma “pose militar”. Além disso, a residência continha uma sala de exposição de sua coleção de armas, sala de jogos e, para refletir o orgulho que tinha em levar o sobrenome Ashford, uma galeria de quadros de seus descendentes.  A estrutura da residência se completa com uma sala de reuniões, banheiros e o escritório pessoal de Alfred. Apesar de dar acessos a locais importantes, como ao aeroporto subterrâneo e ao Centro de Treinamento, o segredo dessa residência era guardar o acesso a Residência Privada.
  • Residência Privada: também conhecida por muitos como “a mansão de Alexia”, essa residência foi construída a pedido de Alfred, caso um possível ataque na ilha acontecesse, e para completar sua obsessão pela irmã Alexia, que queria ela por perto sempre que possível, protegendo a irmã de todo o mal, e era por isso que o único acesso a tal residência era pelo um fundo secreto em seu escritório particular, onde só Alfred se permitia entrar (uma outra entrada é mencionada em file, mas foi totalmente bloqueada durante o ataque na ilha). A Residência Privada tem um design gótico e macabro, construído em uma colina com vista para toda a ilha, e era repleta de decorações que remetiam a lembrança de Alexia, como a vasta coleção de brinquedos infantis e bonecas, incluindo uma enorme boneca que ocupava totalmente o teto do hall principal.  A parte chave da residência eram os quartos, um de Alexia e outro de Alfred, que se ligavam um ao outro através de uma passagem secreta em um quadro, e também, através do quarto andar, pelo carrossel funcional. O curioso caso dessa residência é que por causa dela e da alta obsessão de Alfred por Alexia (que o levava a se vestir com as roupas da irmã), Albert Wesker acabou confundindo os dois, pensando que realmente Alexia vivia nos arredores da ilha, e foi por essa questão que ele acabou por querer atacar a ilha Rockford. Também foi levemente destruída no sistema de autodestruição da ilha, e abandonada com ela. A aparência da Residência Privada e seu papel no jogo, era mostrar um pouco dessa personalidade doentia de Alfred, tornando esse traço de sua perosnalidade uma pequena homenagem ao filme favorito de Alfred, Psycho (Psicose), grande sucesso de Hitchcock.
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