Perfil

Nome: Ozwell E. Spencer
Nascimento: 1931
Altura: desconhecida
Peso: desconhecido
Tipo Sanguíneo: desconhecido
Afiliações: Umbrella Corporation (1968-2003)
Status: Morto (2006)

Lord Ozwell Spencer foi um dos fundadores da Umbrella Corporation, e utilizou todos os meios possíveis para passar por cima de seus dois sócios fundadores – James Marcus e Edward Ashford, a fim de reter todo o poder para si. Esta, aliás, era uma das principais características de Spencer: o desejo pelo poder a qualquer custo.

Spencer acreditava que era uma espécie de “escolhido” e por isso passou sua vida inteira focado em planos para desenvolver algum agente que fosse capaz de conceder-lhe a imortalidade, tornando-o verdadeiramente um Deus.

O Projeto W é o maior expoente disso, uma vez que todas suas atitudes tem como objetivo, auxiliar de alguma forma aquele que fora o projeto de sua vida. Spencer foi, além de uma mente brilhante, um homem extremamente frio e calculista.

Tais características fizeram com que quase sempre ele tivesse o controle da situação, mesmo quando parecia que tudo estava dando errado em seus planos, Spencer tinha o controle e estava sempre um passo a frente de todos que o cercavam, tornando tudo e todos apenas peças que eram movidas conforme fosse mais conveniente para a concretização de seus planos.


Passado obscuro

1931 – 1960

Ozwell Spencer nasceu em 1931 em uma tradicional família pertencente a aristocracia britânica e fora isso, pouco se sabe a respeito de sua vida até o início da década de 1960. Nesse período, os poucos registros existentes são de seu mordomo Patrick, uma vez que sua família começou a servir a família Spencer ainda no século XIX, Patrick por sua vez começou a ser treinado para servir Ozwell na década de 1950, e foi seu mordomo até o fim da vida.

É sabido também, que o Projeto W – começou a ser ambicionado por Spencer nesse período, provavelmente entre o fim da década de 1950 e o início da década de 1960, porém não é possível precisar uma data para o início do projeto.

Escada para o poder

1960 – 1967

1962 foi o ano em que os alicerces do império de Spencer começariam a ser construídos, e isso é muito bem representado pelo início dos projetos e da construção de sua mansão na região das montanhas de Arklay, em Raccoon City.

Para tal, foi contratado o renomado arquiteto nova-iorquino George Trevor, que imediatamente começou a projetar a mansão idealizada por Spencer, cheia de passagens secretas e armadilhas que serviriam para esconder algo muito maior do que a coleção de obras-de-arte que Spencer tinha – este aliás, era um de seus hobbies, colecionar pinturas, esculturas e objetos de arte.

Em meados dos anos 1960, Spencer se interessou pelo livro chamado “Pesquisa da História Natural”, escrito por Henry Travis ainda no século XIX, que trazia ricas informações sobre a fauna e a flora do continente africano, bem como sobre as tradições, cultura e folclore, especialmente da tribo Ndipaya.

Spencer ficou interessado na flor “Escada para o Sol”, descrita no livro. O nome fazia referência direta aos efeitos que ela causava nos membros da tribo, fazendo-os entrar em uma espécie de transe. Spencer compartilhou as informações com seus companheiros Ashford e Marcus, que também se interessaram pela flor e pelas substâncias contidas nela que causavam esse tipo de efeito.

Dessa forma, em setembro de 1966, eles organizaram uma expedição a África Ocidental, com o auxílio de Brandon Bailey, um pesquisador amigo de James Marcus, e após explorações na área que era habitada pela tribo Ndipaya, eles encontraram a flor Sonnentreppe, que nas descrições do livro de Henry Travis era a “Escada para o Sol” dos tribais da região.

Após alguns meses realizando experimentos e estudando a Sonnentreppe, foi descoberto o vírus Progenitor que tinha a capacidade de recombinar o DNA de organismos vivos, uma característica formidável que fez com que Spencer começasse a enxergar naquele vírus, a pedra fundamental para a concretização de seus planos.

Apesar da descoberta formidável nem tudo foi fácil, ao tentar transportar exemplares da Sonnentreppe para os Estados Unidos a fim de cultivá-la, foi atestado que estes exemplares da flor que nasciam fora do seu ambiente natural não possuiam o vírus Progenitor, e embora uma série de experimentos com água, temperatura e luz tivessem sido feitos, a produção do Progenitor fora da África continuava sendo algo inexistente.

Já vislumbrando o potencial do recém-descoberto vírus, Spencer comentou com Marcus e Bailey o desejo de abrir uma empresa, mas isso não despertou interesse em Marcus, que só queria continuar pesquisando o vírus em qualquer situação que fosse, já Spencer mantinha essa idéia fixa em sua cabeça, mas por hora, ele preferiu fazer um breve recuo por conta da falta de interesse de Marcus.

As peças de um jogo de xadrez

1968 – 1978

Apesar das tentativas frustradas de produzir o Progenitor fora da África, Spencer tinha amostras de duas cepas diferentes do vírus, chamadas apenas de “A” e “B”. O local de armazenagem do vírus era o laboratório subterrâneo existente sob a sua recém finalizada mansão.

As armadilhas idealizadas por Spencer e desenhadas por Trevor eram uma forma de proteger este laboratório secreto. De posse de um laboratório secreto e de duas amostras diferentes do Progenitor, Spencer tinha tudo de que precisava para realizar seus próprios experimentos com o vírus, faltavam apenas as cobaias.

Como Spencer não media esforços e muito menos usava de escrúpulos para atingir seus objetivos, ele decidiu usar a própria família daquele que projetou sua mansão como cobaias de seus testes, além de aproveitar a situação para calar George Trevor, o único homem – além do próprio Spencer, que conhecia os segredos da Mansão e do complexo de Arklay.

Desta forma, Spencer convidou George e sua esposa e filha – Jessica e Lisa, para passar uns dias na sua maravilhosa mansão. George, por motivos pessoais, não pode atender de imediato ao convite de Spencer, porém Jessica e Lisa foram para a mansão, onde se hospedariam e esperariam por George.

As duas porém, foram aprisionadas e feitas cobaias tão logo que chegaram a mansão, sendo infectadas com as duas variantes do Progenitor – “A” em Jessica e “B” em Lisa. Jessica rapidamente sucumbiu ao vírus e morreu alguns dias após ser infectada. O organismo de Lisa, no entanto, se adaptou a variante “B” do Progenitor e ela foi colocada sob observação dos pesquisadores do laboratório de Arklay.

Alguns dias depois George chegou à mansão, não encontrando sua família, ele foi informado por Spencer que elas foram visitar uma tia doente, dessa forma George se instalou na mansão e, acompanhado de Spencer deu uma volta pelo local enquanto escutava seus planos sobre abrir uma empresa farmacêutica chamada Umbrella.

Os dias foram se passando e George começa a suspeitar da demora e da falta de contato de sua esposa e filha, e ao andar pela mansão percebe que as armadilhas e segredos projetados por ele sofreram mudanças. Ao decidir sair do local, George é golpeado por um dos homens de Spencer que o aprisiona.

George então tenta fugir de qualquer forma, e alguns dias depois, encontra uma lápide com seu nome, nesse momento ele compreende que Spencer na verdade o havia convidado para passar uma temporada na mansão com o objetivo de matá-lo, dessa forma os segredos de sua propriedade estariam protegidos, já que além de Spencer, George Trevor era o único que conhecia os segredos do local.

Por fim, pouco mais de 15 dias após chegar a mansão, George é submetido a experimentos com o Progenitor e assim como sua esposa Jessica acaba sucumbindo e morrendo.

As pesquisas com o Progenitor continuavam acontecendo e, como forma de mascará-las e de conseguir mais recursos para dar prosseguimento a elas e também no seu projeto pessoal – o projeto W, Ozwell Spencer fundou a Umbrella Corporation em 1968 ao lado de James Marcus e Edward Ashford.

A empresa farmacêutica foi estabelecida com sede em Raccoon City, local onde estava localizado o complexo de Arklay. Apesar de ter Marcus e Ashford como sócios fundadores da empresa e como importantes pesquisadores, o plano maior de Spencer sempre foi o Projeto W, que uma vez bem executado iria induzir a raça humana a uma seleção artificial através do vírus Progenitor, e Spencer seria o grande comandante dessa raça de super seres humanos.

Dessa forma, Marcus e Ashford eram apenas mais duas das peças do seu jogo doentio, e, apesar de brilhantes os dois sócios de início não desconfiavam das reais intenções de Spencer e muito menos que isso poderia prejudicá-los no futuro de alguma forma. Pouco tempo depois de consolidar a fundação da Umbrella, Edward Ashford morreu em julho de 1968 ao “acidentalmente” contrair o vírus Progenitor durante uma de suas pesquisas.

Dessa forma Alexander assumiu o posto de patriarca da família, como ainda era bastante jovem, ele acabou relegado ao laboratório da Umbrella instalado no Ártico, deixando todo o poder da empresa nas mãos de Spencer e de Marcus, que alguns meses mais tarde, em setembro daquele mesmo ano foi nomeado diretor do recém-inaugurado Centro de Treinamento da Umbrella, visando o desenvolvimento e a doutrina de jovens brilhantes para se tornarem uma geração de funcionários que levaria a Umbrella a frente.

Enquanto Marcus mantinha-se ocupado no Centro de Treinamento e em suas pesquisas com o vírus Progenitor – que Spencer julgava serem um desperdício de tempo e dinheiro, dois jovens brilhantes começavam a se destacar dentre todos os demais: Albert Wesker e William Birkin, tudo sob o atento olhar de Spencer, que acompanhava de perto os dois que entraram para o Centro de Treinamento em 1977.

As atenções eram mais especias ainda em cima de Wesker, que era uma de suas crianças especiais provenientes do Projeto W. Albert Wesker e mais 12 crianças foram escolhidas por Spencer por terem um DNA superior aos demais seres humanos, e nessas crianças foi administrado o vírus Wesker (ou Prototype virus).

O vírus era capaz de conferir a esses seres força e inteligência muito acima da média do restante da humanidade, Albert foi ao lado de Alex os únicos sobreviventes desse projeto, mas ele não sabia disso, e achava que estava trilhando seu próprio caminho, quando na verdade, cada um de seus passos haviam sido traçados por Spencer anos antes.

Em 1977 James Marcus criou o T-Vírus após combinar o vírus Progenitor com o DNA de sanguessugas, porém ainda haviam problemas com o vírus que só foram solucionados em janeiro de 1978 quando Marcus conseguiu aperfeiçoar sua criação, dessa forma, ele pretendia mostrar sua força dentro da Umbrella e poder finalmente bater de frente com Spencer que regia a empresa como bem entendia.

Marcus começou a ficar paranóico temendo que sua pesquisa fosse roubada e instalou uma série de dispositivos de segurança em seu laboratório, eles porém foram destruídos deixando o cientista ainda mais paranóico em suas desconfianças, especialmente em relação a Spencer, já que este, costumeiramente agia de formas escusas.

Com o objetivo de tirar força de James Marcus, Spencer mandou fechar o Centro de Treinamento em 29 de julho de 1978. Albert Wesker e William Birkin que cada vez mais ganhavam a confiança de Marcus, foram transferidos para o Complexo de Pesquisas de Arklay, e agora estavam sob a batuta de Spencer que inclusive lhes apresentou uma das experiências mais secretas: Lisa Trevor, além de terem sido nomeados os pesquisadores chefes do T-Vírus, deixando James Marcus sozinho e isolado de uma vez por todas.

Eliminando barreiras

1979 -1988

Enquanto enfraquecia Marcus com o fim do Centro de Treinamento, Spencer ganhava terreno com importantes movimentos, como por exemplo o sucesso no cultivo da flor Sonnentreppe de forma artificial na Umbrella África, e o sucesso de Wesker e Birkin com as pesquisas do T-Vírus que resultaram na criação do Hunter.

Enquanto Birkin estudava uma forma de tornar o T-Vírus mais eficiente, Wesker focou em pesquisas secundárias e descobriu que o vírus era altamente mutável e adaptável, podendo contaminhar praticamente qualquer forma de ser vivo, animal ou vegetal. Desconfiando de Spencer, Wesker continuou seu trabalho mas passou a prestar muito mais atenção no que o mandatário da Umbrella pretendia.

Os anos se passaram e após 10 anos trabalhando ao lado de Spencer, Wesker e Birkin receberam em 1988 uma ordem que provavelmente iria definiri os seus futuros dentro da corporação: matar James Marcus. Os dois cumprem a ordem de Spencer e colocam fim a vida do cientista que criou o T-Vírus e que quando da chegada dos dois jovens ao Centro de Treinamento, colocou-os colocou-os sob sua batuta.

Com o cumprimento dessa ordem, Spencer tinha certeza que as ambições de Wesker e de Birkin poderiam ser usadas a seu favor, agregando assim mais duas importantes peças ao seu jogo, e com o golpe de misericórdia dado em Marcus, Spencer finalmente tinha o controle da Umbrella todo em suas mãos, embora ainda houvessem os Ashfords, mas relegados a Ilha Rockfort e ao Ártico eles não seriam um problema para os seus planos.

O jogo estava apenas no começo

1991-1998

Em 1991, Spencer aprova o projeto de Birkin para a criação de um novo vírus, o G-Vírus, mas Wesker confronta-o sob o maciço investimento feito em BOWs que no final das contas poderiam não dar a coorporação o retorno financeiro esperado. Mais uma vez, Wesker perguntava-se quais eram as reais intenções de Spencer, investir tanto dinheiro em algo que poderia levar a empresa a falência parecia ser algo tolo demais, ainda mais considerando-se que Spencer nunca fazia movimentos em falso.

Com o fim da União Soviética, Spencer ganhou uma nova e importante peça para o seu time: Sergei Vladimir, ex-coronel do exército Russo, sua experiência militar foi fundamental para a criação da UBCS e USS, além de ter sido importante para as pesquisas com a BOW suprema: o Tyrant.

Logo, Spencer notou que mais do que uma peça, Sergei era um aliado, a confiou a ele importantes tarefas, dentre elas, uma vigília frequente a Albert Wesker e seus passos, já prevendo que em um futuro próximo ele poderia se tornar um problema e tentar passar uma rasteira em Spencer.

Nos anos seguintes, Spencer ficou praticamente como um mero espectador de tudo que acontecia, mas na verdade, todos os movimentos de suas peças chave já estavam traçados e ele sabia exatamente o que, como, quando e onde deveria ser feito. Dessa forma, ele viu a escalada de Wesker e Birkin, que apesar de terem tomado caminhos diferentes ainda mantinha uma espécie de amizade e obviamente a sede por poder e sucesso.

Enquanto Wesker largou o trabalho como pesquisador e passou a agir de forma mais operacional, inclusive infiltrando-se no departamento de polícia de Racooon – RPD, chegando a líder do esquadrão Alfa dos S.T.A.R.S., Birkin foi alçado ao posto de grande pesquisador da Umbrella quando descobriu o G-Vírus e conduziu experiências com ele.

Em Junho de 1998, um importante dia chegou: o dia de testar as BOWs obtidas através do T-Vírus. Um vazamento proposital ocorreu no complexo de Arklay, liberando diversas BOWs e contaminando os funcionários do laboratório e da mansão de Spencer. Wesker foi usado como peça chave, conduzindo os S.T.A.R.S. até o local para que a Umbrella pudesse coletar dados de combate das BOWs contra os membros do esquadrão de elite,

Porém, prevendo um movimento ardiloso de seu pupilo, Spencer colocou Sergei Vladmir de sobre-aviso, já que Wesker havia pedido a Birkin uma amostra de um vírus que poderia trazê-lo de volta dos mortos. O vírus entregue por Birkin era na verdade um “presente” de Spencer, tal vírus era o Wesker Vírus, o mesmo que foi administrado em Albert e nas Wesker Childrens em sua infância, mas dessa vez em uma versão mais concentrada.

Como previsto, Wesker tentou passar uma rasteira em Spencer, e após ser morto pelo Tyrant e voltar a vida com super-poderes, ele planejava roubar todos os dados de combate e de pesquisa da Umbrella e utilizá-los em benefício próprio, porém, Spencer havia colocado Sergei de sobreaviso, e ele foi até o complexo para recuperar o T-A.L.O.S. e impedir que Wesker acessasse a Red Queen para coletar os dados.

Após a explosão do local, Spencer mantinha consigo todos os dados vitais para o fortalecimento da Umbrella, e poderia agora observar de longe Albert Wesker agindo com todo o novo poder que lhe fora concedido, enquanto todos pensavam que ele estava morto.

O desastre calculado

Set – Out/1998

Após o sumiço de Wesker, Spencer voltou suas atenções para Birkin, o brilhante cientista que entrou na Umbrella junto com o Wesker e que poucos anos antes havia descoberto o G-Vírus no corpo de Lisa Trevor após várias experiências. Naquela altura, Birkin era o cientista chefe da Umbrella e começava a demonstrar um comportamento estranho, como se suspeitasse que sua criação estivesse na alça de mira de Spencer.

A fim de evitar que uma das principais criações da história da Umbrella fosse parar em outras mãos que não as suas, Spencer ordenou que duas equipes da USS (Umbrella Security Service), lideradas por HUNK, fossem até o laboratório subterrâneo de Raccoon e recuperassem a qualquer custo uma amostra do G-Vírus das mãos de Birkin, as ordens eram claras e eles estavam autorizados a eliminar o cientista se fosse necessário, e foi o que ocorreu.

Birkin foi alvejado por um dos soldados após negar-se a entregar amostras do G-Vírus, mas injetou-se com o G-Vírus para evitar a sua morte, como consequência sofreu mutações e passou a perseguir os soldados da USS pelo laboratório e pelos esgotos de Raccoon, onde em meio a uma batalha, amostras do T e do G-Vírus foram liberadas nos esgotos sendo dispersadas pelos ratos e pelo sistema de águas, causando assim a contaminação de toda a cidade de Raccoon.

A infeccão da cidade e o caos instaurado, apesar de trazerem destruição inclusive para as instalações da Umbrella, tornavam a cidade o local ideal para que a empresa testasse algumas de suas mais poderosas B.O.W.s em situações extremas, como por exemplo em combate contra os membros da UBCS, contra as forças policiais e contra alvos específicos como no caso dos S.T.A.R.S.

O uso da cidade como campo de recolhimento de dados de combate foi um sucesso, mesmo com a empresa perdendo diversas BOWs em batalhas, os testes e situações as quais elas foram submetidas geraram dados que fariam com que Spencer pudesse reerguer a Umbrella, uma vez que Raccoon estava fadada a destruição, que de fato veio.

No amanhecer do dia 1 de outubro de 1998, um míssil nuclear rasgou os céus da cidade e colocou um fim ao desastre causado pela Umbrella, porém, Spencer saia com grandes trunfos na manga para dar prosseguimento aos seus planos, já que momentos antes da explosão, ele escapara da cidade em um helicóptero junto com Sergei Vladmir e o supercomputador U.M.F.-013 (U.M.F. – Umbrella Main Frame), contendo todos os dados de pesquisa da empresa.

Contramedidas

Nov/1998 – Set/2002

Mesmo cercando-se de todos os cuidados possíveis para não manchar a imagem da Umbrella, Spencer tinha receio que as investigações sobre o incidente em Raccoon respingassem sobre sua companhia, e como forma de evitar a descoberta das pesquisas com o Progenitor, em novembro de 1998 – pouco mais de um mês após a destruição da cidade, ele ordenou o fechamento do laboratório na África, onde era cultivada a Sonnentreppe para posterior extração do Progenitor.

No início do ano seguinte, as investigações começaram de fato, e a opinião pública clamava para que culpados fossem apontados e punidos pelo desastre. O Governo Americano se viu pressionado e exigiu que a Umbrella parasse com suas experiências e operações para que a ligação entre ambos não ficasse ainda mais arraigada e difícil de se desfazer.

Mas Spencer em um golpe de mestre contratou os melhores advogados que o dinheiro poderia comprar, e com a ajuda deles, subornou pessoas para que fizessem testemunhos falsos perante o júri, criando a impressão de uma enorme conspiração do governo para colocar a culpa do incidente sobre a Umbrella, tirando de si esse peso.

Sem provas concretas, a investigação se arrastou de forma inconclusiva, já que as poucas testemunhas que deram depoimentos verdadeiros não tinham como provar o que diziam, e quem poderia apresentar provas, tinha medo de fazê-lo e acabar sofrendo consequências, tanto por parte do Governo quanto da Umbrella, dessa forma, culpados não foram apontados e a Umbrella, conseguia mais uma vez escapar das acusações graças a jogada arquitetada por Spencer.

Apesar de até então não ter sido acusada de forma cabal e muito menos condenada pelo incidente em Raccoon, em 2002 a Umbrella se viu em sérias dificuldades financeiras já que o comércio de BOW estava difícil devido as investigações. Para tentar levantar fundos para continuar com suas atividades, foi organizado um cruzeiro a bordo do navio Spencer Rain, onde BOWs seriam vendidas em águas internacionais, longe dos olhos das autoridades e onde nenhum governo tem jurisdição.

A tentativa foi falha já que graças a Morpheus D. Duvall – um ex-pesquisador da Umbrella que foi responsabilizado injustamente pelo incidente em Arklay, o navio foi vítima de um vazamento viral, que acabou sendo controlado por Bruce McGivern e Fong Ling, que botaram um fim a vida de Morpheus. O evento ao invés de gerar lucros para a Umbrella, gerou prejuízos maiores ainda, com a perda de um navio e de diversas BOWs que ali estavam para serem vendidas.

A queda

2003 – 2006

Com o fim de Raccoon e os problemas financeiros, a Umbrella viu a necessidade de estabelecer uma nova base para experiências e produção de BOWs, e o local escolhido para isso foi a região do Cáucaso, na Rússia. Sergei Vladmir foi colocado a frente da base da Umbrella no local, e Spencer depositava todas as fichas para reerguer a Umbrella no sucesso do projeto T-A.L.O.S.

A arma biológica mais avançada já criada pela Umbrella que consistia em um Tyrant revestido com uma armadura praticamente intransponível, e com o seu sistema nervoso ligado e controlado pelo supercomputador Red Queen, o que permitia que a criatura usasse diferentes estratégias de batalha de acordo com o inimigo que enfrentava, além de portar diversas armas pesadas. Além disso, o UMF-013 também havia sido instalado no complexo.

O projeto T-A.L.O.S. teria sido um sucesso não fosse pela interferência do vilão Albert Wesker, além de Jill ValentineChris Redfield. A dupla de sobreviventes foi enviada em fevereiro de 2003 para a região para investigar um “acidente” que liberou T-Vírus em uma vila. Os dois faziam parte de uma organização anti-bioterrorista privada, o embrião da futura fundação da B.S.A.A.

Ao chegar a região do Cáucaso, a dupla descobre que perto da vila onde eles estavam existia a base de produção do T-A.L.O.S., e ao encontrarem com Albert Wesker tiveram a certeza que o vazamento do T-Vírus não fora um simples acidente. Wesker se aproveitou da presença de Chris e Jill para se infiltrar na base da Umbrella sem ser notado, uma vez que as atenções do sistema de defesa e de Sergei Vladmir estavam voltadas para a dupla.

Apesar de entrar sorrateiramente no local, Sergei fica sabendo da presença de Wesker, e ao atestar que a instalação da Umbrella está comprometida, ele decide destruir o local mas antes disso ativa o T-A.L.O.S. assim que Chris e Jill chegam a sala onde a BOW era mantida. Apesar da expertise da BOW controlada pela Red Queen, a dupla conseguem derrotar a BOW e escapa do complexo pouco antes de sua destruição.

Perto dali, após derrotar os dois Ivans (Tyrants que eram guarda-costas de Sergei), Wesker passa pelo mecanismo de defesa laser do complexo, e fica sabendo de Sergei que ele ativou a Red Queen no dia do incidente da Mansão a mando de Spencer para impedir que Wesker tivesse acesso ao UMF-013.

Para enfrentar Wesker Sergei se injeta com o T-Vírus transformando-se em uma BOW poderosíssima, mas não foi o suficiente para impedir Wesker, que o derrotou e após isso copiou todos os dados contidos no UMF-013 e formatou o disco rígido do computador, apagando todos os dados de pesquisa da Umbrella e deixando a empresa e Spencer, sem condições de se reerguer.

Não contente com isso, algum tempo depois Wesker ainda revelou informações obtidas no UMF-013 durante o julgamento da Umbrella, incriminado-a definitivamente no caso do incidente de Raccoon City. A empresa já vinha sofrendo, pois pouco tempo antes de Wesker revelar as informações, a Umbrella vinha enfrentando acusações de ser a responsável pelo incidente em Raccoon e também de produzir BOWs de forma ilegal.

A ação de Wesker foi o ponto culminante, resultando na condenação da Umbrella que se viu abandonada por todos seus antigos aliados, entre eles, diversas empresas farmacêuticas ao redor do mundo e o próprio governo dos EUA, que articularam manobras para que sua ligação com a Umbrella não fosse revelada, mantendo-o alheio a culpa no incidente de Raccoon.

Com o fim da Umbrella, Spencer manteve-se recluso em sua propridade na Europa, onde conta com a ajuda de Patrick, seu fiel mordomo. A última esperança de Spencer é a que a outra Wesker Children viva – Alex Wesker, consiga avanços na pesquisa para criar uma forma de tornar Spencer imortal, porém, até mesmo Alex que se manteve ao lado do ex-mandatário da Umbrella até aquele momento, deixa Spencer desaparecendo sem deixar pistas.

A morte de um ”Deus”

2006

Muito velho e preso a uma cadeira de rodas, em 2006 Spencer confidenciou a Patrick que desejava que Albert Wesker o encotnrasse. Spencer desejava ao menos ter uma conversa esclarecedora com o seu ex-pupilo e eterna criação. Para tornar o desejo de Spencer realidade, Patrick informou seu paradeiro a Ricardo Irving, um negociador de BOWs que tinha ligações com Wesker. Alguns meses depois, em agosto daquele ano, Wesker foi até o local informado a ele por Ricardo Irving.

Enquanto Chris e Jill atravessam as armadilhas da mansão, Wesker chega ao escritório de Spencer que não se mostra surpreso com a presença de Wesker no local. Em uma conversa franca, Spencer revela a Wesker que o desenvolvimento de BOW era apenas uma fachada para mascarar o verdadeiro projeto da vida de Spencer, o Projeto W.

Spencer conta a Wesker que ele era uma das crianças selecionadas para o projeto, que visava desenvolver o potencial dessas crianças ao máximo, para que houvesse condições para criar uma forma de tornar Spencer imortal, e ao lado de seus Weskers e de toda uma raça de super seres-humanos, ele seria um novo Deus para a humanidade. Após ouvir os planos de Spencer, Wesker desfere um golpe em Spencer, e enquanto o velho agoniza, ele diz que o direito de ser um Deus, agora pertence a ele graças ao projeto Uroboros.


Aparições

  • A primeira aparição (se é que podemos chamar assim) de Spencer foi em Resident Evil: The Umbrella Chronicles, ele aparece no helicóptero ao lado de Sergei Vladmir na cutscene que fecha o cenário Death’s Door, mas não é possível vê-lo direito, apenas se escuta a sua voz.
  • Spencer aparece de fato pela primeira vez na franquia Resident Evil em RE5, ele é visto em uma cutscene que mostra um flashback de Wesker, onde ele encontra com Spencer e fica sabendo da verdade a respeito da Umbrella, da produção de BOWs, de seus poderes e acaba matando Spencer no fim. Mais tarde, essa mesma cena é vista na DLC Lost in Nightmares.

Curiosidades

  • Apesar de não aparecer fisicamente, o nome de Spencer é citado em quase todos os jogos da franquia, seja por ser o principal mandatário da Umbrella, ou por conta da arquitetura característica de sua mansão (presente em RE1, RE: Remake, RE: Deadly Silence e RE: The Umbrella Chronicles), que foi copiada ou reproduzida em partes em vários outros títulos, como RE: Survivor, RE CODE: Verônica X, RE: Revelations e Resident Evil 5 – cenário Lost in Nightmares.
  • Essa não aparição física de Spencer até RE5, fez com que fosse criada uma enorme expectativa em torno de sua aparição, e muitos fãs ficaram decepcionados quando a primeira e única aparição real de Spencer aconteceu em RE5, onde ele é mostrado velho, indefeso e preso a uma cadeira de rodas.

Atores e dubladores

Resident Evil 5
– Adam D. Clarck (voz e captura de movimentos)
– Steve Irish (modelo de rosto)

  • Isaac de Sousa

    top demais a historia dele

  • Breno Lima

    Bem legal a biografia. O fundador da maligna Umbrella, a “raiz” de todo o mal biológico na saga. A origem de tudo. A história central merece continuar. Na torcida para que o vindouro RE7 crie alguma conexão com essa origem fantástica.

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