Origem: ?
Criado/descoberto em: Anterior ao século XVIII
Por: Los Illuminados
Cura/tratamento: Sim.
Presente em: Resident Evil 4, Resident Evil 5, Resident Evil: The Mercenaries 3D.

Las Plagas é o nome de um parasita muito antigo que foi mantido fossilizado abaixo do castelo de propriedade da família Salazar, localizado em uma região rural da Espanha. A seita Los Illuminados possuía fortes raízes no local e tinha Las Plagas como objetos de adoração, obtendo seus poderes e formas de dominação. Há séculos atrás, a família Salazar retirou os poderes da seita e impediu o acesso ao local onde os parasitas se encontravam. O oitavo castelão da família, Ramon Salazar, passou a ser seguidor da religião dos Illuminados e devolveu o acesso ao Las Plagas ao então líder da seita, Osmund Saddler.

Nas expedições para buscar o parasita enterrado, os aldeões começaram a manifestar convulsões e, posteriormente, tornaram-se violentos. Apesar de Las Plagas permanecerem séculos fossilizadas, foram capazes de sobreviver por longos anos em um estado de latência, em uma forma similar a de esporos. Aparentemente, durante a escavação, os camponeses inalaram os esporos e os parasitas se tornaram ativos novamente. Esta cepa original, denominada Las Plagas do Tipo 1, deveria ser inoculada nos hospedeiros por meio artificial ou por aspiração de esporos na forma de ovo. Eles atingiriam a maturidade no interior do hospedeiro e nesta fase passariam a assumir o controle do sistema nervoso central do mesmo. As Plagas do Tipo 1 apresentavam a desvantagem de serem sensíveis a luz do sol. Os hospedeiros podem não ter pensamento racional funcional, mas ainda mantêm um nível de inteligência humana, com a capacidade de compreender e comunicar uns com os outros. Eles também podem usar ferramentas e são surpreendentemente habilidosos quando trabalham em grupos contra um inimigo.

Com a obtenção do parasita, Saddler infectou o chefe da vila, Bitores Mendez, com Las Plagas. Os dois conduziram um “ritual de purificação”, em que os habitantes receberam ovos de Las Plagas. Após a eclosão, os infectados passaram a apresentar um comportamento estranho e ficaram submetidos ao controle de Osmund Saddler. Isso ocorria porque Saddler possuía um tipo de Las Plagas diferente, a “Plaga Controladora”. Não se sabe ao certo como essa Plaga diferente consegue controlar as Plagas subordinadas, mas acredita-se que seja pela emissão de ondas sonoras inaudíveis.

Las Plagas têm a habilidade de manipular os padrões de comportamento de seus hospedeiros e são “organismos sociáveis”: não vivem individualmente, mas sim em harmonia social perfeita. Acredita-se que eles possuem inteligência coletiva, comportamento raramente visto em organismos parasitários. Las Plagas têm, ainda, capacidades excepcionais de adaptação. São capazes de viver em muitos organismos e estabelecer simbiose. Esta habilidade, combinada com seu comportamento social, permite que promovam interação entre hospedeiros infectados, independente de que espécie sejam.

 

Variações

As Plagas do tipo 1 têm três subtipos:

  • A: A mais comum. Com a destruição da cabeça do hospedeiro a Plaga sai pelo pescoço e a substitui. Costuma atacar usando uma espécie de chicote com lâmina na extremidade.
  • B: Mais forte que a Plaga A, quando a cabeça do hospedeiro é destruída, assume uma forma semelhante a de uma centopéia.
  • C: Esta Plaga é capaz de deixar o corpo do hospedeiro para agir de forma independente,.desligando-se do sistema nervoso do hospedeiro. Acredita-se que esse é o estágio mais maduro de Las Plagas.

 

O interesse de Wesker

Albert Wesker demonstrou interesse em adquirir Las Plagas para dar prosseguimento aos seus planos. Para conseguri amostras do parasita, ele enviou Ada Wong a um remoto vilarejo no interior da Europa para conseguir uma amostra da plaga controladora e entregar a ele.

Além de Ada, Wesker  enviou Jack Krauser, que também tinha como função retardar o avanço de Leon S. Kennedy que estava no local para resgatar a filha sequestrada do presidente dos EUA, mas acabou se envolvendo com a seita Los Illuminados e fora contaminado com Las Plagas.

Apesar de trabalhar sob ordens de Wesker, Ada enganou o seu “chefe”, entregando a ele uma amostra da plaga subordinada.

 

Projeto Uroboros

Las Plagas originais foram retiradas da Europa e geneticamente modificadas pela Tricell, sob o comando de Albert Wesker e Excella Gionne, para a criação de uma forma mais eficaz, era o início do projeto Uroboros. Este Las Plagas modificado foi classificado por pesquisadores como Plaga do Tipo 2. O parasita entra no hospedeiro por via oral, geralmente forçado diretamente pela boca. A infecção ocorre a partir de um parasita adulto e por isso, não requer tempo de maturação e toma conta do sistema nervoso central do hospedeiro quase que imediatamente, sendo uma arma muito mais eficiente. Outra vantagem em relação a sua versão anterior é a insensibilidade à luz solar. Para aumentar a sua proliferação como uma arma, o parasita foi alterado de forma que os seus hospedeiros possam infectar ativamente outras pessoas, a fim de aumentar os seus números. Las Plagas do tipo 2 foram utilizadas na Zona Autônoma de Kijuju, quando Ricardo Irving tentou atrasar a ação da B.S.A.A para prendê-lo.

As modificações na aparência provocadas pela Plaga Controladora eram vistas como um problema. A partir disto, os pesquisadores da Tricell alteraram geneticamente a Plaga subordinada, inserindo um gene da Plaga controladora. O resultado foi a Plaga do Tipo 3. O novo modelo apresentava alguns problemas, como a baixa taxa de sobrevida de seres do sexo feminino e crianças. Alguns hospedeiros ainda apresentavam alterações morfológicas, que geravam aumento exagerado do tamanho corporal. A única vantagem aparente encontrada na Plaga do Tipo 3 foi a melhora na capacidade de salto das cobaias. Ricardo Irving testou Las Plagas do tipo 3 nos habitantes da tribo Ndipaya, que viviam perto da refinaria de petróleo da Tricell.

 

Parasitas que controlam a mente dos hospedeiros

O file “Memorando de Luis” traz informações de parasitas fictícios que são capazes de controlar a mente de seus hospedeiros, como Las Plagas. Alguns parasitas reais são capazes de fazer isso com animais.

Vespa parasita: O Hymenoepimecis argyraphaga é uma vespa parasitóide tão terrível que o Alien dos cinemas foi inspirado nelas. Você lembra que os filhotes de alien parasitavam o corpo dos humanos para se formarem e depois saiam de suas barrigas explodindo o coitado do ator coadjuvante? Basicamente é isso que acontece com a aranha Plesiometa argyra. Ovos de vespa são colocados dentro dela e, de alguma forma, eles controlam a mente da aranha, que constrói teias especialmente preparadas para receber as larvas depois e mantê-las seguras. Então, quando estão prontas, as larvas devoram a aranha de dentro para fora, saindo do corpo da hospedeira e se aproveitando da casa que ela construiu.

Fungo que transforma formigas em zumbis: Quando a formiga doméstica é infectada pelo fungo Ophiocordyceps unilateralis, ela fica viva por um tempo, sendo “comandada” pelo fungo. A formiga, influenciada pelo parasita, sai do seu ninho e se dirige a outras regiões, com pequenas plantas. Ela então sobe em folhas rasteiras, e morde-as logo antes de morrer. Depois da morte da formiga, o fungo continua a crescer, e depois de alguns dias, sai pela cabeça da formiga, liberando esporos depois de algumas semanas – podendo infectar qualquer infeliz formiga que passe pelo local. O fungo manipula as formigas contaminadas para que elas morram onde o parasita prefere ficar, fazendo-as viajar por muito tempo nas suas últimas horas de vida.

Parasita faz o rato correr atrás do gato: O ciclo ideal do parasita Toxoplasma gondii se dá entre o gato e o rato. Dentro do rato, o hospedeiro intermediário, ele se reproduz assexuadamente. Dentro do gato, o toxoplasma se reproduz sexuadamente e produz células resistentes chamadas oócitos, que vão parar nas fezes do gato e contaminam o ambiente. Se a transmissão se dá do gato para o rato, quanto mais o Toxoplasma provocar essa transmissão, maior será sua taxa de reprodução. E é justamente o que ele faz. Uma vez dentro do rato, o toxoplasma se dirige para uma região do cérebro chamada amígdala. A amígdala é o centro de controle de várias emoções no cérebro, principalmente o medo. Ratos infectados deixam de evitar locais iluminados e perdem o medo do cheiro da urina de gato, tornando-se presas fáceis.

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