Resident Evil no Japão? Produtor da Capcom revela desejo para o futuro da franquia

Depois de quase três décadas de história, a Capcom pode estar mais perto do que nunca de levar Resident Evil para o país que deu origem à franquia. Em entrevista ao site japonês Futaman, o produtor de Resident Evil Requiem, Masato Kumazawa, revelou que a ideia de ambientar um título da série no Japão já foi discutida internamente diversas vezes pela equipe de desenvolvimento.

Segundo Kumazawa, como boa parte do time responsável pelos jogos vive no próprio Japão, o assunto surge naturalmente entre os desenvolvedores. “Embora o Japão ainda não tenha aparecido como cenário para os jogos, eu acredito que ele vai aparecer em algum momento no futuro”, declarou o produtor, sem confirmar oficialmente qualquer projeto. Ele acrescentou que entende que a franquia precisa continuar se reinventando para não cair na repetição, mantendo o interesse dos fãs com novos desafios criativos.




Fonte: Pexels

Influência asiática em alta

A possibilidade de um Resident Evil ambientado no Japão também vem com o apelo do público. Isso porque a cultura asiática, em suas mais diversas formas, vem cada vez mais inspirando o entretenimento no mundo inteiro. Nos games, no cinema e até na moda, as produções asiáticas estão se tornando fonte de referência e os exemplos estão por toda parte.

No universo dos jogos, a própria Capcom já sinalizou esse movimento com o retorno de Onimusha, franquia samurai que ganhou nova vida recentemente. Nesta nova versão, o jogo traz uma narrativa ambientada no Japão feudal com seus samurais. Há também títulos como o jogo Fortune Rabbit, onde a estética oriental é a inspiração para os gráficos. Neste jogo, as cores vibrantes e os detalhes dourados remetem aos símbolos chineses, e o personagem principal personifica o Coelho da sorte do zodíaco chinês.

O cinema também segue esta influência. Luta de Classes, o filme mais recente dirigido pelo aclamado diretor americano Spike Lee e estrelado por Denzel Washington, é uma releitura declarada do clássico Céu e Inferno (1963), de Akira Kurosawa. Na história original, o filho de um empresário rico é sequestrado e, para ser devolvido em segurança, seu pai terá que pagar um preço muito alto.

A moda não fica de fora dessa. Um exemplo é a marca brasileira Gahee, criada pela designer Gabriela Song, que busca trazer a herança sul-coreana para o armário brasileiro. Em uma de suas coleções mais recentes, a marca trouxe peças com recortes precisos e uma construção inspirada em referências coreanas.

 

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Diante desse cenário, faz todo sentido que a Capcom enxergue no Japão uma oportunidade não só de um cenário diferente, mas também de sintonia com a tendência cultural atual.

Ambientação de Resident Evil Requiem

Apesar do desejo de trazer Resident Evil para o Japão, em Resident Evil Requiem, Kumazawa preferiu apostar na nostalgia. O lançamento de 2026 resgata Raccoon City, cenário clássico que marcou títulos anteriores, intercalando com flashbacks ambientados cerca de oito anos antes da trama principal e indo até períodos ainda mais remotos. E a escolha faz todo sentido com o caráter comemorativo do título.

No entanto, é animador saber que os criadores estão abertos à possibilidade de levar a franquia para territórios inéditos em suas próximas gerações.