Entrar no universo de Resident Evil pode ser uma experiência tão fascinante quanto confusa. Com jogos lançados ao longo de décadas, personagens que reaparecem em diferentes fases da história, organizações secretas, experimentos biológicos e cidades tomadas por criaturas, a franquia construiu uma narrativa extensa, que nem sempre é apresentada em ordem cronológica.
Para quem está começando, a dúvida é comum: vale a pena jogar os títulos mais antigos primeiro ou começar pelos lançamentos recentes? A resposta depende do tipo de experiência desejada, mas conhecer alguns marcos da série ajuda a compreender como uma simples investigação policial se transformou em uma das histórias mais conhecidas do terror nos videogames.
Como tudo começou: o incidente de Raccoon City
Lançado em 1996, o primeiro Resident Evil estabeleceu as bases da franquia. A história acompanha integrantes da equipe especial S.T.A.R.S., enviados para investigar acontecimentos estranhos nos arredores de Raccoon City. Ao procurarem abrigo em uma mansão, os personagens descobrem que o local esconde experimentos responsáveis por situações aterrorizantes.
O jogo apresentou elementos que se tornariam marcas registradas da série, como recursos limitados, exploração de ambientes, quebra-cabeças e inimigos capazes de surpreender o jogador. Mais do que enfrentar criaturas, era necessário administrar munição, encontrar chaves e decidir quando valia a pena lutar ou fugir.
A mansão também introduziu a Umbrella Corporation, empresa farmacêutica envolvida em pesquisas biológicas clandestinas. Seus experimentos estão no centro de boa parte dos acontecimentos posteriores e ajudam a explicar a origem de diferentes ameaças.
Quem deseja conhecer a história desde o princípio pode começar pelo remake de Resident Evil, lançado originalmente em 2002 e posteriormente remasterizado. Ele preserva a essência da aventura original, com melhorias visuais e ajustes que tornam a experiência mais acessível para o público atual.
Resident Evil 2 apresenta Leon e Claire
Se o primeiro jogo estabelece as regras daquele universo, Resident Evil 2 amplia consideravelmente sua escala. Lançado em 1998, o título acompanha Leon S. Kennedy, um policial novato, e Claire Redfield, uma jovem em busca do irmão Chris, enquanto ambos tentam sobreviver ao colapso de Raccoon City.
A cidade se tornou um dos cenários mais importantes da franquia. O surto provocado por agentes biológicos transforma moradores em zumbis, enquanto sobreviventes tentam encontrar uma saída em meio ao caos.
Leon e Claire seguem caminhos diferentes, mas suas histórias se cruzam. A estrutura permite conhecer acontecimentos sob perspectivas distintas, além de revelar novas informações sobre as atividades da Umbrella.
O remake de Resident Evil 2, lançado em 2019, é uma boa porta de entrada para jogadores que preferem controles modernos, gráficos atualizados e uma apresentação mais cinematográfica. A versão mantém os principais acontecimentos e reforça a tensão durante a exploração de delegacias, laboratórios e ruas abandonadas.
Para entender a trajetória dos protagonistas e a dimensão da ameaça biológica, esse capítulo merece atenção especial.
Qual é a melhor ordem para jogar os primeiros títulos?
A sequência de lançamento nem sempre coincide com a ordem dos acontecimentos dentro da história. Ainda assim, quem está começando pode seguir uma trilha relativamente simples, sem precisar conhecer todos os jogos derivados.
Uma possibilidade é iniciar pelo remake do primeiro Resident Evil, passar por Resident Evil 2 e continuar com Resident Evil 3: Nemesis, cuja narrativa acompanha parte dos acontecimentos em Raccoon City. Depois, Resident Evil Code: Veronica ajuda a aprofundar a história de Claire e Chris Redfield.
O quarto jogo marca uma mudança importante. Leon retorna como agente do governo em uma missão para resgatar a filha do presidente dos Estados Unidos, em uma aventura que abandona parte da estrutura tradicional de sobrevivência para dar mais espaço à ação.
Essa progressão oferece uma visão abrangente da evolução da franquia. Quem prefere experimentar títulos com mecânicas contemporâneas pode optar pelos remakes, enquanto jogadores interessados na história dos videogames encontram nos lançamentos originais uma oportunidade de observar como o terror eletrônico mudou ao longo do tempo.
A organização do espaço doméstico também pode ajudar quem reserva longas sessões para explorar jogos extensos. Uma área de lazer bem planejada, com lugar para guardar alimentos e bebidas, pode tornar as maratonas mais confortáveis. Para ambientes compactos, pesquisar um bom freezer vertical 100 litros pode fazer parte desse planejamento, especialmente quando a intenção é aproveitar melhor a área disponível sem ocupar tanto espaço horizontal.
Resident Evil 4 mudou a identidade da franquia
Lançado em 2005, Resident Evil 4 representa uma das transformações mais importantes da série. Em vez de concentrar a experiência em corredores estreitos e movimentos mais limitados, o jogo adota uma câmera posicionada atrás do protagonista, favorecendo combates mais dinâmicos.
A aventura acompanha Leon em uma região rural europeia, onde precisa localizar Ashley Graham. A missão rapidamente revela uma ameaça diferente dos zumbis tradicionais, ligada a um parasita conhecido como Las Plagas.
O título preserva o suspense e a administração de recursos, mas introduz confrontos mais frequentes e situações de maior intensidade. A combinação ajudou a influenciar diversos jogos de ação lançados posteriormente.
O remake de 2023 atualiza a aventura com mudanças visuais, novos recursos de combate e alterações em determinadas sequências. Para quem não conhece a versão original, pode ser uma escolha interessante depois de Resident Evil 2.
Embora seja possível aproveitar a história isoladamente, reconhecer Leon e os acontecimentos anteriores enriquece a experiência. O personagem já não é o policial inexperiente que chegou a Raccoon City, e essa evolução ajuda a dar mais peso à sua participação.
Resident Evil 5 e 6 ampliam a escala dos conflitos
Os capítulos seguintes levam a franquia para uma direção ainda mais voltada à ação. Em Resident Evil 5, lançado em 2009, Chris Redfield investiga atividades relacionadas a armas biológicas na África e trabalha ao lado de Sheva Alomar.
A narrativa retoma personagens e organizações conhecidas, aprofundando conflitos que começaram nos primeiros jogos. A possibilidade de jogar em cooperação também ganhou destaque, tornando a experiência diferente da proposta mais solitária dos capítulos clássicos.
Resident Evil 6, de 2012, amplia ainda mais essa estrutura. Com campanhas protagonizadas por diferentes personagens, o título apresenta ameaças simultâneas em várias partes do mundo. A história reúne Leon, Chris e outros nomes importantes, conectando acontecimentos de diferentes períodos.
Para iniciantes, esses jogos funcionam melhor depois de conhecer os principais protagonistas e a importância da Umbrella. Não são necessariamente indispensáveis para aproveitar todos os capítulos posteriores, mas ajudam a compreender como os conflitos biológicos passaram de incidentes localizados para crises internacionais.
Resident Evil 7 recupera o terror e apresenta Ethan Winters
Em 2017, Resident Evil 7: Biohazard representou outra mudança decisiva. A narrativa acompanha Ethan Winters, que viaja até uma propriedade isolada na Louisiana após receber uma mensagem de sua esposa desaparecida, Mia.
A perspectiva em primeira pessoa aproxima o jogador dos ambientes e reforça a sensação de vulnerabilidade. Em vez de apresentar confrontos grandiosos desde o início, o jogo aposta em corredores escuros, recursos escassos e encontros imprevisíveis.
A família Baker ocupa posição central na trama. O que parece inicialmente uma busca pessoal se transforma em uma investigação sobre experimentos biológicos e acontecimentos que conectam a aventura ao universo mais amplo da série.
Quem pretende seguir a história de Ethan deve jogar Resident Evil Village, lançado em 2021, depois de Biohazard. O oitavo título continua os acontecimentos envolvendo o personagem e apresenta uma região europeia marcada por vilarejos abandonados, criaturas e figuras misteriosas.
A ligação direta entre os dois jogos torna essa dupla uma das sequências mais fáceis de acompanhar para quem prefere uma narrativa relativamente independente dos primeiros capítulos.
Como encaixar os remakes e os jogos mais recentes
Os remakes não devem ser tratados apenas como atualizações gráficas. Em vários casos, eles modificam mecânicas, reorganizam passagens e acrescentam detalhes à apresentação da história. Por isso, podem funcionar como versões de entrada para quem não deseja lidar com controles antigos.
Uma trilha acessível começa com o remake do primeiro jogo, segue por Resident Evil 2 e Resident Evil 3 e avança para Resident Evil 4. Depois, o jogador pode explorar Resident Evil 7 e Village, compreendendo duas fases importantes da franquia.
Essa seleção não cobre todos os acontecimentos, mas oferece uma base sólida. Code: Veronica, Resident Evil 5 e Resident Evil 6 podem ser acrescentados conforme o interesse por personagens e conflitos específicos.
Também vale prestar atenção aos intervalos entre lançamentos. A série reúne jogos principais, histórias paralelas e conteúdos adicionais, e nem tudo possui o mesmo peso para acompanhar a narrativa central. Consultar a sinopse de cada título antes de começar ajuda a identificar quais personagens retornam e quais acontecimentos merecem ser lembrados.
O que observar além da história principal
Resident Evil também constrói sua identidade por meio de detalhes ambientais. Documentos espalhados pelos cenários, gravações, relatórios científicos e anotações pessoais revelam informações que os diálogos nem sempre explicam diretamente.
Ler esses materiais pode parecer uma atividade secundária, mas frequentemente esclarece a origem de criaturas, os objetivos de determinadas organizações e as consequências dos experimentos. Para quem gosta de montar o quebra-cabeça narrativo, esses registros são parte importante da experiência.
Outro ponto interessante é observar como a franquia acompanha transformações tecnológicas. Os primeiros jogos dependiam de cenários pré-renderizados e enquadramentos fixos. Os títulos posteriores adotaram ambientes tridimensionais mais amplos, sistemas de combate sofisticados e recursos visuais capazes de intensificar o realismo.
Equipamentos e organização também fazem parte da rotina de quem transforma o videogame em uma atividade frequente de lazer. Em casas onde diferentes pessoas utilizam o mesmo espaço, por exemplo, armazenar alimentos para encontros e sessões prolongadas pode exigir soluções específicas. Um Freezer Horizontal 100l Inverter Bivolt Branco Midea Branco MDRC151FZD013 pode ser pesquisado por quem precisa de espaço adicional para conservar itens congelados, embora a escolha dependa das necessidades domésticas e das dimensões disponíveis.
Por onde começar para não se perder na saga
A melhor maneira de entrar em Resident Evil é escolher uma trilha compatível com o próprio interesse. Quem quer conhecer as origens deve começar pela mansão e seguir para Raccoon City. Quem prefere uma experiência moderna pode iniciar pelo remake de Resident Evil 2, enquanto jogadores atraídos pelo terror em primeira pessoa encontram em Resident Evil 7 uma alternativa envolvente.
O mais importante é não transformar a quantidade de jogos em uma obrigação. A franquia tem décadas de histórias, mudanças de estilo e personagens, mas cada título foi desenvolvido para oferecer uma aventura própria, ainda que existam conexões importantes entre eles.
Com uma ordem básica e atenção aos acontecimentos centrais, fica mais fácil reconhecer referências, entender o retorno de personagens e acompanhar a evolução das ameaças biológicas. Aos poucos, o que parecia uma coleção confusa de jogos se revela uma saga marcada por conspirações, sobrevivência e reinvenção constante.

