Nós do REVIL fomos convidados pela Sony para assistirmos à prévia de Resident Evil (2026), dirigido pelo Zeca (Zach Cregger), mesmo diretor de A Hora do Mal, filme com direito ao Oscar, por sinal, e Noites Brutais.
O evento ocorreu no Cinemarquise, na Avenida Paulista. E para minha surpresa, eles transformaram o hall do cinema com o tema de Resident Evil. Além de terem trazido a bolsa que o protagonista usa no filme para tirar foto, também tinham guarda-chuvas pintados com as cores da Umbrella, barris com manchas de mãos “ensanguentadas” e uma cosplayer de zumbi.
Tragicamente, porém, descobrimos que essa bolsa de pipoca inspirada na bolsa de transporte do protagonista, que eles trouxeram para fazer parte do cenário, será vendida nos cinemas mundo afora, mas não no Brasil. Inclusive, eu enchi o saco de duas pessoas responsáveis lá para ver se eu poderia comprar por fora, mas, para minha tristeza, não consegui.
Por se tratar de uma prévia, foram apenas os 30 minutos iniciais, o que é uma quantidade considerável, tendo em vista que o filme tem apenas 90 minutos. Com um terço do filme visto, é possível tirar algumas conclusões.
A primeira delas é que esse COM CERTEZA será o melhor filme de Resident Evil (em live-action). Por mais que eu ame as galhofas dos filmes da Milla Jovovich e até mesmo o acidente de carro que foi Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, Resident Evil (2026) vem para ser o primeiro filme da franquia que você pode mostrar pra alguém que não é fã dos jogos e ter a chance dessa pessoa gostar do filme.
Acredito ser de extrema importância um filme com apelo geral para atingir uma camada maior dos telespectadores, a fim de conquistar mais fãs para a saga. A audiência pode começar com esse filme, e meses depois já estar jogando Resident Evil Revelations, questionando a presença recorrente do Leon S. Kennedy em quase todos os jogos, se o Chris Redfield é hétero ou não, e tudo mais que a fanbase gosta de falar.
Mas o filme parece Resident Evil? Não.
O REVIL foi convidado, mas quem foi para a prévia fui eu (Mathias). Assisti lado a lado com nosso amigo Nico do Resident Evil Project, e ele me disse que teve a impressão de que esse filme foi escrito como um filme de terror genérico que foi nomeado de Resident Evil posteriormente.

Dos primeiros trinta minutos que vi, eu tenho que concordar. A coisa mais “Resident Evil” que apareceu foi os Easter Eggs espalhados pelas cenas (atente-se para procurar esses segredinhos quando for sua vez de assistir). Porém, falo apenas do primeiro terço do filme, então há o potencial do filme se aproximar mais dos jogos no decorrer da trama.
Mas não acho que isso seja necessariamente algo ruim. Lembrem-se de quanto reclamaram que o Resident Evil 7 não parecia Resident Evil, mas acabou sendo o título que salvou a franquia, além de ser muito bom como jogo, mesmo aparentemente desconexo do resto da saga.
Pessoalmente, algo que me incomodou no que foi mostrado na prévia foi a presença de várias cenas de humor. Sendo um filme de terror, eu não gosto quando a tensão é quebrada por um roteiro que tenta ser engraçado. É justamente isso que me incomoda nos filmes da Marvel. O mundo está prestes a acabar e um guaxinim falante conta uma piada para um homem árvore. Isso quebra minhas pernas.
Porém, o humor das cenas é criado pelo roteiro e pela direção de imagem. O nosso querido protagonista não fica fazendo piadinha, apenas reage de forma cômica ao que está acontecendo ao seu redor. Mas isso é uma opinião própria. Se você concorda comigo, não acho que isso vá estragar o filme. E se você discorda, craque, fique tranquilo, que haverá um equilíbrio saudável entre tensão e humor.
De forma geral, acho que esse filme agradará a todos. Inclusive, agradará até a pequena seita de fãs que está incomodada que o filme “corre o risco” de ser bom (cof cof Yamato). Então compre seu ingresso (não deixe o cinema morrer), compre a sua pipoca, sente-se no seu assento e aproveite o primeiro filme digno de Resident Evil que já nos deram.
Resident Evil (2026) estreia no dia 17 de setembro nos cinemas brasileiros.
Fotos: Nico Carmo (@heisen.nico) e Mathias Cavalcanti







