A Capcom segue celebrando o aniversário de 30 anos de Resident Evil no mundo. Isso acontece com o licenciamento de produtos e ações comemorativas. Mas apesar do grande mercado de jogos da série no Brasil, e do país estar entre os principais mercados da companhia, não há qualquer movimento oficial no país que faça jus ao marco.
A última ação celebrativa envolve uma coleção de roupas de Resident Evil da Project N2. São camisetas com recortes da arte de 30 anos da série, além de uma jaqueta e uma blusa com capuz em materiais premium. Os custos variam de US $ 50 (cerca de 255,00 – Camiseta) a US $ 180 (cerca de R$ 920,00 – Jaqueta). Há ainda um box de colecionador com seis camisetas por US $ 280 (cerca de R$ 1.431,00). Os preços não consideram frete e impostos de importação ao Brasil.
Outras camisetas e moletons mais simples de Resident Evil haviam sido disponibilizados na loja da Amazon da Capcom, onde os produtos também são armazenados fora do Brasil.
Sobre as celebrações de 30 anos da série, os brasileiros já começaram a ficar de fora nos eventos de divulgação de Resident Evil Requiem, que aconteceram no mundo em grandes palcos (Gamescom, por exemplo) e a Capcom “pulou” o nosso país de qualquer ação pública antes do lançamento. O REVIL foi uma das comunidades que cobrou a ausência da companhia na Brasil Game Show. Pouco antes do lançamento de Requiem, um concerto com orquestra foi anunciado para diversos países e ignorou mais uma vez o Brasil. Outro problema é o licenciamento de produtos de Resident Evil no país, que não tem sido trabalhado há anos.
Gosto dos jogos da Capcom e de Resident Evil. Se não gostasse, sequer o REVIL seguiria de pé até hoje – a fundação do site foi em 99. A comunidade brasileira “ganhou” legendas e interfaces em português depois de anos de luta, tal como aconteceu com a dublagem. Já hoje, quando o país é considerado um grande mercado, temos sido ignorados em presenças físicas e no licenciamento de produtos, o que poderia baratear os custos de itens de interesse do público para além de jogos.
Sigo achando sacanagem por parte da Capcom ao público brasileiro, mas isso sou eu, né? Se a comunidade não se incomodar e pedir por mudanças, que os fãs fiquem só com os jogos e torçam para que sigam sendo localizados sem muita ação. Ah, e viva a pirataria com a marca (Resident Evil) em camisetas e produtos não licenciados no Brasil, já que ao que parece a companhia pouco se importa.
P.S.: Falando em Requiem, sequer a última pesquisa de satisfação do jogo a Capcom teve a decência de disponibilizar em português.















