A versão remasterizada de Onimusha 2: Samurai’s Destiny foi classificada no Brasil com indicação para maiores de 16 anos, mas a Capcom pediu que fosse menos: 14 anos. A informação consta no resumo da análise do jogo no Ministério da Justiça e Segurança Pública e na portaria publicada no Diário Oficial da União no dia 18 de fevereiro, quase uma semana depois do anúncio oficial do remaster.
Em geral, classificações menores ajudam a ampliar o acesso a mais públicos. No mundo dos cinemas, por exemplo, essa é uma preocupação constante. O recente documentário George A. Romero’s Resident Evil mostrou, por exemplo, que um roteiro de um filme escrito pelo cineasta foi descartado pela preocupação com a classificação indicativa e sua visão criativa de um filme mais violento, resultando em uma produção para maiores de 18 anos.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, mesmo com atenuantes de violência, Onimusha 2: Samurai’s Destiny é não recomendado para menores de 16 anos por ter “tendências de crueldade, violência gratuita ou banalização da violência, prostituição, ato violento, ato violento contra animal, lesão corporal, presença de sangue, sofrimento da vítima e morte intencional”.

É fato que Onimusha tem mesmo a violência descrita. Devil May Cry 5 é outro, também classificado no Brasil para maiores de 16 anos. Isso vai impedir que crianças/adolescentes joguem? Talvez. Eu mesmo tenho dificuldades para jogar Resident Evil. Sou pai de três crianças, todas menores de idade. Como pai, não jogo perto delas, justamente por conta da violência. Me limita enquanto jogador? Com certeza, mas não é o fim do mundo. Vai da consciência e acompanhamento de cada família.
Onimusha 2: Samurai’s Destiny será lançado em 23 de maio. O jogo terá pela primeira vez interface e legendas em português do Brasil.
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