A edição da Brasil Game Show deste ano já acabou, mas ainda temos muito o que falar sobre o que rolou no evento, principalmente sobre Project Resistance.

O game estava disponível pela primeira vez para o público em geral, para testes em sua versão beta no estande da Warner Games Brasil, através do Playstation 4, e no estande da Xbox Brasil, através do Xbox One. Antes era possível testar somente para alguns jogadores pré-selecionados pelo programa Resident Evil Ambassador, que se inscreveram no período da Tokyo Game Show para o beta.Project Resistance Brasil Game ShowA dinâmica com Project Resistance já rolava na fila de espera para a partida, grupos de até cinco jogadores eram formados, o que era necessário para se jogar o game.

Para ajudar os que não jogaram o beta, uma pequena cartilha e tablet eram apresentados com um tutorial do game, totalmente em português, para que cada um pudesse elaborar a sua própria estratégia. Já o jogador que iria atuar como Vilão (Mastermind) assistiria um vídeo tutorial próprio do seu personagem, aprendendo a colocar armadilhas, ativar os B.O.W.s e demais façanhas para evitar o sucesso dos Sobreviventes.

A equipe do REVIL conversou com alguns jogadores que estavam na fila de espera e podemos dizer que as opiniões estão divididas, uns gostaram da proposta do jogo e outros não gostaram.

Para nossa surpresa, alguns poucos gamers esperavam ansiosos para testar esse novo mundo e experiencia dentro do universo de Resident Evil, porém, estavam preocupados se o game iria fugir totalmente da essência da franquia.

Em contrapartida, outros jogadores não estavam tão ansiosos assim, mas queriam testar o game para ver mais sobre o modo multiplayer.

Após diversos relatos e jogatinas, a pergunta que fica é: Esse jogo é um Resident Evil?

Muitos aceitaram o Project Resistance como sendo um jogo da franquia sim, perdendo um pouco do preconceito criado anteriormente após jogarem o game na BGS.  Entretanto, uma das especulações que muitos gamers fizeram, é que o jogo parece na realidade um modo de um game ainda maior.

Será que pode ser um modo de Resident Evil 3 Remake? É claro que a maioria dos fãs apostaram nessa possibilidade, já que Project Resistance se passa em Raccoon City, e acontece no mesmo período de Resident Evil 2 e 3.

 Leia também: Project Resistance pode integrar Resident Evil 3 Remake, que é desenvolvido por estúdio externo.

Project Resistance também despertou nostalgia nos jogadores mais fiéis a franquia, pois muitos (muitos mesmo) perceberam elementos de Resident Evil Outbreak, tais como a ambientação, a sobrevivência conjunta entre quatro pessoas e o inventário limitado, além da utilização do spray de primeiros socorros, reviver o colega caído, etc.

Alguns jogadores notaram a influência de outros games, por exemplo, o jogo de terror ObsCure, alguns personagens e suas armas brancas possuem certas semelhanças.

Outros jogadores não tiveram uma opinião completamente formada sobre o que esperar do jogo, e nos falaram que vão aguardar a versão completa de Project Resistance para ver se realmente entra como um jogo fiel a franquia.

Durante a BGS de 2019, Valdercir Emboava um dos membros da equipe do Revil, analisou o game junto com a própria equipe da Warner. Ficou nítido que o Vilão é um personagem MUITO FORTE, praticamente impossível de ser batido, a maioria das equipes que jogou como Sobrevivente, não conseguiram vencer a partida.

Além disso, foi possível notar que a falta de comunicação também atrapalhava na evolução das partidas, o que acabava prejudicando a imersão do game, não prendendo por muito tempo a atenção dos jogadores.

Project Resistance Brasil Game Show 2019

A Equipe REVIL conseguiu jogar com alguns fãs na BGS 2019.

Veja alguns apontamentos feitos pela equipe sobre o Project Resistance na Brasil Game Show para a Capcom:

Foram levados em consideração relatos de pessoas que jogaram o jogo durante os dias 09 e 13 de outubro de 2019 e também as pessoas que conseguiram jogar o beta em casa com comentários pelas postagens do REVIL na página do Facebook;

  • Relatos da feira, no geral, a maioria que testou o jogo, fez com um grupo de amigos ou até cinco pessoas, aprovou a ideia de trabalho em equipe para solucionar os puzzles e conseguir passar por todos os cenários e concluir a fase. O uso da comunicação via headset é um dos pontos positivos, trazendo uma dinâmica entre o grupo e podendo assim sair sem muitos danos;
  • Quando se joga com pessoas que você não conhece (igual na beta, que buscava uma partida aleatória), os jogadores sentiam um pouco de vergonha de se comunicar entre si e isso acabou prejudicando muito a interatividade deles, por fim, não concluindo o cenário.
  • Mesmo em uma equipe de amigos (cinco pessoas conhecidas), o Vilão ainda é um problema muito constante, devido ao seu poder extremo. Somente um grupo conseguiu chegar até o fim do cenário sem muitos problemas. Os demais que acompanhamos não conseguiram chegar na terceira parte do cenário;
  • Em relação aos controles e a dinâmica de jogo, quem jogou o Resident Evil 2 Remake e até mesmo Resident Evil 7 não teve problemas em relação a jogabilidade, tudo fluiu de forma natural, e mesmo aqueles que não tiveram contato com esses jogos, conseguiram jogar normalmente;
  • Durante o gameplay, algumas pessoas relataram que ficaram perdidas com muitas informações que acontecem na tela do jogo. Muita comunicação, opções de ação, menus do jogo… Isso incomodou uma boa parte do público;
  • No geral, as pessoas estão comparando com o Umbrella Corps, que na época foi duramente criticado e mal recebido pela comunidade, tanto pelo gameplay quando pelas partidas que nunca eram encontradas, além do modo offline que era levado mais como um tutorial, sem muita graça para um gameplay. Ainda há quem compare com o Resident Evil Operation Raccoon City, onde, mesmo com inúmeros bugs era possível ter o fator nostálgico dos personagens antigos que deram as caras durante as campanhas do jogo.

Todos os membros da equipe do Revil gostaram da proposta do game, porém, não parece ser um jogo completo, e sim parte de algo muito maior. O que testamos até o momento é um produto beta, então temos consciência que não está totalmente finalizado, muitas coisas podem mudar no desenvolvimento do projeto.

Por enquanto, tudo ainda é muito novo, para que o game seja divertido e tenha um bom fator de replay, será necessário alguma experiencia extra, como um MODO CAMPANHA.

O que podemos levar em consideração, é que a Capcom está coletando informações dos jogadores, isso é um fator positivo, pois demonstra que a empresa está interessada em criar um bom produto, devido a experiências passadas sem sucesso, como por exemplo, Umbrella Corps.

Project Resistance não tem data de lançamento definida, mas poderá ser jogado no Playstation 4/ 4 Pro, Xbox One/One X e PCs.

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