Mortal Kombat é reconhecido como um dos melhores jogos de luta de todos os tempos. O nível de violência é mais alto que qualquer outro, o que fez a marca sofrer muitos tipos de sanções, principalmente no início de sua história. Mas tudo isso ficou para trás e hoje, o título faz parte dos grandes campeonatos para definir quem é o melhor jogador do mundo.

A etapa final da Liga Latina de Mortal Kombat 11 aconteceu neste fim de semana, 25 e 26 de janeiro, na arena On e-Stadium, em São Paulo, e contou com narração de Buiu e do streamer Speed. No sábado aconteceu a etapa brasileira que definiu Konqueror249 o vencedor, jogando com sub-zero.Os outros cinco brasileiros que foram classificados para a final da etapa latina, que aconteceu no domingo, foram:

Shodown|GuiExceptional (Scorpion, Cage)

Wasf|Madara (Jacqui)

AOP|Mr.Bruno (Baraka, Sonya)

NeoSpace (Liu Kang)

PATOZ|DarkMichael666 (Shang Tsung)

Disputando o troféu com grandes nomes do Brasil, Argentina, Chile, Peru e México, o vencedor da Liga Latina,  foi novamente Konqueror249, que superou o colombiano Euphoring e irá participar do Final Kombat 2020, em março, em Chicago, nos Estados Unidos, quando irá concorrer ao grande prêmio de US$250 mil dólares – mais de um milhão de reais!

Joguinho é coisa do passado

É comum pensar que videogame não é mais coisa de criança, e é verdade. Tem muita gente levando a sério, tornando isso um estilo de vida, que pra poucos é extremamente sustentável e bem-sucedido, mas, este é o objetivo de outros milhares que desejam ganhar a vida… brincando.

E-sports (esports, eSports) é o termo cada vez mais utilizado por quem quer seguir a relativamente nova e milionária carreira dos jogos eletrônicos competitivos, que como muitas profissões, possuem especializações: pró players e streamers estão nos holofotes, mas eles não são nada sem os técnicos, agentes e juízes, o que não difere de uma equipe tradicional de competição.

E não perca seu tempo debatendo que tudo isso é passageiro e que é demais comparar e-sports com as modalidades que todos conhecemos como futebol, basquete, corrida, formula 1, natação. Tudo faz parte da mesma linha evolutiva. Times tradicionais, como o Corinthians, Flamengo e o Santos, por exemplo, disputam campeonatos de e-sports com equipes como a Vivo Keyd (isso mesmo, a Vivo do seu celular), Submarino Stars, Intz, Kabum e-Sports e muitos outros.

Quando falamos dos times estrangeiros, como nos esportes tradicionais, as cifras são assustadoras. Um ranking da Forbes, reconhecida publicação que discute negócios e economia mundial, listou as empresas de e-sports mais valiosas do mundo.

  1. Cloud9 (EUA) – Valor estimado: R$ 1,6 bilhão
  2. Team SoloMid (EUA) – Valor estimado: R$ 1,6 bilhão
  3. Team Liquid (HOL) – Valor estimado: R$ 1,2 bilhão
  4. FaZe Clan (EUA) – Valor estimado: R$ 957 milhões
  5. Immortals Gaming Club (EUA) – Valor estimado: R$ 837 milhões
  6. G (COR) – Valor estimado: R$ 738 milhões
  7. Fnatic (UK) – Valor estimado: R$ 698 milhões
  8. Envy Gaming (EUA) – Valor estimado: R$ 678 milhões
  9. G2 Esports (ESP) – Valor estimado: R$ 658 milhões
  10. 100 Thieves (EUA) – Valor estimado: R$ 638 milhões

Fonte: Forbes nov/19

Em primeiro lugar ficou a americana Cloud9, com valor de mercado de mais de 1.6 bilhão de reais e representatividade em torneios de League of Legends, Overwatch, Fortnite, Counter-Strike: Global Offensive, Rainbow Six Siege e Clash Royale, para citar alguns. Infelizmente nenhum time verde amarelo fez parte deste ranking.

Para chegar neste resultado não foi fácil. A publicação levou em consideração verba de patrocínio, receitas de campeonatos, merchandisings e premiações.

Transmissão

Como deve ser bom ter a oportunidade de viajar o mundo, acompanhar os maiores torneios, estar nas arquibancadas presenciando ao vivo os melhores lances, vendo nossos ídolos de perto, não é verdade? Óbvio! Mas, como no futebol, isso não é possível, e, também como no futebol, dependemos de plataformas de transmissão.

Na modalidade em que Pelé é rei, temos a Globo, a Bandeirantes e muitos outros canais tradicionais, muito ou pouco representativos, abertos ou fechados. E temos um porta-voz: Galvão Bueno, que instintivamente criou uma marca e todos, amando ou odiando, o reconhecem com poucos segundos de narração.

Com os e-sports existem as plataformas digitais para cumprir o papel. Empresas já estabelecidas apostaram no segmento em crescimento e estão faturando alto. É o caso do YouTube Gaming, da Twitch, Facebook Live e Mixer. E os narradores? Como no futebol, são ex-jogadores ou, no caso, ex-pró players, além de influenciadores, como o Alanzoka, Gaules, YoDa, Cerol, Netenho, ou qualquer pessoa que tenha um conhecimento específico na área e uma base de fãs expressiva para incentivar nos queridos números de acesso (views).A Globo que não é boba nem nada percebeu a importância dos esportes digitais e a potência financeira que estava se tornando e decidiu investir, criando a marca informativa multiplataforma E-sportv e o prêmio eSports Brasil, já reconhecido como o maior da América Latina.

Próxima fase

Não existe para o esportista um reconhecimento maior que ganhar uma Olimpíada, certo? Este dia pode estar bem próximo para o pró player. O Comitê Olímpico Internacional já realizou um fórum sobre e-sports e, embora não seja um evento que faça parte, oficialmente, do calendário olímpico, vai acontecer este ano, em Tóquio, a Intel World Open, uma parceria da empresa americana com a Capcom e a Psyonix.A competição está marcada para 22 a 24 de julho com campeonatos de Street Fighter V e Rocket League e a premiação de US$ 250 mil em cada modalidade. Os interessados devem participar de fases classificatórias online a partir de março e uma etapa em Katowice, na Polônia, antes de representarem seus países na Intel World Open.

Agradecemos a Warner Games BR pelo convite para prestigiar esse evento, e que venham muitos outros!

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