Resident Evil 7 chegou marcado por uma violência gráfica e extrema, emprestada de filmes de terror como os da série “The Evil Dead”.

No Japão esse tipo de violência – em especial com armas brancas – não é muito bem tolerada. Os jogos que trazem esse tipo de conteúdo mais explícito tendem a ser censurados, recebendo alterações que atenuem o impacto de cenas mais pesadas.

Jogos que não se adaptam à esse padrão mais “brando” caem na polêmica classificação CERO Z no Japão, para maiores de 18 anos. Esses títulos acabam criando um certo hype por sua violência mais explícita, mas não são exibidos em prateleiras das lojas e possuem publicidade reduzida.

Como uma das premissas de Resident Evil 7 envolvia um gore mais pesado, a Capcom apostou em duas versões para o Japão: padrão (classificação D) e Grotesque (classificação Z). A primeira indicação de que o game seria censurado no Japão veio com o trailer “The Bakers”, que atenuava o corte do braço de Lucas na mesa de jantar.

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Antes do lançamento do jogo, algumas informações desencontradas sobre como seria a abordagem violenta das Resident Evil 7 surgiam na internet. A Capcom Brasil chegou a confirmar ao REVIL que haveriam “três formas diferentes” de conteúdo violento. Certamente a versão Biohazard 7 padrão seria a mais branda, mas não se sabia como seria a abordagem nas edições ocidental e Grotesque. Muita gente acreditava que a versão japonesa “livre de censura” de Resident Evil 7 seria similar à ocidental ou até mesmo mais violenta, mas não foi exatamente isso que aconteceu.

Biohazard 7 Grotesque Ver. ainda é censurada em relação à versão ocidental. Mesmo sendo uma edição com classificação para maiores de 18 anos, grande parte do conteúdo gráfico foi atenuado. As diferenças foram mostradas pelo canal Censored Gaming.

Além da censura na cena do jantar, outros momentos foram modificados, mesmo na versão Grotesque.

Logo no começo do jogo, quando Mia corta a mão de Ethan com a serra elétrica, devemos pegar a mão. Na versão ocidental, o membro está todo ensanguentado. Na versão Grotesque, a cena é semelhante, mas o sangue é removido e substituído por um fluido negro (semelhante ao da infecção que acontece na demo).

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Durante a batalha na garagem na versão ocidental, quando Jack golpeia o delegado, parte da cabeça dele é removida. Já na versão Grotesque, vemos apenas o corte e o sangue.

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Quando Lucas manda que Ethan abra a geladeira do trailer, nós encontramos a cabeça do delegado com um recado para irmos até a sala de dessecação. Na edição Grotesque, há apenas uma foto do rosto do delegado com um X vermelho.

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Quando chegamos à sala de dessecação, encontramos o cadáver do delegado em uma maca. Ethan precisa colocar a mão dentro do pescoço cortado para encontrar a chave de cobra dentro do corpo. Na versão Grotesque, o delegado não está sem cabeça e a chave está colocada ao lado do cadáver.

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A versão Grotesca ainda é mais “pesada” graficamente comparada à padrão, mas devido às regras bastante restritas de censura japonesas, algumas cenas de Resident Evil 7 ainda foram consideradas muito violentas.

Coincidentemente, um caso semelhante aconteceu com o jogo The Evil Within, de Shinji Mikami. O título foi fortemente censurado no Japão devido à violência explícita. Uma DLC foi lançada posteriormente para incluir mais gore ao game mas, mesmo assim, a versão ocidental do jogo era bem mais violenta e explícita.

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