Análise – Akatori – Steam

Dá um quentinho no coração encontrar um jogo tipo metroidvania de jogabilidade simples e fluida e com gráficos pixel art e colorido. Isso em tempo de jogos com gráficos hiper-realistas, pesados graficamente, daqueles que a atual geração sempre entrega com primor. É que para nós, gamers veteranos (e, porque não, saudosistas), é fantástico voltar a ter felicidade no simples, e é exatamente isso que Akatori traz!

Com um visual fofo, colorido, divertido e desafiador, Akatori é a novidade da Contrast Games e da Code Waker, um jogo de plataforma, com toques de beat n’ up e RPG que te traz a proporção adequada de desafio e diversão.



Muito que bem, mas do que se trata o jogo?

Mas, tá, Nats, me diga o que esse jogo tem de diferente? Pois muito que bem, caro leitor! Akatori tem aquela pegada dos metroidvanias clássicos do qual o jogador vai precisar usar um pouco de estratégia para resolver alguns puzzles ao longo do caminho para, assim, conseguir avançar.

Outra coisa muito legal do jogo é o combate. Além daquele tradicional beat ‘n up, que conhecemos e amamos, Akatori acrescenta uma camada a mais na jogabilidade quando nossa heroína, Mako, recebe seu bastão diretamente do Akatori, o que aumenta as opção de combos de combate e alternativas para descobrir segredos e colecionáveis no mapa.

Por falar em Mako, como sempre faço, darei uma sinopse resumida (e sem spoilers) do enredo do jogo para que você possa ter uma noção do que se trata. O jogo se passa em uma região onde tem muita vegetação e se localiza um templo budista (sei que tem várias denominações aqui, mas vou usar o termo ‘templo budista’ para fins de simplificação, ok??) do qual conhecemos Mako, uma discípula desse membro que também é guia para os visitantes. Em Akatori, um grupo de cientistas chega querendo explorar o Castelo de Âmbar e a tarefa de guiá-los, mas o que o jogo não te conta é que esse Castelo de Âmbar fica numa espécie de “mundo invertido” e é lá que o babado todo acontece.

Durante sua exploração pelo reino que o Castelo de Âmbar fica, Mako encontra um pássaro vermelho e, em agradecimento, ele empresta seus poderes à Mako (ele se transforma em um bastão que vira uma arma).

O jogo tem uma premissa simples: você explora o cenário, resolve puzzles, mete a porrada no inimigos e junta fragmentos de âmbar, a moeda do jogo para comprar itens dos mercadores espalhados pelos cenários. Conta com 4 dificuldades, desde história (fácil) até confronto (muito difícil) dos quais são balanceados e vão te demandar paciência (como todo bom jogo no estilo metroidvania), pois você vai empacar, vai morrer pra caramba até entender como avançar, já que o jogo, no máximo, te ensina o comando dos botões e te mostra seu objetivo, mas pra chegar lá é outros quinhentos (é o famoso “te vira, fi!”), algo que valorizo DEMAIS que são poucos os jogos atuais que tem essa mecânica.

A jogabilidade flui muito bem com o controle e com teclado e mouse, embora o próprio jogo te recomende o uso do controle (achei luxo!), ele é leve, roda super bem e tem pouquíssimos loadings, isso incluindo o inicial (que a gente sempre espera que vai demorar um tico). A trilha sonora é muito boa, embora seja mais o som ambiente e a arte do jogo é um espetáculo à parte! Com essa carinha de pixel arte deixa tudo muito mais charmoso, o que eu adoro, fora o fato de já estar completamente localizado em português do Brasil, embora sem dublagem, o que deixa a personalidade da Mako brilhar (toda trabalhada no deboche).

Por falar em desempenho, o jogo rodou liso no meu notebook gamer, sem travamentos ou gargalos, como comentei acima.

CONFIGURAÇÃO

Intel® Core™ 7 240H (10-core, cache de 24MB, até 5.2 GHz); placa de vídeo dedicada NVIDIA® GeForce RTX™ 3050, GDDR6 de 6GB; memória de 16GB DDR5 (2x8GB) 5600MT/s (5200 MT/s com processador Intel Core 5), Expansível até 32GB e SSD de 512SSD PCIe NVMe M.2

Akatori é um daqueles joguinhos super divertidos pra passar o tempo que te entregam a dose exata de nostalgia, arte e desafio, sem ser daqueles que te estressam ao nível de ter de parar, respirar e recomeçar. O jogo é tão gostosinho que você vai avançando e nem nota o tempo passar.

Akatori foi lançado no dia 5 de agosto para PC via Steam e chegou ao Xbox e PlayStation nos dias 11 e 14 de agosto de 2026. Uma versão para Nintendo Switch 2 está prevista para 2027.

O jogo foi analisado com uma chave digital do Steam cedida pela desenvolvedora via Keymailer.

Pontos positivos:
Jogabilidade leve e fluida;
Visual bonito;
Mistura de metroidvania, beat 'n up e RPG que deu certo;
Equilíbrio entre desafio e dificuldade;
Localização brasileira.
Ponto negativo:
Leves travadas durante transição de tela (não atrapalha o jogo, mas acho que tem que mencionar).
9