Lou’s Lagoon é um jogo divertido e que lembra a era do GameCube. É assim que vou começar esta análise, porque se você é uma pessoa que teve acesso a jogos na época daquele videogame da Nintendo, vai certamente ter algum gatilho acionado. O título foi desenvolvido pela Tiny Roar e é distribuído pela Megabit Publishing e rokaplay.
Em algumas análises, costumo pontuar o motivo (ou motivos) de pedir um ou outro jogo. O deste foi a minha lembrança a Skies of Arcadia Legends, ou ao menos a propaganda da época do GameCube, pois Lou’s Lagoon traz um estilo totalmente diferente. Mas ao captar meu olhar pela nostalgia, fui fisgado a jogar.
Reconstruindo o mundo – ou quase
O jogo é simples no sentido do que fazer. No início, como em outros títulos por aí, o jogador é convidado a criar o seu personagem, customizando a aparência do sobrinho/sobrinha de Lou, o tio importante da parte da história. Lou é um respeitado aviador e explorador que esteve envolvido em toda a vida do personagem que você cria e que também norteia a vida em todo o arquipélago Limbo.
Lou some do mundo em uma misteriosa investigação depois de uma terrível tempestade. É aí que a aventura começa. Joguei no Nintendo Switch 2 e, infelizmente, logo no início tive que lidar com o jogo dando diversas “travadinhas” com o personagem andando em um mundo com várias lentidões de performance. Isso acabou se resolvendo um pouco depois, mas sabe como é né? A primeira impressão não foi daquelas melhores.
Em Lou’s Lagoon o objetivo é explorar os ambientes, angariar recursos por meio de um equipamento que os suga (Swirler, que me lembrou o de Luigi em Luigi’s Mansion) e reconstruir pontes, barcos e outras estruturas danificadas pela tempestade ou outros elementos. Falando nisso, há um conto interessante logo no início do jogo que explica essas variações no tempo de forma lúdica, mas a história em si não chama muito a atenção depois disso.
O Swirler é utilizado até mesmo contra os adversários do seu personagem ao longo do jogo, o que cria embates que poderiam ser interessantes, mas acabam sendo um pouco tediosos – e, infelizmente, tive experiências onde o título deu uma lerdeada. Há uma ilha, a base Limbo, que é limitada. O avanço na história permite usar um hidroavião para brincar de Star Fox (no modo voo) e visitar outras ilhas, mas não há muito o que se explorar além, a contar pela mudança de ambiente – é pegar recursos, reconstruir alguma coisa, e voltar para os risonhos habitantes do seu próprio lar.
Tem um elemento no menu de pausa que eu achei super interessante, mas que no fim se mostrou um belo de um desperdício que é o recurso “EMPERREI!”. Descobri ao acaso, apertei, e fui levado a um ponto específico do jogo que precisava em um momento, daí pensei: legal, posso usar quando ficar de saco cheio de explorar e não achar um caminho adequado para me ajudar a chegar no objetivo. Mas o recurso não funciona assim, ele te leva a um ponto específico e não ao destino do seu objetivo. Por exemplo, na ilha Limbo, se usado ele te transporta de volta para o hidroavião e não ao ponto marcado no mapa do seu objetivo. Então, é algo que pode mais atrapalhar (e você ser obrigado a reexplorar o cenário de novo) do que ajudar.
Partiu Lou?
Olha, é um jogo simples demais. Talvez uma criança de 8-10 anos o ame e você a mantenha entretida por pelo menos uns dois meses nesse “vai e volta” que Lou’s Lagoon tem entre pegar recursos e reconstruir coisas. Mas particularmente, achei o título muito lento. Não que um jogo precise de agilidade para contar sua própria história, mas ser lento demais também incomoda.
No fim, o tio Lou, apesar de citado e dar nome ao jogo, não é bem uma referência que prende o jogador, nem na história, tampouco para continuar a jogar. A ideia é boa, no entanto, na parte lúdica, só não capta a atenção por muito tempo. É divertido, porém não muito.
Lou’s Lagoon foi lançado em 27 de agosto de 2026 e está disponível para Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series e PC via Steam.
O jogo foi analisado com uma chave digital do Nintendo Switch 2 cedida via Keymailer.








