A Capcom resolveu oferecer boa parte da série Resident Evil para os usuários da nova geração. Além dos remasters de RE0 e Remake, a empresa apostou em ports dos três últimos títulos numerados, incluindo aí Resident Evil 5 nessa onda de relançamentos.

Resident Evil 5 é, para muitos, o “começo do fim”. A aventura de Chris Redfield e Sheva Alomar na África fecha um arco iniciado no primeiro jogo da série. Depois do fim da Umbrella, anunciado em Resident Evil 4, o legado da empresa estava nas mãos do vilão Albert Wesker. Com um grande foco na história, Resident Evil 5 não somente faz a trama da série “andar para frente”, mas encorpou ainda mais o passado, explicando a origem de vírus e da própria Umbrella. Nesse contexto, a África se torna um cenário icônico: o berço da humanidade também é o local de nascimento da história de Resident Evil.

Resident Evil 5 também inovou ao trazer o modo cooperativo para a franquia. Apesar de já termos experimentado algo do tipo em Resident Evil Outbreak e em Umbrella Chronicles, não era possível jogar com um amigo em partidas locais com tela dividida e nem online (pelo menos não com qualidade aceitável). O co-op torna Resident Evil 5 extremamente divertido, mas a presença de um parceiro remove qualquer oportunidade de fazer o jogador sentir medo.

Apesar do modo cooperativo ser uma boa adição, a inteligência artificial do outro personagem (seja Sheva ou Chris) não é das melhores. É comum ver seu parceiro correr em círculos em momentos inoportunos (especialmente em batalhas contra chefes), além de insistir em desperdiçar munição e ervas o tempo todo.

Medo, aliás, é um dos conceitos que passa longe de Resident Evil 5. O jogo também pode ser considerado “o começo do fim” do survival horror na franquia. Depois das bases estabelecidas em Resident Evil 4, RE5 mergulhou de cabeça na ação, focando muito mais no combate baseado no tiroteio em terceira pessoa. As situações impostas pelo game se tornam intensas de outra forma. Apesar de não haver essencialmente medo por uma vulnerabilidade dos personagens, somos constantemente jogados em ambientes sufocantes, com muitos inimigos.

Ainda que a ação não esteja essencialmente nas origens da série Resident Evil, ela funciona muito bem em Resident Evil 5. Apesar dos defasados controles “tanque” e a impossibilidade de movimentação livre da câmera, o jogo pode ser considerado impecável tecnicamente. As mecânicas são caprichadas, em geral.

Visual

resident evil 5O port de Resident Evil 5 não somente trouxe o game para a atual geração de consoles, mas também prometeu inovações nos gráficos do título.

O relançamento cumpre parcialmente essas promessas. A versão original, lançada para PlayStation 3 e Xbox 360 contava com resolução em 720p e 30fps. Para o ano de 2009, quando o jogo chegou ao mercado, Resident Evil 5 podia ser facilmente considerado um dos jogos mais bonitos tanto em estética quanto em qualidade gráfica de sua época. No entanto, Kijuju não resistiu à passagem do tempo e o game tornou-se datado visualmente.

O port para Xbox One e PlayStation 4 trouxe o jogo em resolução de 1080p e 60fps. A taxa de quadros por segundo faz uma imensa diferença na fluidez visual do game. Pelo menos no PlayStation 3, era bastante perceptível o “arrasto” em cenas com movimento em alta velocidade, indicando que nem a taxa de 30fps era mantida constante. Na nova geração, os 60fps são bastante sólidos, mesmo quando a tela está cheia de inimigos.

Na questão resolução, o jogo fica devendo. A primeira vista, os visuais parecem bastante renovados, porque os personagens parecem ter sido renderizados novamente. Já os cenários não receberam o mesmo apreço. É comum encontrar texturas esticadas ou em resoluções bem abaixo do esperado em boa parte do jogo.

Novidades

O port de Resident Evil 5 não trouxe somente algumas melhorias gráficas, mas incluiu todos os conteúdos lançados anteriormente em uma única versão. Além dos extras da Gold Edition – os capítulos Lost In Nightmares e Desperate Escape – temos novidades no modo Mercenaries.

Agora, há o Mercenaries United, que, como o nome bem diz, une o extra clássico com o Reunion, lançado como parte da Gold Edition. O modo Mercenaries ainda foi encorpado com o extra “No Mercy”, que literalmente, entope a tela de inimigos e torna as partidas bastante divertidas (somente modo solo). Nos consoles da nova geração as chances de slowdown são bem menores, o que é um ponto extra para a adição.

Todas as arenas e um total de 18 personagens já estão liberados desde o começo para as partidas do modo Mercenaries, sem a necessidade de completar o jogo pela primeira vez para começar a jogá-las. Já os extras Lost In Nightmares e Desperate Escape dependem que o jogo esteja finalizado para serem desbloqueados.

O modo Versus, que não é lá uma das coisas mais legais de Resident Evil 5, não recebeu nenhuma atualização. Os personagens continuam a ser exatamente os mesmos, sem adição daqueles do Mercenaries Reunion.

Assim como aconteceu com o port de Resident Evil 6, não há nenhuma novidade referente a troféus ou conquistas. Todos os desafios são os mesmos da versão original, com exceção de alguns troféus do modo Versus que dependem de apenas 15 vitórias ao invés de 30.

Vale a pena?

resident evil 5

Responder se comprar o port de Resident Evil 5 para a nova geração é uma pergunta complicada. Se você ainda não teve contato com o game ou não pode jogar a Gold Edition, a compra é completamente obrigatória. Resident Evil 5 pode não agradar alguns fãs pela ação mais frenética, mas é um grande marco na cronologia da série.

No caso de você ser um jogador que já jogou Resident Evil 5 de cabo a rabo na geração anterior, pode ser melhor esperar uma promoção caso você queira ter o jogo por motivos de coleção ou se importe com melhorias visuais mínimas. Os gráficos foram aprimorados, mas nada que se compare ao poder de uma remasterização. Nesse caso, nem o visual nem os extras como Mercenaries United e o modo No Mercy são determinantes para a compra. Em outras palavras: seu Resident Evil 5 Gold Edition não está devendo em nada para essa nova versão.

Resident Evil 5 para PlayStation 4 e Xbox One está disponível para compra digital nas redes da Sony e Microsoft por R$ 150,00 (ou U$ 20,00 nas redes internacionais). A edição física do jogo será em 14 de julho aqui no Brasil. Você pode já pode encomendar a sua cópia na REVIL Store.

O jogo foi analisado no PlayStation 4 em cópia cedida pela Capcom-Unity Brasil. O texto não representa a opinião do REVIL como um todo, e sim do autor da análise.

Análise - Resident Evil 5 (PS4 / Xbox One)
Sólidos 60fpsHistória rica e importante para a cronologia da sérieControles e mecânicas caprichadasModo cooperativo aumenta a diversão
Texturas de cenários em baixa resoluçãoGrande conteúdo, mas nenhuma adição relevante na nova versãoNenhuma melhoria na IA do parceiroAusência suporte ao idioma brasileiro
6.5Pontuação geral
Votação do leitor 164 Votos
4.7
  • Fabiano Zimmer

    quem não tem a versão de PS3 e PC vale a pena ter esse.

  • Jota PDF

    Uma nota razoável, rs. Realmente, não é nada mal pra quem nunca tocou em RE5, principalmente por se basear na Gold Edition. Acho o preço um pouquinho salgado, mas em caso de promoções, vejo como um bom negócio. Mas eu estou surpreso é com essa nota dos usuários. 7.4? Achei que ficaria abaixo de 4.

    • Marcos Veloso

      Mas é bom se basear mesmo é na nota que o game levou na sua epoca de lançamento original, que foi em torno de 8~9/10.

      • Hunk

        Verdade, temos que lembrar que a qualidade do jogo em si não é representada por essa nota. Essa nota de agora é apenas uma avaliação do valor dessa versão considerando as melhorias, o que traz de novo, e obviamente comparando com outras versões. A qualidade do jogo em si é outra história, afinal em qualquer versão RE5 é um ótimo jogo de ação.

  • Haron Souza

    gosto de resident evil 5, pra quem já tem o jogo no ps3/360 nem compensa comprar, pelo menos não agora, é praticamente um port pra ps4 e xbox one só, colocaram em 1080p, 60 fps e pronto, acho que até final do ano já fica por quase metade do preço, mas pra quem nunca jogou vale e muito a pena, jogar ele com um amigo é insano

  • ITALOpkg ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ™

    Resident Evil 5 aparenta ter gráficos mais realistas do que o Resident Evil 6. Por mais que tenha mais ação em seu conteúdo, ainda assim possui mais elementos que lembram os antigos RE do que propriamente o 6.

    • Andre Iack

      Mas o RE6 tem muito mais ação do que o RE5

      • Marcos Veloso

        Realmente, o game virou um ”adventure” hollywoodiano frenético. No 5 você ainda trocava uma certa ideia com a Sheva (troca de itens e afins, ainda mais no co op), no 6, é cada 1 por si e inventario praticamente infinito.

        • Hunk

          Discordo quanto ao inventário praticamente infinito, mas só em partes. É verdade que vc sempre leva todas as suas armas pra missão sem ter que preparar seu inventário antes, além de ter muito mais espaço do que o inventário pequeno do RE5. Se é isso que vc quis dizer então é verdade, não há o que discutir. Mas por outro lado por mais incrível que pareça o RE6 na dificuldade No Hope foi o RE que mais me deu problema com munição e com ervas, o que não teria acontecido com o inventário do RE5, onde era possível estocar munição e itens de cura pra um exército inteiro no inventário principal e pegar esses itens quando necessário entre os saves. No RE6 essa necessidade de manter tudo num único inventário é uma grande limitação em muitas ocasiões, e na dificuldade No Hope essa limitação mostra seu poder total. No RE5 por outro lado o maior desafio do Pro era a incompetência da IA, o que é outro motivo pra eu dar preferência aos métodos do RE6, onde as burrices da IA causam muito menos problema e não influenciam em nada o manuseamento dos seus itens, fora que com exceção de certas situações bem específicas o parceiro não pode morrer. No RE5 muitos teriam vendido a alma pra que o single player funcionasse desse jeito, e no coop do RE6 a importância do parceiro continua inalterada já que a imortalidade se aplica apenas aos parceiros controlados pela IA. O que fica de diferente mesmo é a troca de itens, que pelo que eu percebi podem ser pegos separadamente entre cada jogador, não havendo necessidade de escolher quem fica com o que.

  • Hunk

    Só tenho uma dúvida. Na versão de PC do RE5 o Mercs No Mercy é puramente solo, supondo que mods não sejam utilizados, mas nesta análise foi dito que este modo “torna as partidas bastante divertidas, especialmente em duplas”. Se eu entendi direito então isso significa que adicionaram coop nesse modo pro relançamento? Se for o caso então graças a isso e ao Mercs United essa versão acaba de se tornar a Ultimate Edition do RE5 pra mim, e quando o preço abaixar será compra garantida.

    • Marcos Veloso

      Fiquei na duvida também, alguem sabe dizer se o No Mercy dos consoles de atual geração, tem co op ?

    • Bruna Mattos

      Foi um erro meu. O modo No Mercy continua sendo solo ._.

      • Hunk

        É uma pena, tinha fortes esperanças de que mudariam isso, até porque no RE6 dá pra jogar esse modo em coop tanto na versão de PC quanto nos consoles da atual geração. Eu sempre achei que o No Mercy só não possuísse coop no RE5 pra não forçar muito a barra, já que enfiar tantos inimigos na tela já não devia ser fácil pra qualquer máquina rodar, e ainda por cima colocar outro jogador e conexão online provavelmente seria pedir demais pras máquinas da época. Mas se tratando de novos consoles de uma geração posterior à do RE5 eu realmente tinha esperanças que alterariam isso, até daria pra alterar na versão da Steam se estivessem dispostos a colocar mais esforço naquele relançamento, já que os PCs atuais já não devem ter mais problemas rodando o RE5 no No Mercy online, afinal rodam o RE6 desse jeito. Seja como for não se preocupe, esse erro é algo muito fácil de cometer, eu mesmo passei anos achando que esse modo tinha coop e até já recomendei a versão da Steam por isso (não que essa ainda não seja uma versão muito boa), é bom que já deu pra modificar bem rápido no texto.

        PS: Um detalhe não relacionado ao assunto, mas o Barry é o melhor personagem do Mercs mesmo, também quase só jogo com ele.

      • Marcos Veloso

        É, foi o que eu pensei la no inicio quando anunciaram o RE5 pra atual geração, dificil eles mexerem na programação do game, deve ser um pouco complexo nessa parte, eles teriam que reprogramar o game pra por o No Mercy em dupla.

        • Hunk

          Eles devem ter tido algum trabalho só pra unir os Mercs, então isso me deu esperança, já que tanto essa união quanto o coop no No Mercy me parecem ser um nível pequeno de trabalho, mesmo que ainda assim seja um trabalho extra. É uma pena que não tenham colocado o coop, como Mercs é um modo que eu só jogo em dupla o No Mercy terá que ficar só pro RE6 mesmo, mas eu gosto tanto do Mercs do RE5 que a ausência dessa possibilidade nesse jogo fará falta.

  • Thiago Camara

    Um dos melhores resident evil, a história de resident evil deveria ter acabado nesse e rebootado a saga para que o público mais alvoroçado por horror tenha esse gosto também.

  • Rafael Tramontin

    Eu sou um defensor da série clássica e sou um dos que detestaram o rumo que a serie tomou quando ficou megalômana, mas RE5 é muito rico para a história geral da série. Ele é o jogo que nos conta toda a história de onde surgiram quase todos os vírus da série, o real motivo das pesquisas, a motivação de Spencer, seu legado, a motivação real de Wesker e insere RE4 no contexto, que até então tinha enredo de spin off.
    Embora a história do jogo em si seja sem graça, com ninjas que dão saltos acrobáticos e homens que movem montanhas com as mãos, ele é um ótimo jogo de ação pra se jogar com um amigo, e a história que cerca ele une todos os outros jogos, dando um fim a tudo que iniciou em Raccoon em 1998.
    Depois dele poderiam ter começado um novo ciclo, novos protagonistas, novos lugares, novos vilões, novas motivações…. Mas aí veio o 6 :-/
    Quem não teve contato com ele ainda, acho válido comprar. Quem já teve e terminou o jogo, não sei se vale. E se falando em Brasil, a maioria ainda está na geração PS3/360…

    • Roger DValtier

      Sinceramente? a CAPCOM não devia ter explodido Raccoon City no RE3, talvez assim a gente tive-se tido um RE4 descente kkkkkkkk

      • Hunk

        Code Veronica não foi em Raccoon City e ainda assim foi um RE clássico bem decente, ao meu ver um dos melhores. Não acho que a cidade devesse estar de pé até os dias de hoje, até porque não faria sentido manter uma cidade onde quase toda a população foi transformada em zumbis, afinal depois de um tempo quem tivesse que escapar já teria escapado e o resto já teria sido infectado e morrido, e voltado a vida. A destruição de Raccoon desde o RE2 já era necessária, já era previsível no RE1 pra ser sincero, e ainda conseguiram expandir a vida útil da cidade no RE3. Mais do que isso seria forçar a barra, essa cidade deu o que tinha que dar e hoje sobrevive através de referências nos jogos posteriores a ela, fora que dá pra voltar e jogar os 3 primeiros REs.

      • Dannilo

        Eu me acabo na risada quando alguém deixa sucinto ou no ar que resident evil 4 não é um jogo bom oihOIHAOIHAOHIA tem que ser muito hater do jogo pra dizer que é ruim, não sei bem se é ai que vc quer chegar, mas se é, lamentável! Jogaço!

        • Pedro da boleia

          dane-se se é um péssimo resident evil, é um jogaço e já era. que troquem o nome dessa porra e passem a chamá-lo de as aventuras de Leon kkkk, continuará sendo um jogo muito top.

        • Rafael Tramontin

          Bom, de minha parte a única coisa que falei “mal” de RE4 é que a história, até o 5 ser lançado, era de spin off. O que é verdade.

    • Messias Silva

      Bioterrorismo em escala global, saca?

      • Rafael Tramontin

        Saco.

        • Messias Silva

          Então não reclama do que Resident Evil se tornou. Por que o foco sempre foi bioterrorismo. Só que focado na atmosfera survival-horror, que não era o foco real (minha opinião), fez muitos fãs ficarem mal acostumados. Esse foi o erro de Mikami. Deixar os fãs mal acostumados com uma atmosfera que não era o foco, e só porque a escala de bioterrorismo mudou, que tem que sair esculachando o Resident Evil 4, 5 e principalmente o coitado do 6. Por que como ser survival-horror tendo grupo de combate ao bioterrorismo nas proporções globais (BSAA)? E tendo protagonistas vacinados em combater infectados do T-Virus ao C-Virus? Aí muitos fãs, ou que se dizem fãs, forçam demais a barra. E não foi preciso jogar todos os Resident Evil pra chegar no óbvio. BIOTERRORISMO EM ESCALA GLOBAL. Os primeiros Resident Evil (do 0 ao Code) eram em pequena escala. Agora do 4 ao 6 tem uma pegada pra ação devido a proporção global. Revelations 1 e 2 são de ação com atmosfera survival-horror e todo o mundo gosta ué.

          • Rafael Tramontin

            Posso reclamar, sim.
            Resident Evil é considerada A serie de survival horror e tu vem me dizer que esse não era o foco? O perigo biológico(biohazard) era a explicação do motivo para estarem naquela situação. Silent Hill tem os seus, Alone in The Dark tem os seus… Mas era, sim com foco em survival horror.
            E já comentei aqui. Febre amarela, gripe espanhola, peste negra, todas foram epidemias globais que foram controladas. A BSAA terminou com a ameaça no RE5. Bastava ter mantido o mundo em paz e voltarem a ter casos isolados, como alguma doença nova que surge. Não precisa ser monstruoso e gigantesco, basta ser bem feito.
            Resident Evil 6 poderia, sim, ter iniciado outro ciclo em escala menor com novos vilões, novos protagonistas e até a presença de protagonistas antigos como mentores ou chegando no fim pra “Limpar a área” como fizeram em Revelations 2.
            E, gostei bastante do Revelations, se a série tivesse se mantida assim tava legal.
            De qualquer maneira, aparentemente RE7 vais ser o que RE6 não foi.

          • Messias Silva

            Você ainda compra os jogos, então não. Não reclame.

          • Rafael Tramontin

            Se eu pudesse “descomprar” o 6, teria feito.

          • Bruna Mattos

            Mas os primeiros jogos nunca foram sobre “o combate ao bioterrorismo”. Em RE1 vc tá investigando um caso bizarro; em RE2 vc cai em Racccon City sem fazer ideia do que tá acontecendo; em RE3 você tenta fugir da cidade. As coisas talvez comecem mudar um pouco em CV em que a Claire toma uma posição ativa de invadir a Umbrella, mas ela é presa e acaba numa situação vulnerável igual às primeiras. Em RE4 o resgate da Ashley acaba virando o combate a um culto que vai usar um agente biológico pra enfrentar os EUA, que é quase chegar no conceito de bioterrorismo. Isso só aparece mesmo em RE5, em que o Chris fala que depois do fim da Umbrella começaram a pipocar pequenos grupos que usavam armas biológicas pra fazer terrorismo (e que isso começa em locais vulneráveis; zonas de conflito, países pobres, etc).

          • Messias Silva

            Em suma, tudo caminhava pra essa proporção, certo? Só que Mikami queria fazer isso aos poucos.

          • Hunk

            Concordo que o combate ao bioterrorismo começou mesmo com o RE5, e é perfeitamente compreensível que muitos não tenham gostado do rumo que os jogos tem tomado até então, afinal eles de fato mudaram muito. Porém também é importante notar que o próprio surgimento das BOWs sempre teve esse objetivo (afinal o próprio nome já diz que são armas), então no mínimo dá pra dizer que esse caminho do confronto contra o bioterrorismo não é muito estranho, pode-se dizer até que era previsível. No próprio RE1 original lá de PS1 o objetivo do Wesker ao levar os STARS pra mansão (pelo menos o objetivo que a Umbrella passou pra ele) era exatamente de colher dados de batalha de todas as espécies desenvolvidas naquelas instalações, especialmente do Tyrant, que na época era a obra-prima incompleta da Umbrella e do Wesker. Eu diria que embora o confronto contra o bioterrorismo só tenha começado ativamente com o surgimento da BSAA (na verdade, se eu não me engano a FBC surgiu antes, mas a BSAA ainda foi a primeira a aparecer nos jogos) o bioterrorismo em si sempre foi a grande motivação da Umbrella, então a resistência ao meu ver era só uma questão de tempo. De certa forma começou a surgir mesmo desde que os STARS sobreviventes resolveram investigar a Umbrella por conta própria, o que inclusive levou ao começo do CV que vc mencionou, embora isso ainda estivesse mais por trás dos panos na época. O próprio CV na verdade serve os 2 papéis, começa com a Claire tentando simplesmente fugir da ilha (isso desconsiderando o motivo dela ter chegado lá em primeiro lugar), mas depois o foco muda pro Chris indo voluntariamente pra ilha pra salvar a sua irmã, ao invés de ser um mero azarado que estava no lugar errado na hora errada. Claro que o foco principal dele ainda não era entrar nesse situação pra combatê-la e suprimi-la, mas esse já era o começo da quebra do conceito de que os personagens de RE sempre são meros sobreviventes em seus jogos.

          • Bruna Mattos

            Vcs acham previsível ter caminhado pra isso porque acabou acontecendo. O maior comprador de BOWs não eram pequenos grupos terroristas, eram governos, o governo dos EUA incluso aí.

            A inspiração pra a coisa do bioterrorismo vem do próprio mundo atual, o papo de homeland security e grupos que promovem atentados contra nações ocidentais grandes por “n” motivos pós 11 de setembro. Esse conceito não existia em 1998 e não tinha como prever que em 1998 a série caminharia pra algo inspirado no próprio mundo real.

          • Hunk

            Entendo o que vc quer dizer, mas quem compra as BOWs não é exatamente o ponto principal pra mim, e sim o fato que elas são feitas pra serem usadas como armas (o que está inclusive no nome). Se quem vai usá-las é um megalomaníaco, um governo, um grupo terrorista (no sentido comum da palavra, porque pra mim qualquer um que fizesse uma coisa dessas seria um terrorista, inclusive um governo) ou seja lá o que for tanto faz, não deixa de ser bioterrorismo de certa forma, independente de quem aplique. Talvez se fosse usado por certos governos mais influentes e poderosos (Estados Unidos) não fosse chamado por esse nome, mas acho que a situação não seria tão diferente. Ao meu ver um grupo como a BSAA ainda acabaria surgindo de uma forma ou de outra, talvez com outro nome, e talvez fosse até uma agência pertencente a um certo governo, afinal como eu disse antes as próprias ações dos STARS desde que retornaram da mansão me levam a crer que esse era o rumo. Claro, pode ser que eu esteja errado, talvez se o Mikami ainda estivesse por perto nada disso teria acontecido e tudo teria ido por um rumo completamente diferente, talvez esse rumo fosse ainda mais criticado do que o que a franquia tomou sem ele (lembrando que Devil May Cry surgiu de uma ideia do RE4), e talvez até seja verdade que eu só considere isso tudo como previsível porque já aconteceu, mas isso não é algo que eu mesmo possa confirmar agora. Seja como for o motivo pra eu considerar esse rumo como previsível é simplesmente porque eu achei que se encaixou naturalmente com a trama, porque no meu ponto de vista essa evolução da trama me “pareceu” natural (se era realmente ou não o plano eu realmente não posso confirmar, e talvez nem o Mikami possa, é possível que nem ele tenha pensado tão adiante). A inspiração por trás dos ataques específicos vistos nos jogos recentes realmente parece vir de assuntos mais atuais como vc disse, mas que eventualmente alguém usaria BOWs como armas (o que sempre foi a ideia), e que por consequência disso alguém teria que lutar contra essa situação, é o que eu considero previsível. A forma exata como a situação se desenrola é uma surpresa em cada jogo, afinal não sou nenhum vidente também. Independente de ser usado por um governo (Damnation) ou por qualquer outra entidade, no fim das contas bioterrorismo é bioterrorismo, mesmo que não receba esse nome por questões políticas, e no Damnation mesmo vemos um exemplo dessa situação.

          • Bruna Mattos

            Ué, mas aí então todo produtor de itens bélicos vende pra terroristas somente? Os países não tem forças armadas, não vão pra guerra, não fazem segurança nacional?

            Usar o bioterrorismo tbm é algo que vem depois da queda da Umbrella. A empresa não poderia mais estar por trás das histórias então o legado caiu sobre a compra das armas no mercado negro e pequenos grupos e negociadores, tipo o Irving. Não é previsível, não é óbvio. Ninguém sabia o que ia acontecer com a Umbrella em RE1. Não se sabia nem o que ia ser de Resident Evil em RE1. Não é como se as bases disso estivessem estabelecidas desde 1996.

            Achar que a evolução pareceu natural não é o mesmo que parecer óbvio ou previsível. Só quer dizer que a evolução fez sentido.

          • Jota PDF

            Penso que é forçado afirmar que já se sabia que o bioterrorismo estaria a caminho desde o RE1. O jogo poderia muito bem relatar que a queda da Umbrella pôs um fim a tudo e explorar outras situações grotescas, o que foi praticamente o que RE4 fez. Colocou um novo parasita na história, concluiu tudo o que foi apresentado até então com uma intro de 3 minutos e deu início a um novo capítulo que acabou ficando isolado em meio à série, já que RE5 resolveu retomar de onde CODE: Veronica parou, mas acho sim que seja perfeitamente natural o caminho que o jogo seguiu.

            Aliás, comprei RE5 há muitos meses atrás, mas até semana passada ele estava pegando poeira. Comecei a jogar, passei pelos primeiros capítulos, dei uma olhada no Lost in Nightmares e… Estou gostando mais dele do que do RE4. Devo me preocupar?

          • Hunk

            Eu não diria que já se sabia que o bioterrorismo estava a caminho, e sim que era previsível, que havia uma boa chance de ir por esse caminho, mas como vc disse era possível sim que a situação acabasse por ali e BOWs simplesmente não fizessem sucesso como armas, mas aí eu não consigo imaginar como RE teria continuado. Eles teriam que ter adicionado um epílogo no RE1 explicando como as coisas terminaram e simplesmente não dar continuidade à franquia, ou simplesmente não dar continuidade sem mais nem menos. Só a Umbrella acabar e as armas biológicas continuarem (o que foi o que aconteceu a partir do RE4) ao meu ver não mudaria esse rumo do bioterrorismo, como de fato não mudou.

          • Hunk

            Concordo com todo o seu segundo parágrafo, mas o que eu digo que era previsível (o que não significa que seria a única opção, só que alguém poderia ter teorizado isso antes de acontecer) era o eventual combate proposital contra o bioterrorismo, em oposição à mera sobrevivência. Ou melhor dizendo, o combate contra as BOWs sendo usadas como armas, se seria chamado mesmo de terrorismo ou simplesmente de guerra pra mim pouco importa, mas admito que eu posso ter me equivocado antes ao usar esse termo e não explicar com mais precisão o que eu queria dizer com ele. E o que eu vou falar agora é algo mais filosófico e eu entendo se vc simplesmente não concordar, mas ao meu ver eu julgaria boa parte das guerras como terrorismo sim, pelo lado de quem está atacando é claro, supondo que alguém esteja apenas se defendendo. Eu por exemplo considero o que os Estados Unidos fez no Vietnã como puro terrorismo inquestionável, o que fez com Hiroshima e Nagasaki então nem merece ser chamado de terrorismo, merece receber outro nome ainda pior. Por isso que eu me referi ao bioterrorismo em si como previsível, mesmo que a princípio ele desse a impressão que se desenvolveria de uma forma bem diferente. No fim das contas mesmo que apenas governos acabassem comprando as BOWs eu ainda usaria o termo bioterrorismo, porque como eu disse antes quem compra não é a questão que eu considero previsível (até porque como vc explicou muito bem nesse aspecto a situação se desenvolveu de uma forma diferente do que aparentava), e sim o combate contra BOWs sendo usadas como armas. Isso também teria acontecido numa guerra e eu considero previsível por causa da forma como os jogos clássicos mesmo já mostravam os STARS sobreviventes enfrentando essa situação do jeito que podiam na época, o que certamente teria que evoluir pra algo maior eventualmente. Quanto à sua primeira pergunta, depende. Se o comprador for usar os itens bélicos de forma defensiva então não, o produtor desses itens não vendeu pra um terrorista, mas se o comprador for usar de forma ofensiva então sim, o produtor vendeu pra um terrorista. Inclusive pelo que eu saiba armas servem pra matar ou na melhor das hipóteses ferir e incapacitar, logo num confronto armado alguém está atacando, e não apenas se defendendo, até porque se ambos os lados estivessem apenas se defendendo não haveria confronto algum.

    • LeonSK96

      ninjas? homems que movem montanhas? comeu cocô?

      • Rafael Tramontin

        QUALQUER golpe da Sheva ou da Jill no jogo nem lutadoras de MMA dão. Contrasta demais com o RE3, o último que a Jill tinha aparecido desde então.
        E, olha o tamanho daquela pedra no fim do jogo…

      • Hunk

        Embora eu goste do RE5 e 6 não é muito difícil de entender o que ele quis dizer, os personagens tem realmente chegado bem perto de se tornarem ninjas nos últimos jogos numerados e a montanha obviamente se referia a pedra gigante que o Chris socou no final do jogo. Pode não ser literalmente uma montanha, mas dá pra entender que ele não foi literal, afinal é difícil de negar que aquela é uma pedra grande demais pra um ser humano mover a base do soco.

  • Yuri Martins

    Gente, não sei se sou idiota mas gosto muito do RE5 principalmente porque foi o primeiro RE que trouxe o coop para a campanha, eu sempre quis um jogo nesse estilo para jogar com meu primo, matar zumbis e tals… Gostei tanto de RE5 que eu já tive versões para 360 PS3 e PC, pretendo comprar para Ps4 sim, pois sou MUITO FANÁTICO por essa belezinha!

    • Jesus Américo Couto Corrêa

      somos 2!!
      também comprei pra PS360, PC e agora to jogando ele no PS4 junto com o RE6!!
      kkkkkkkkk
      RE COOP é muito bom mesmo!!

  • Francisco Valdez

    RE 5 quer ser o que foi o RE 4, mas simplesmente não consegue. Tudo nele lembra as aventuras do Leon, com a diferença de que Sheva é só um pouco mais esperta que Ashley e infelizmente o poder subiu à cabeça de Wesker a níveis estratoféricos (e Excella é uma va**a barata, convenhamos). Nem os DLCs salvam o game. Sim, jogar coop é bem divertido, mas esse aspecto não sustenta o game como um todo. É uma pena a CAPCOM de continuar insistindo em relançamentos…

    • Rodrigo Germano

      Concordo plenamente, eles fizeram semelhante ao resident evil 4, mas poucas partes de tensão do 4, não se mantiveram presentes no 5, além de ser um jogo menor também.

  • Jean Lucas

    RE5 tem um dos melhores enredos da série, amarra bem algumas pontas soltas e fecha (de uma maneira escrota) o arco do Wesker na franquia e trouxe a novidade do coop, porém achei seu antecessor RE4 bem mais divertido de se jogar, mesmo com seu enredo inexistente. Como citado na análise, pegarei RE5 apenas numa eventual promoção para se ter na coleção e porque infelizmente não tive contato com o Gold Edition, porém antes com certeza pegarei RE4.

  • Welleson De Andrade Silva

    minha opinião é que a unica mudança foi só a mudança de console, pois existe pouquíssimas diferenças no RE5, nem português o jogo é, pelo menos isso a CAPCOM poderia ter ajustado…

  • R.P.D. officer

    Pra mim os gráficos não parecem datados, ainda que é o RE com os gráficos mais reais já lançado (só que nem tudo foi caprichado).

  • Alessandro Winter

    Resident Evil 1 está para The Witcher 3, assim como Resident evil 5 e 6 estão para The Witcher 1 (Dá pra jogar? Dá… mas não tem como comparar). A Capcom está dando ré na série ao invés de andar pra frente. Estamos falando da empresa que afundou Breath Of Fire e Megaman e abandonou Dino Crisis e Onimusha, que pra mim eram séries promissoras. Os filmes nem vou comentar, acho apenas regulares, nada promissor. Pelo visto a Capcom está ocupada demais com o Street Fighter. Vamos ver agora se o VII vai ser legal como parece.

  • Brunno

    Como faz para colocar para jogar multiplayer (dois controles) no PS4, to tendo dificuldades para arrumar!!

    • Hunk

      O seu problema é em conectar o segundo controle no PS4 ou ativar o coop no RE5 em si? Se o problema for com o coop do RE5 então a solução é simples, comece um capítulo da mesma forma que vc faria pro single player, escolhendo o personagem que vc quer pro primeiro controle como sempre, aí quando a fase carregar é só apertar start no segundo controle, supondo que ele também já esteja conectado. Agora se o problema for conseguir conectar dois controles ao PS4 ao mesmo tempo então a solução é outra, mas também não é nada demais. Vc já deve ter reparado que sempre que vc conecta um controle no PS4 vc tem que selecionar um usuário pra esse controle. Com o segundo não é diferente, porém um erro básico que muitos cometem é tentar conectar os dois controles ao mesmo usuário, mas isso não dá, vc tem que criar um segundo usuário e conectar o segundo controle a ele ou simplesmente conectar esse controle a um usuário temporário. Pra fazer qualquer uma dessas coisas é bem simples, quando vc for conectar seu segundo controle selecione a opção “novo usuário” na tela de seleção de usuário, aí aparecerão as duas opções que eu te falei antes. Aliás, não sei se esse é o caso do RE5, mas acredito que certos jogos salvem os dados do segundo jogador no usuário que ele estava usando, ao invés de salvar tudo no usuário do primeiro jogador, então recomendo que crie um segundo usuário e nunca use o temporário pra evitar perda de progresso.

  • Andre Luis Souza

    Ola, gostaria de saber se tem como jogar residente 5 no Xbox one off-line com dois perfils , igualo que era do Xbox 360?

    • Hunk

      Não sei quanto ao Xbox especificamente, mas no PS4 funciona assim mesmo, já que pra conectar mais de um controle nessa plataforma se usa mais de um perfil independente do jogo. Se no 360 era assim e no outro console da atual geração também é então acho provável que seja assim no One.

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