Gamescom latam: Dubladores de Requiem, cosplayers e o Brasil

No segundo dia do REVIL da Gamescom rolou campeonato, painel com os dubladores de Resident Evil Requiem, foto e autógrafo!

Já era esperado que a gamescom latam estivesse bem mais movimentada, por ser um sábado (2 de maio), e de fato estava. Com filas maiores, o público pelos corredores também, mas felizmente o local ainda comportava bem todos os visitantes.



O maior atrativo para os fãs de Resident Evil foi o painel que rolou no palco Creators com os dubladores de Requiem, estando presente para bater um papo, Felipe Grinnan (Leon S. Kennedy), Stephany Custodi (Grace Ashcroft), Marco Antonio Abreu (Zeno) e Marco Nepomuceno, o diretor de dublagem de Requiem. Tudo foi conduzido em um papo muito leve e divertido pela Monique do Resident Evil Database.

O bate-papo reuniu muitos fãs, não só para saber um pouco mais dos bastidores e curiosidades do jogo, mas também para o Meet & Greet pós painel. Muitos Cosplayers se reuniram nesse momento e tiraram uma foto com os dubladores. Havia pelo menos 6 Leon por m² nessa hora!

Felizmente encontrei o Felipe Grinnan posteriormente no evento e consegui um autógrafo para meu poster de Resident Evil Requiem. Infelizmente, não esbarrei nos outros dubladores para conseguir o deles também…

Confesso que gostei tanto do jogo do Invincible VS que voltei pra testar minhas ridículas habilidades adquiridas 24h antes em um campeonato, mas fui surrado vergonhosamente, por uma criança de (aproximadamente) uns 12 anos… Já esperava perder, é verdade, mas não ser tão vergonhosamente surrado publicamente.

Dos jogos que tivesse a oportunidade de experimentar,  alguns bem interessantes me chamaram bastante a atenção, como o Rogue Reigns, um roguelike deckbuilder muito interessante onde controlamos uma party de até 3 personagens, cada um com seu deck nas batalhas e que embora tenham seus decks separados, também precisam se ajudar em batalha para conseguirem sobreviver. O jogo tem forte inspiração em Slay the Spire e para minha surpresa quando vi, o jogo estava rodando em um navegador! Em breve traremos mais informações sobre o jogo, pois conseguimos uma entrevista com os desenvolvedores. 

Mudando drasticamente de Dark  Fantasy e roguelike para algo mais fofinho e de plataforma, Stackhead parece se inspirar em Mega Man e coloca um robô de manutenção cansado dos seus afazeres monótonos para explorar o parque de diversão em que trabalha e enfrentar outros robôs controlados por IA enquanto descobre as atrações do lugar e se diverte. Bem simples, mas divertido e carismático. Stackhead já pode ser jogado e a melhor parte que está gratuito no Steam

Acrônimo Tupiniquim te coloca para investigar um caso de assassinato em que você é o maior suspeito e para provar que é inocente terá de desvendar a morte do miaor detetive de São Paulo, Patrício Jânio, na cidade mais movimentada no pais na decade de 1950. Com uma arte lindíssima e no melhor estilo noir, você controla Helene, a empregada de Patrício Jânio, por um jogo de investigação cativante para limpar seu nome. Coletar pistas, examinar qualquer coisa suspeita e principalmente falar com as pessoas e descobrir o que é verdade e o que não é, enquanto prova que o que você fala é verdade. O jogo ainda não tem data de lançamento, mas já pode ser adicionado na whishlist 

Pra não faltar um joguinho de terror, No, I’m not a Human traz uma proposta bem interessante, em que um fenômeno estranho deixa o sol muito quente, impedindo as pessoas de saírem durante o dia e fazendo com criaturas estranhas, chamadas de visitantes, comecem a aparecer na Terra. Durante a noite, algumas pessoas batem à sua porta pedindo abrigo e cabe a você deixá-las não entrar, mas seriam elas humanas ou os visitantes? Também cabe a você descobrir isso. Todo dia pela televisão uma nova informação é reveladora sobre os visitantes, e é durante esse período que você pode falar com as pessoas que deixou entrar para descobrir mais sobre elas, se são realmente humanos precisando de abrigo ou então os visitantes disfarçados. Tudo se desenrola por diálogos e você tem que decidir se mantêm as pessoas na sua casa ou não. Apesar da arte propositalmente bizarra, o jogo te pega mesmo é no terror psicológico, é difícil não duvidar de todos e ficar totalmente sozinho também não é uma boa opção. O jogo já é um lançamento do ano passado e está disponível para PC.

Tive a oportunidade de me divertir nos Arcades da gamescom latam, uma das áreas que mais gosto nesses eventos, mas que me passa a impressão de diminuir cada vez mais a cada evento. Embora dessa vez tenham separados os fliperamas dos outros jogos, como a Air Hockey, os jogos de corrida, basquete e demais, o que deixou um espaço melhor pra quem queria só tirar um X1 nos arcades, mas me parecia que poderiam ter aproveitado mais o espaço, com algumas mais máquinas.

Enquanto caminhava pela feira tive a feliz surpresa de pegar uma apresentação da música Lumière do jogo Clair Obscur: Expedition 33 durante um painel dedicado ao jogo em que o ator Maxence Carzola (Esquie) estava presente.

Ainda deu tempo de fazer um momento de “tietagem” com alguns influencers e até com o dublador Manolo Rey (Sonic/Filmes, Luigi/ Super Mario Bros: O Filme, Peter Parker – Homem-Aranha).

Dublador Manolo Rey

O stand da Claro na gamescom latam tinha um espaço dedicado ao PRAGMATA e Resident Evil Requiem para quem quisesse ir lá tirar foto. A cabine do PRAGMATA, bem disputada, gerava uma foto feita por IA te colocando ao lado de Hugh e Diana e ainda poderia sair com sua foto impressa, se bem… a impressora não estivesse enfrentando vários problemas de impressão, deixando as pessoas apenas com suas cópias digitais. Já pra quem queria tirar uma foto com Leon e Grace, bastava aproveitar a decoração montada no stand e ser feliz.

Novamente para fechar a noite houve o show da banda Game Boys junto David Wise, tocando músicas clássicas do compositor, mas também clássicos atemporais de outros jogos, como Street Fighter, Mario, The Legend of Zelda e outros.

A gamescom latam segue sendo um dos melhores eventos, principalmente pelo foco ser dar visibilidade a tantos jogos indies e trazer essa proximidade entre os desenvolvedores e seu público que não vemos acontecer com grandes títulos. São centenas de jogos e desenvolvedores de diversos lugares no mundo para se ter contato de forma fácil e prazerosa. Além de jogar podemos buscar conhecer um pouco mais desse meio que tanto amamos e até para alguns pensar em fazer carreira nessa área. 

*Texto publicado sob supervisão do jornalista Ricardo Andretto. Fotos e vídeos por Dry Portes.

Este conteúdo faz parte do Blog REVIL, com produções alternativas da Equipe REVIL ou colaboradores na seção REVIL Lab.