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Entendendo a cronologia da franquia Resident Evil

Poucas séries de videogame conseguiram construir uma mitologia tão extensa quanto Resident Evil. Desde o lançamento do primeiro jogo, em 1996, a franquia passou por diferentes protagonistas, cidades, organizações e ameaças biológicas, enquanto expandia sua história para além dos limites de uma simples narrativa de terror. A cronologia também se tornou mais complexa à medida que novos capítulos passaram a preencher acontecimentos anteriores ou apresentar consequências de eventos antigos.

Para quem acompanha a série há anos, algumas conexões são familiares. Para quem chegou aos jogos mais recentemente, porém, entender a ordem dos acontecimentos pode exigir atenção. A sequência de lançamentos nem sempre corresponde exatamente à ordem cronológica da história, especialmente por causa dos títulos que funcionam como prequels ou exploram acontecimentos paralelos.



Onde começa a história de Resident Evil?

A origem da cronologia está diretamente ligada à Umbrella Corporation e às pesquisas biológicas conduzidas por cientistas como James Marcus, Oswell E. Spencer e Edward Ashford. Décadas antes dos acontecimentos do primeiro jogo, experimentos relacionados ao vírus precursor começam a estabelecer as bases para o desenvolvimento de armas biológicas.

Um dos primeiros acontecimentos relevantes ocorre em 1960, quando Spencer, Marcus e Ashford encontram a planta conhecida como Stairway to the Sun, utilizada posteriormente nas pesquisas que levariam ao desenvolvimento do vírus progenitor. A partir daí, a trajetória científica dos personagens ajuda a explicar como uma empresa aparentemente voltada à área farmacêutica se transforma em uma das principais responsáveis pelas tragédias da série.

Em 1962, Spencer funda a Umbrella com Marcus e Ashford. A companhia passa a financiar pesquisas que, décadas depois, resultariam em diferentes agentes biológicos. A ambição de Spencer, entretanto, vai muito além da criação de medicamentos. Seu objetivo envolve uma visão própria de evolução humana, algo que se torna fundamental para compreender vários acontecimentos posteriores.

Para quem aprecia observar os detalhes técnicos dos jogos, a evolução visual da franquia também chama atenção. A diferença entre os primeiros títulos e os capítulos mais recentes é enorme, principalmente quando se compara a representação de criaturas, ambientes e efeitos de iluminação. Hoje, uma configuração equipada com uma placa de vídeo rtx 5080 permite observar recursos gráficos que seriam inimagináveis para os consoles da década de 1990.

Resident Evil 0 e o incidente de Raccoon City

Embora tenha sido lançado depois do primeiro jogo, Resident Evil 0 apresenta acontecimentos anteriores à aventura original. A trama acompanha Rebecca Chambers e Billy Coen e começa em julho de 1998, pouco antes da missão envolvendo a equipe Alpha dos S.T.A.R.S.

O jogo também aprofunda a história de James Marcus e apresenta informações importantes sobre a origem dos experimentos da Umbrella. O laboratório subterrâneo e o trem Ecliptic Express servem como palco para uma série de acontecimentos que ajudam a explicar a disseminação do vírus.

Pouco depois, ocorre o famoso incidente da mansão Spencer. Em julho de 1998, os membros dos S.T.A.R.S. são enviados para investigar desaparecimentos nas proximidades das Montanhas Arklay. Chris Redfield, Jill Valentine, Barry Burton, Rebecca Chambers e outros integrantes acabam descobrindo que a mansão esconde instalações da Umbrella.

O episódio marca o nascimento definitivo da identidade de Resident Evil. Zumbis, criaturas mutantes, experimentos secretos e a descoberta de uma conspiração corporativa estabelecem os principais elementos que seriam desenvolvidos nos capítulos seguintes.

Resident Evil 2 e a destruição de Raccoon City

A cronologia avança para setembro de 1998, quando o vírus se espalha pela cidade de Raccoon City. Resident Evil 2 acompanha Leon S. Kennedy em seu primeiro dia como policial e Claire Redfield, que procura pelo irmão Chris.

A cidade rapidamente se transforma em uma zona de sobrevivência. O departamento de polícia, os laboratórios subterrâneos e as instalações da Umbrella revelam novas camadas da conspiração.

Um dos elementos mais importantes do jogo é a presença do G-Virus, desenvolvido pelo cientista William Birkin. Após ser atacado por agentes enviados para roubar a pesquisa, Birkin injeta o vírus em si mesmo e se transforma em uma criatura cada vez mais instável.

Enquanto Leon e Claire tentam escapar, a situação de Raccoon City se deteriora rapidamente. O governo norte-americano decide destruir a cidade para impedir que a infecção se espalhe.

Resident Evil 3 acontece antes, durante e depois de Resident Evil 2

A posição de Resident Evil 3: Nemesis na cronologia é curiosa porque sua história atravessa o mesmo período de Resident Evil 2. Jill Valentine enfrenta o caos de Raccoon City antes dos acontecimentos protagonizados por Leon e Claire, enquanto uma parte posterior da aventura ocorre depois.

Jill é perseguida pelo Nemesis, uma arma biológica criada pela Umbrella especificamente para eliminar os membros restantes dos S.T.A.R.S. A perseguição transforma o jogo em uma corrida contra o tempo, enquanto a cidade se aproxima da destruição.

O final representa uma ruptura importante para a franquia. Raccoon City é eliminada em uma tentativa de conter a epidemia, mas as consequências do incidente continuam influenciando a história durante anos.

Resident Evil Code: Veronica amplia a história de Claire

Poucos meses depois da destruição de Raccoon City, Claire Redfield continua procurando Chris. Sua investigação a leva até uma instalação da Umbrella, onde acaba capturada e enviada para a Ilha Rockfort.

Code: Veronica apresenta a família Ashford e aprofunda a rivalidade entre personagens ligados à própria origem da Umbrella. Alfred e Alexia Ashford ocupam posições centrais na trama, enquanto Claire reencontra Steve Burnside e posteriormente recebe a ajuda de Chris.

O capítulo também é importante porque mostra que o problema não terminou com a destruição de Raccoon City. A Umbrella continua operando em diferentes locais e acumulando pesquisas perigosas.

Resident Evil 4 muda o rumo da série

Se os primeiros jogos estavam concentrados em zumbis e experimentos da Umbrella, Resident Evil 4 apresenta uma mudança significativa. A história ocorre em 2004, seis anos depois dos acontecimentos de Raccoon City.

Leon S. Kennedy agora trabalha para o governo dos Estados Unidos e recebe a missão de resgatar Ashley Graham, filha do presidente. A investigação o leva a uma região rural da Europa dominada por membros do culto Los Illuminados.

O agente biológico da vez é o Las Plagas, um parasita capaz de controlar seus hospedeiros. A aventura introduz personagens como Ada Wong e Luis Sera e também recupera figuras conhecidas, especialmente Albert Wesker.

A mudança de proposta também redefiniu a jogabilidade da franquia. O terror ainda existe, mas a ação ganha muito mais espaço, estabelecendo uma fórmula que influenciaria vários jogos posteriores.

Resident Evil 5 e a queda de Albert Wesker

Em 2009, a história chega a Resident Evil 5. Chris Redfield trabalha na organização BSAA e viaja para a África ao lado de Sheva Alomar. A missão inicialmente envolve a investigação de atividades suspeitas, mas rapidamente revela uma ameaça muito maior.

A trama conecta diferentes pontos da mitologia da franquia. A Umbrella, os experimentos biológicos e a busca de Wesker por uma nova forma de evolução humana voltam ao centro da narrativa.

O jogo também revela detalhes sobre Jill Valentine e estabelece o confronto definitivo entre Chris e Wesker. O encerramento dessa história representa uma das maiores conclusões da primeira grande fase de Resident Evil.

Resident Evil 6 conecta vários protagonistas

Ambientado em 2012 e 2013, Resident Evil 6 reúne diferentes personagens em uma única crise global. Leon, Chris, Jake Muller e Ada Wong participam de campanhas que se cruzam ao longo da história.

O C-Virus provoca novos surtos em diferentes partes do mundo. O jogo amplia a escala da franquia, deixando para trás o modelo de uma cidade isolada ou de uma instalação secreta e apresentando uma ameaça internacional.

Jake, filho de Albert Wesker, também ganha importância ao carregar uma característica genética capaz de oferecer resistência ao vírus. Sua presença cria uma conexão direta entre a nova geração de personagens e a antiga trajetória da Umbrella.

Resident Evil 7 inaugura uma nova fase

Em 2017, Resident Evil 7: Biohazard apresenta Ethan Winters, um protagonista até então desconhecido. Três anos depois do desaparecimento de sua esposa Mia, Ethan recebe uma mensagem que o leva até uma propriedade abandonada na Louisiana.

A família Baker passa a ocupar o centro da narrativa. Jack, Marguerite e Lucas apresentam diferentes formas de ameaça, enquanto o jogo introduz o misterioso fungo que está por trás dos acontecimentos.

A mudança para a perspectiva em primeira pessoa aproxima o jogador do ambiente e recupera uma atmosfera de terror mais intensa. A história também estabelece uma ponte para Resident Evil Village.

Resident Evil Village continua a história de Ethan

Resident Evil Village acontece alguns anos depois de Resident Evil 7. Ethan e Mia tentam reconstruir a vida ao lado da filha, Rosemary, mas a família volta a ser envolvida em uma situação sobrenatural e biológica.

A investigação leva Ethan até uma vila isolada na Europa, onde ele encontra figuras como Lady Dimitrescu, Donna Beneviento, Moreau e Heisenberg. Aos poucos, a relação entre os acontecimentos da vila e o Megamiceto é revelada.

A história também recupera Chris Redfield e esclarece acontecimentos ligados a Mia, à organização Blue Umbrella e ao passado de Miranda. O final amplia a mitologia e prepara terreno para novas histórias.

Onde entram os remakes na cronologia?

Um dos pontos que mais confundem novos jogadores é a existência dos remakes. Resident Evil 2, Resident Evil 3 e Resident Evil 4 receberam novas versões que modernizam gráficos, controles, ambientação e determinados elementos narrativos.

Eles não precisam ser tratados como acontecimentos completamente diferentes na linha do tempo. Na prática, funcionam como releituras das histórias originais, apresentando as mesmas bases cronológicas com mudanças importantes na forma como determinados eventos são apresentados.

A evolução tecnológica fica especialmente evidente quando esses remakes são executados em computadores atuais. Uma máquina como o Pc Gamer Intel I9 14900kf 64gb 2tb Ssd Rtx 5080 W11 oferece capacidade suficiente para explorar os recursos gráficos mais exigentes da franquia em resoluções elevadas, embora a experiência narrativa continue sendo o elemento principal.

Qual é a ordem cronológica de Resident Evil?

Para quem deseja acompanhar a história de maneira linear, uma ordem simplificada pode começar pelos acontecimentos anteriores à saga principal e seguir até os capítulos mais recentes:

  1. Resident Evil 0, em 1998.
  2. Resident Evil, em 1998.
  3. Resident Evil 2, em 1998.
  4. Resident Evil 3, durante o incidente de Raccoon City.
  5. Code: Veronica, em 1998.
  6. Resident Evil 4, em 2004.
  7. Resident Evil 5, em 2009.
  8. Resident Evil 6, entre 2012 e 2013.
  9. Resident Evil 7, em 2017.
  10. Resident Evil Village, em 2021.

Essa relação não contempla todos os derivados, episódios paralelos e materiais complementares, mas oferece uma visão clara da trajetória principal.

Por que a cronologia de Resident Evil continua relevante?

A força da narrativa de Resident Evil está justamente na maneira como diferentes histórias permanecem conectadas. Personagens desaparecem e retornam anos depois, organizações mudam de nome, vírus dão lugar a parasitas e fungos, enquanto acontecimentos de décadas anteriores continuam influenciando o presente.

A cronologia também ajuda a compreender a transformação temática da série. O primeiro jogo trabalha com uma conspiração corporativa e experimentos secretos. Depois, a franquia passa por crises urbanas, terrorismo biológico, cultos, ameaças internacionais e, posteriormente, elementos ligados a fungos e modificações biológicas.

Mais do que simplesmente acompanhar uma sequência de jogos, entender a ordem dos acontecimentos permite perceber como a série construiu sua própria história ao longo de décadas. Entre mansões, laboratórios, cidades destruídas e vilarejos isolados, Resident Evil transformou uma experiência de horror em uma das narrativas mais reconhecíveis da história dos videogames.