Gamescom latam: Phantom Blade Zero é um RPG de ação brutal com combates frenéticos

Durante a gamescom latam 2026 tive a oportunidade de testar a demo disponível de Phantom Blade Zero em um dos estandes mais chamativos e concorridos da feira. Foi uma grata surpresa ver que ele é mesmo tudo aquilo que parecia, se mostrando um excelente jogo de ação. O título de RPG de Ação Wuxia da S-GAME chega em 8 de setembro para PlayStation 5 e PC.

Inspirado em em um gênero comum chinês conhecido com Wuxia, uma mistura de artes marciais com fantasia heroica, Phantom Blade Zero traz ainda elementos Steampunk e Cyberpunk e por isso ganhou a denominação Kungfupunk para seu estilo de jogo, dado por Soulframe Liang, produtor e diretor do jogo. E sinceramente, é um ótimo jeito de se referir a Phantom Blade Zero.



A demo disponibilizada para teste tinha um grande foco na ação e em mostrar um pouco mais do mundo do game. Somos apresentados a um mundo devastado, com muitos dos NPCs que encontramos com histórias tristes e um destino trágico, não só as pessoas, mas também ao ambiente, que mistura muito bem dark fantasy com os elementos de Steampunk e Cyberpunk, quebrando um pouco a estética ancestral dos cenários, mas que combinou perfeitamente.

Mas vamos ao que mais importa, a ação! Antes de conseguir jogar, a impressão que tinha era que Phantom Blade Zero seria mais um Soulslike, mas felizmente me enganei, ele tem sim algumas elementos que se popularizaram pelos jogos da FromSoftware, mas com uma ação bem mais fluida e frenética, puxando bem mais para o Hack’n Slash.

Soul utiliza dois tipos principais de ataques, os rápidos e os pesados. Os ataques rápidos são ideais para formar combos mais longos e desestabilizar os inimigos. Já os ataques pesados, embora mais lentos, causam um alto dano e podem atordoar o adversário, dependendo da situação. No entanto, o uso de ataques pesados consome Sha-Chi (o equivalente à vigor/stamina), diferentemente dos ataques rápidos, que podem ser executados livremente.

Há ainda 2 armas secundárias que ao serem usadas consomem alguns pontos de habilidades, mas que podem ser facilmente recuperadas ao enfrentar novos inimigos. Isso ajuda a não abusar demais só das armas secundárias que podem ser armas a distância também.

É bem dinâmico e fluido as combinações que podemos fazer usando esses três ataques que ficam mapeados no ⬛/ X para os ataques rápidos, no ▲/Y os ataques pesados e as armas secundárias podem ser usadas com o R2/ RT.

Para aumentar ainda mais a liberdade do jogador em se adaptar às armas, há uma grande variação delas. Durante a demonstração pudemos escolher entre cerca de 10 para testar, mas serão bem mais na versão final.

Alternar as armas equipadas – que podem ser apenas 2 – durante o combate também é bem fluido e rápido, não quebrando o ritmo frenético das lutas, embora exista um pequeno tempo de recarga antes de poder trocar novamente.

Puxando para os elementos de Soulslike temos a defesa, o parry e a esquiva. A defesa é muito boa em qualquer ocasião, mas como console Sha-Chi ao bloquear os ataques inimigos, abusar dela pode te deixar em maus lençóis.

O parry, por sua vez, repele os adversários e, se executado com precisão, oferece uma vantagem momentânea sobre o oponente, tal como acontece com a esquiva. Essas duas mecânicas se complementam, pois existem ataques impossíveis de serem bloqueáveis, que forçam o jogador a esquivar e, se for executada perfeitamente, ainda garante um contra-ataque. O jogo estimula e recompensa o uso correto, especialmente do parry e da esquiva.

Existe ainda um ataque especial executado com L2/LT que também consome sua barra de vigor, mas é um ataque poderoso, que sabendo usar, pode te tirar de algumas enrascadas. É excelente para afastar os inimigos quando acaba encurralado por eles, além de garantir um bom dano nos safados.

É possível executar finalizações imediatas nos inimigos, mesmo que ainda tenham vida, se a barra de vigor deles for esgotada, isso acontece quando recebem uma quantidade de dano considerável. Além disso, ao surpreender inimigos de forma furtiva, é possível finalizá-los sem que tenham qualquer chance de reação.

A brutalidade da ação não se limita apenas às finalizações, a qualidade se estende a todos os golpes, às sequências de combos e à execução de cada movimento pelo personagem, parecendo uma coreografia magistral. Além da jogabilidade que impressiona, a estética visual também chama a atenção, os cenários, a ambientação e os gráficos em geral são bem bonitos.

Embora durante a demo a exploração fosse limitada, era possível encontrar alguns coletáveis que servem de background para a história do jogo, como memórias daqueles que já partiram e alguns itens que melhoram alguns status do personagem, como aumentar a barra de vigor, por exemplo, algo bem parecido com o que encontramos em Devil May Cry por exemplo.

Havia ainda um chefe opcional, que poderia ser encontrado por um caminho alternativo e a batalha acontece no telhado de um pagode. Essa luta exala tudo o que o gênero e cultura Wuxia carrega, me senti vendo de fato um personagem de um filme do gênero, que ficou bem popular no final dos anos 90 e começo dos anos 2000.

As lutas contra os chefes também foram um show a parte, principalmente o chefe final. Mesmo que a dificuldade se eleve nessas lutas, não se tornam insuperáveis ou frustrantes a ponto de se estressar com o jogo – claro que a dificuldade jogada influência, mas só o fato de poder escolher já é um ponto positivo.

Estande tão impressionante quanto o jogo

Phantom Blade Zero tinha um estande próprio bem chamativo na gamescom que atraiu muita gente – claro, o jogo fez muito disso por si só, mas toda a estética montada também ajudou. Eles tentaram incorporar parte da estética do game para o estande e funcionou muito bem.

Por fora, a ambientação era um emaranhado de fios vermelhos, mas o interior abrigava uma estética Wuxia totalmente construída para imergir o jogador. Quem testou o jogo, tanto a imprensa quanto o público geral, foi presenteado com um “Manual do Jogador” de alta qualidade, um livro de capa dura e páginas texturizadas que oferece mais detalhes e dicas sobre o jogo. É como se fosse uma edição de luxo dos manuais que acompanhavam as mídias físicas antigamente.

Aos que conseguiram terminar a demo de Phantom Blade Zero dentro de uma hora, que era o tempo disponível para jogar, receberam ainda um carimbo no livro e um amuleto e/ou fotos com as artes do jogo.

A experiência não parava por aí, pois era possível tirar foto com alguns acessórios e apreciar uma pequena exposição com armas e outros itens do jogo.

Prepare-se para o Kung Fu Punk

Sinceramente tudo o que pude experimentar em Phantom Blade Zero, me deixaram com uma grande expectativa para seu lançamento em setembro. Agora sabendo que ele puxa muito mais para o Hack’n Slash que para o Soulslike, com um combate excelente e uma história sombria de fundo, mal posso esperar para poder jogar a versão final. Não é atoa que ele vem sendo um dos grandes jogos aguardados (assim como vários outros que já tivemos) para este ano.

 

O assassino de elite Soul serve a uma organização misteriosa e poderosa conhecida como A Ordem, mas é incriminado pelo assassinato de seu patriarca. Ele é gravemente ferido durante a caçada que se segue, mas sobrevive e recebe 66 dias de vida graças a uma cura temporária de um curandeiro místico. Com o tempo se esgotando, Soul parte para desvendar a conspiração que o condenou.

*Texto publicado sob supervisão do jornalista Ricardo Andretto. Fotos por Dry Portes.

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