O Making of de Resident Evil 7 – Parte 2

Após revelar como foram os primeiros meses de desenvolvimento de Resident Evil 7 na primeira parte do Making of, vamos entender como foi feita a escolha do cenário e como foram feitas algumas cenas para o jogo nesta segunda parte.

O diretor de arte Toshihiko Tsuda revela que a equipe sentiu que o estilo gótico sulista seria adequado para o tom da atmosfera que desejavam. Logo, eles pesquisaram no Google, viram algumas imagens. Tsuda queria confirmar que Louisiana seria mesmo ideal, então conseguiu permissão da Capcom para visitar o local.

Várias fotos foram tiradas de prédios históricos e plantações, para depois serem compartilhadas com o time. Convencidos, a equipe já começou a criar o que viria ser a mansão dos Bakers. Uma segunda viagem à Lousiana foi realizada para a equipe de arte tirar fotos para referências na criação das texturas e o uso de fotogametria para capturar objetos e locais específicos.

Morimasa Sato, diretor de cenário, conta que o primeiro personagem criado para Resident Evil 7 foi ninguém menos que Jack Baker, apelidado de “Papai” na época. Em sua versão original, foi concebido com um assassino monstruoso e violento. Ao passo que esse aspecto foi mantido, Sato revela que teve a missão de construir o personagem para ser algo além disso.

Jack possui uma certa dualidade, que é seu lado paterno, misturado com suas tendências sádicas e homicidas. Sato revela que foi basicamente um processo de tentativa e erro que levou meses e até chegou a gerar grande stress, pois o objetivo não era apenas ele ser um monstro.

Resident Evil já teve inimigos perseguidores antes, como o clássico Nemesis, mas Sato também se inspirou em filmes clássicos, como O Iluminado, onde Jack Nicholson interpreta o lunático Jack Torrance. Esta foi a razão pela qual Sato deu o nome de Jack Baker ao nosso vilão favorito de Resident Evil 7.

Jun Takeuchi, produtor executivo, revela que uma das cenas favoritas criadas para o jogo foi a da sala de jantar, onde os Bakers convidam Ethan Winters para ceiar com eles, e a cena chocante tem início. Takeuchi confidencia que a cena original era diferente, pois Jack e Marguerite eram mais alegres como casal, mas por ser um jogo de horror, tanto ele quanto o diretor Koshi Nakanishi concordaram que deveria ser diferente.

Nakanishi então mostrou como ele imaginava a cena, filmando a si e outros membros do time em algo que viria a ser a cena que conhecemos hoje. A cena funciona, porque deixa clara a insanidade da família Baker imediatamente para o jogador. O diretor acreditava que para fazer de Resident Evil 7 jogo de horror autêntico, a equipe precisava viver experiências horripilantes.

Então, veio a ideia de visitar lugares assombrados. No Japão, isso é visto como um “teste de coragem”. Nakanishi propôs ao time para incluir esse tipo de experiência no jogo, então decidiram visitar alguns lugares considerados mal assombrados com suas GoPro’s. Essas experiências acabaram se transformando no conceito das Fitas VHS que encontramos no decorrer do jogo.

Takeuchi finaliza essa segunda parte comentando como ele acha autêntico o amor de Mia Winters por Ethan. Um de seus momentos favoritos é na parte em que ela o salva de uma armadilha, mais próximo do final do jogo, e pede para que ele fuja enquanto fica para trás, lembrando que mesmo em um jogo de horror, os laços entre as pessoas são importantes.

Fiquem ligados no REVIL para o resumo das próximas partes e também para ficar por dentro de tudo sobre Resident Evil 7!

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