Análise – Overwatch – PlayStation 5

Não somente a organização internacional de heróis chamada Overwatch está de volta na lore do jogo, como também o game deixa o título Overwatch 2 de lado para retornar ao original, “Overwatch”, marcando o início de uma nova era no game.

A nova era de Overwatch é marcada por uma série de mudanças no jogo que vão desde um sistema de menus completamente repaginado até mudanças de gameplay que incluem a introdução de subclasses de herói dentro de cada categoria com a inclusão de habilidades exclusivas para cada novo papel.



O time responsável pelo desenvolvimento da história está trabalhando a todo vapor e entregando uma tremenda trama que chama a atenção pela retomada do foco na progressão da história do universo de Overwatch. E não para por aí! O retorno triunfal de Overwatch trouxe também a estreia de 5 novos personagens jogáveis repletos de personalidade com designs originais e habilidades nunca antes vistas.

O Impacto com a nova era de Overwatch começa na tela principal com o retorno da icônica tela azul de carregamento do jogo. O tema branco e laranja característico de Overwatch 2 dá lugar ao azul clássico e nos faz lembrar dos primeiros anos de jogatina. Porém, essa nostalgia rapidamente dá lugar ao espanto de se ver uma tela de menu inicial completamente nova. O novo padrão lembra muito o menu de Marvel Rivals e possui uma navegabilidade mais rápida e intuitiva. É possível ir direto para a opção de procurar uma partida, que agora fica na parte superior da tela de forma rapidamente acessível. No console, cada atalho já vem atribuído a um botão, bastando pressionar e segurar para acessar de forma rápida cada uma das telas.

Muito além do visual novo, Overwatch traz também interessantes novidades no gameplay: As subfunções de cada categoria de herói. As subfunções de cada grupo concedem habilidades passivas específicas baseadas no estilo de jogo de cada herói.

No grupo de Dano, heróis foram divididos entre Flankers (com bônus de cura em pacotes de saúde), Recon (que revelam inimigos feridos através de paredes), Sharpshooters (que reduzem cooldowns com acertos críticos) e Specialists (com recarga acelerada após eliminações).

Os Tanques agora se dividem em Stalwarts (resistentes a controle de grupo), Initiators (que se curam ao saltar/voar) e Bruisers (com resistência a críticos e bônus de velocidade em vida baixa).

Por fim, o Suporte recebeu as divisões Medic (autocura ao curar aliados), Survivor (regeneração ativada por habilidades de movimento) e Tactician (focado em retenção e ganho estratégico de carga de Ultimate). Essa segmentação visa aprofundar a identidade de cada personagem, oferecendo vantagens táticas que recompensam a execução correta de seus papéis específicos em combate.

O sistema de subroles combinado com o sistema de perks anteriormente implementado possibilita que cada personagem tenha diferentes maneiras de serem jogados, trazendo ainda mais variedade para os campos de batalha e permitindo estratégias e abordagens diversas para os seus personagens preferidos.

Além da introdução das novas subfunções, no campo do gameplay também temos o reset do ranqueado. O modo competitivo foi inteiramente reiniciado e volta à sua primeira temporada. A proposta agora é a de dividir cada ano em temporadas que são inteiramente reiniciadas ao final de cada uma. Isso permite aos jogadores um “novo início” periódico sem estarem presos ao desempenho de temporadas passadas.

E a lore segue viva!

A nova era de Overwatch começou com um novo curta de animação com a nova vilã que marca o retorno da Talon, a Vendetta. O filme mostra a origem da nova vilã que promete ser o maior desafio enfrentado pela Overwatch desde o ataque do Setor Nulo.

 

Ao longo da temporada também foram lançados mini-episódios de graphic novels interpretados por atrizes/atores de personagens do jogo (em inglês), como “Das Cinzas” – Fareeha Yue Andersen.

Isso mostra que a lore de Overwatch volta a ser um dos focos de desenvolvimento da Blizzard a partir de agora. A notícia é excelente para os fãs que amam o universo do jogo e que estavam carentes de novidades nesse campo há um bom tempo.

O pacote do passe de temporada conta com diversas skins que contam esse desenvolvimento da história de forma sutil porém marcante. As skins denominadas Nova Era mostram a evolução dos personagens da Overwatch e da Talon no universo do game.

À medida que progride nos níveis do passe de batalha, o jogador irá desbloquear uniformes novos da Overwatch para diversos heróis. Cada roupa trás detalhes de como a Overwatch foi bem sucedida em batalhas anteriores e no recrutamento de novas vozes para a sua causa. Vilões da Talon, por sua vez, também ganharam visuais arrepiantes mostrando toda a voracidade e sede de vingança da nova líder da organização criminosa.

Os novos personagens adicionados dão um toque ainda mais especial à história. Além de contarem com um design original e com uma diversidade pensada para que cada personagem seja o preferido de alguém, a história de fundo de cada um se encaixa em algum ponto importante do universo de Overwatch, realimentando antigas teorias e deixam a gente com aquele gostinho de quero mais pra saber qual será o papel de cada um no futuro da trama.

Podemos considerar o retorno de Overwatch como nada menos que triunfal. As tomadas de decisão da Blizzard em relação ao futuro da franquia parecem estar alinhadas com o que os jogadores esperam que Overwatch seja.

A presença de um concorrente como Marvel Rivals no mercado teve um efeito positivo no game que precisou se reinventar sem perder a identidade. Overwatch, em uma só cartada, volta às origens e desenha para si um novo futuro.

É possível conquistar itens personalizáveis incluindo skins lendárias dos personagens via caixas de recompensas que podem ser acessadas ao se completarem desafios no jogo. É uma recompensa por jogar o jogo. Essa mecânica soluciona um impasse que incomodava bastante em Overwatch 2 e foi quase uma mancha na franquia; a sensação de um jogo excessivamente monetizado em que só era possível ter acesso à conteúdos especiais pagando por eles. A venda de loot boxes para menores de 18 anos em jogos e mídias digitais é vetada pela lei brasileira (Lei nº15.211/2025 ou Lei Felca) e a Blizzard removeu esse sistema de compra de caixas de itens aleatórias do jogo no país.

Colaborou com a revisão deste conteúdo: Ricardo Andretto

Análise realizada com códigos do Pacote Inicial e Passe de Batalha da 1ª Temporada de Overwatch cedidos pela Blizzard. O autor da análise também recebeu códigos do Visual de Arma Mítico da Juno, Loverwatch e da colaboração Hello Kitty e Amigos.

Pontos positivos:
Melhorias que podem ser sentidas na tela de início;
Novas subclasses dos personagens com estratégias e mais variedade aos combates;
Novos personagens divertidos de jogar;
Itens personalizáveis como recompensa por jogar;
Vilões e heróis cheios de personalidade e estilo.
Pontos negativos:
Alguns heróis antigos estão desbalanceados e necessitam de rework em suas habilidades para serem competitivos no atual estado de Overwatch;
Alguns personagens claramente recebem mais atenção que outros no jogo, enquanto uns tem novas skins e itens cosméticos lançados com frequência, outros seguem completamente esquecidos.
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