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Faltando pouco mais de um mês para o lançamento oficial de Resident Evil 7, o REVIL teve a oportunidade de jogar algumas horas do game e pudemos conferir as mudanças que o jogo traz em relação aos capítulos anteriores da franquia e também pudemos vivenciar muitos dos elementos clássicos que voltaram remodelados.

Violência e gore

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O trecho que joguei se inicia na já famigerada cena do jantar com os Baker. De acordo com a Capcom, essa cena acontece após cerca de uma hora de gameplay a contar do início do jogo.

Vale destacar que a versão que joguei já conta com todas legendas e menus em português, e a cena do jantar mostra Jack decepando o braço de Lucas, ou seja: a versão nacional do jogo contará com o nível máximo de violência e gore, diferente das versões orientais que terão esses elementos atenuados.

No decorrer do trecho jogado, diversas outras cenas trouxeram um nível de violência e gore bastante elevado. Desmembramentos, decapitações, mutilações e muito sangue tornam o ambiente do jogo ainda menos amistoso ao jogador, mostrando que praticamente a todo momento haverá algo com potencial perigoso para ferir Ethan.

Jogabilidade

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Com uma jogabilidade bastante precisa, respostas rápidas e comando simples, as mecânicas de RE7 são uma mistura de jogos em primeira pessoa com as clássicas mecânicas dos jogos mais antigos da franquia, dando a sensação de estar jogando algo novo porém extremamente familiar por conta dessa mistura.

Apesar do jogo ter um ritmo predominantemente mais lento, nos momentos de perseguição e combate é imprescindível o jogar ter agilidade nos dedos e no pensamento para sobreviver às situações.

Assim como em RE5 e RE6 o inventário é acessado sem pausa no jogo, e rapidez de raciocínio e saber exatamente o que se busca nele é essencial para a sobrevivência em meio a combates. Para complicar ainda mais as coisas, as animações de uso do medicamento e de recarregar as armas são bastante lentas, tornando Ethan extremamente vulnerável no momento destas ações.

Combate

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Os mofados, ao que tudo indica, serão os inimigos mais comuns do jogo, e são muito mais resistentes e agressivos do que os zumbis clássicos, como todo mundo já pode atestar na demo Beggining Hour. Quase sempre o combate contra eles é a pior alternativa, aqui o recurso de fechar as portas pelas quais você passa se torna uma importante arma para se livrar momentaneamente das criaturas.

As batalhas contra bosses são uma atração à parte, e tem uma importante diferença em relação aos demais jogos da franquia. Se antes, quando íamos enfrentar um boss quase sempre eramos brindados com alguma arma mais forte e munições, o mesmo não acontece em RE7, ao menos no trecho jogado. A astúcia e a percepção são os principais aliados nesses casos: deve-se analisar e observar seus padrões de ataque e também o cenário para encontrar elementos ou objetos que possam ser utilizados na batalha, tanto para se defender como para atacar. Os disparos simples das armas que se tem à mão pouco dano causam nos bosses.

Confira também: trailers e gameplays de Resident Evil 7

Gráficos e som

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Esses dois elementos foram pensados e projetados para causar uma grande imersão no jogador que utilizar o PSVR, entretanto, mesmo sem o uso do periférico, temos um jogo com câmera em primeira pessoa com visuais que saltam aos olhos, em uma localidade bastante suja, cheia de elementos, portas, armários e janelas que convidam o jogador para a exploração.

Tudo que está presente no cenário parece ter alguma utilidade, ou estar ali para agredir o jogador de alguma forma. O mesmo acontece com a sonorização: por não ser um agente treinado como os demais protagonistas de RE, e nem ao menos ser um policial, Ethan é extremamente barulhento, cada um de seus passos e de suas ações ecoam pela macabra residência dos Baker, e muitas vezes isso já vai ser o suficiente para assustar o jogador. Se isso já não fosse o bastante, Jack persegue Ethan através do barulho de seus passos, deixando ao jogador a difícil escolha: movimentar-se lentamente para evitar o barulho, ou correr para tentar despistar Jack fazendo uso das portas, passagens e acessos da residência?

O passado nunca foi tão presente

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Se muita gente torce o nariz pelo fato de Resident Evil 7 ser um jogo em primeira pessoa e por não contar com os clássicos e cansados Chris, Jill, Leon, Claire e Ada, existe uma infinidade de elementos que fazem o passado da franquia ser extremamente presente e que tornam o jogo bastante familiar:

  • Há muitos files espalhados pela residência dos Baker, e eles dão importantes pistas sobre o que está acontecendo ali e também dicas para a resolução de puzzles;
  • As fitas VHS funcionam como files mais detalhados e que o jogador por vivenciar; embora não sejam obrigatórias, elas também dão importantes dicas para os puzzles, bem como situam melhor o jogador nos acontecimentos;
  • Os puzzles estão presentes, sua resolução quase sempre é instintiva e pode ser feita pelo método de tentativa e erro, entretanto, observando os cenários, files e VHS dicas importantes são dadas já que resoluções erradas trazem consequências;
  • Inventário com espaços bastante limitados;
  • Item boxes (baús) para depositar itens, armas, munições e chaves que não serão usadas naquele momento;
  • Apesar de checkpoints automáticos, é necessário salvar seu progresso nos gravadores;
  • As save rooms estão de volta, com a característica música calma e a presença dos baús e do gravador;
  • Quantidade pequena de munições e itens de cura;
  • Corredores estreitos e escuros, o que dificulta o combate;
  • É mais importante pensar do que atirar, como não se via em RE desde os Outbreaks;
  • Há muitas chaves temáticas e portas que devem ser abertas coletando-se itens que podem ser usados sozinhos ou combinados a outros para a criação de uma nova chave;
  • A exploração é essencial para encontrar itens, munições, files e chaves;
  • Prepare-se para muito backtrack;
  • A localidade do jogo – a propriedade dos Baker é uma óde ao passado da franquia, mais precisamente à mansão Spencer. Passagens secretas, armadilhas, puzzles, portas temáticas, segredos, área externa, casa secundária e muita exploração, impossível não fazer o paralelo entre as duas;
  • Jack é um perseguidor tão ou mais implacável do que Nemesis.

B.O.W.s

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Outra grande preocupação dos fãs, era sobre os inimigos do jogo. Na demo Beggining Hour, vemos um fantasma em diversos momentos, o que levantou a preocupação sobre o jogo ir no caminho sobrenatural e deixar o risco biológico, vírus, parasitas e BOWs para trás.

Com a atualização final da demo, no final verdadeiro, o protagonista escapa da casa mas seu depoimento para a polícia é arquivado pois foram encontrados com ele pílulas de LSD. Essa pode ser inclusive a explicação para os fantasmas que vemos em Beggining Hour.

No jogo em si, nada de aparições ou fantasmas. A presença dos mofados dá fortes indícios de que seja lá o que esteja acontecendo com os Bakers e com sua propriedade, seja algo relacionado a algum fungo, que assim como os vírus, podem se propagar pelo ar, alojando-se no sistema nervoso de seres humanos e causando sérios males (como acontece no jogo The Last of Us, onde o fungo cordyceps é o responsável pela contaminação e pelo apocalipse).


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A impressão depois de algumas horas de jogo é bastante positiva. Particularmente, não havia entrado no hype do jogo, e embora estivesse receptivo as novidades, estava com um pé atrás em relação ao jogo por conta das recentes decepções que tive com a franquia e também por conta de tantas mudanças.

Ao que tudo indica, Resident Evil 7 vem mesmo para cravar o survival horror novamente no coração da franquia, valendo-se de sensações nostálgicas e que haviam ficado perdidas nos últimos 10 anos da franquia. Misture a isso uma jogabilidade nova, e temos um sopro de novidade em meio a uma franquia que vinha com sua fórmula bem desgastada a algum tempo.

Embora não seja fã de jogos em primeira pessoa, RE7 vem se mostrando muito mais do que “mais um jogo de terror em primeira pessoa”. Ao me deparar com tantos elementos familiares da franquia neste jogo, com grandes visuais, o mistério que encobre a história e uma jogabilidade extremamente precisa e de fácil assimilação, temos como resultado um jogo que tem potencial para se juntar aos melhores da franquia.

Resident Evil 7 chega em 24 de janeiro para PlayStation 4, Xbox One e PC. Com suporte ao PSVR, o jogo promete redefinir a franquia Resident Evil, e iniciar um novo arco na história de uma das franquias mais antigas e bem sucedidas da história dos games.

Agradecimento ao Fabio Santana da Capcom-Unity Brasil pelo convite para testar o jogo.

 

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