PlayStation vai acabar com discos e expõe crise que afeta gamers

Pegando quase todo mundo de surpresa, a Sony aproveitou a polêmica do Grand Theft Auto VI (GTA VI), que não vai ser lançado em disco, para matar de vez todas as mídias físicas em consoles PlayStation. A produção de mídias físicas vai ser encerrada em janeiro de 2028 e afeta discos futuros para videogames. O anúncio foi realizado pela marca em versões do PlayStation Blog pelo mundo, inclusive o do Brasil.

Apesar de usar um discurso que faz sentido em pleno 2026, com consumidores aderindo cada vez mais ao formato digital, a decisão de matar os discos expõe a CRISE do PlayStation, em letras garrafais. É uma “direção natural para a Sony Interactive Entertainment se adaptar às tendências de consumo”, ao que disseram, mas o grande problema é que quem tem um PlayStation sabe o quanto a Sony tem se esforçado em ficar na posição de “Apple dos videogames”. Isso de se adaptar é balela, conversa para boi dormir, e preços de jogos digitais só tem aumentado, prejudicando o consumidor em videogames da marca.



Se você é um comedor de b****, adorador de empresa multimilionária, recomendo que pare a leitura por aqui, porque já vi pessoas por aí que seguem até defendendo jogos somente em inglês – caso do GTA VI, que pelo preço deveria até chegar com DUBLAGEM EM PORTUGUÊS DO BRASIL. Dito isso, se decidiu continuar a leitura, bora!

PlayStation de luto pelo fim de discos?

A Sony é uma empresa mercenária. Evoluiu a tal ponto que, hoje, assumiu meio que o posto da Nintendo nessa. A Nintendo tem se adaptado a mercados, errando com Mario Kart World, mas evoluindo na medida que parece entender o consumidor. Star Fox é prova disso, um jogo que equipara com o preço do exterior no Brasil e que tem inclusive dublagem em português. Até mesmo promoções em jogos próprios, do Mario como exemplo, têm sido realizadas em especial no campo digital – é se adaptar, mas essa aí também tem só engatinhado nisso.

Dito isso, e para não parecer que sou defensor de uma ou outra marca, se PlayStation, por meio da Sony Interactive Entertainment, diz se adaptar às tendências de consumo, porque caralhos jogos e SERVIÇOS da marca PlayStation seguem sendo os mais caros por aí? Não comento sobre Xbox, porque a Microsoft nem se esforça mais em terminar de matar a marca.

As coisas evoluem, como tudo na vida evolui, mas acabar com discos é problemático a todos os jogadores. Isso acaba com o poder de escolha das pessoas sobre propriedades, extingue o mercado de usados e obriga todo mundo a ter um só lugar para comprar jogos: a loja PlayStation Store. E se você vive num mundo de fantasia, já vai logo usar o seu algodão doce, que uma vez foi um cérebro, para pensar: mas ah, agora os jogos vão ficar mais baratos. Não vão. Sendo tudo digital, o poder de controle é da Sony, a “Apple dos videogames”. E você aí do outro lado da tela acredita realmente que vão abaixar o preço depois do que rolou com GTA VI? Inicie o seu PlayStation 5 aí e veja o que aparece como destaque na tela!

Personagem de Grand Theft Auto VI socando algo com raiva

PlayStation está aproveitando a polêmica do GTA VI para imputar a mudança. Mudança que afeta o mercado físico, onde lançamentos comumente são encontrados mais baratos se comparados com suas versões digitais. Além disso, produto físico pode ser revendido, repassado, o digital não e pior: a preservação do que você comprou fica comprometida. Isso porque o que você adquire na PlayStation Store é seu, porém depende de qual o humor da Sony, que pode retirar a sua propriedade sem qualquer restituição. Isso aconteceu recentemente no PlayStation, com filmes adquiridos no Studio Canal (não disponível no Brasil).

Falando em humor, a rede de pizzas Domino’s brincou em uma publicação PlayStation: “faz tanto sentido quanto nós mudando para pizzas digitais”.

Não é para rir, mas sim chorar – de raiva – com PlayStation. É mandar tomar naquele lugar quem defender uma situação dessas.

Ao que tudo indica, Resident Evil Veronica pode ser o último jogo da série Resident Evil em discos, tanto para PlayStation 5, quanto para Xbox Series. É um triste fim. Mas ó, a Capcom já se tocou desse movimento de mercado há algum tempo e tem oferecido até mesmo lançamentos com descontos algum período após suas estreias. Resultado? Essas promoções têm surtido tanto efeito que a companhia só cresce em termos de vendas de jogos!

Sério, a Capcom eu tô defendendo nessa. Ela não está na briga de empresa que fabrica videogames, mas está se beneficiando enquanto PlayStation e Xbox batem cabeça para saber o que fazer da vida. Tem lançamento da Capcom em promoção no Nintendo Switch 2, então tem Nintendo também. Steam é outro lugar onde ofertas são frequentes. ISSO é se adaptar, sabendo manejar com descontos de fato. Agora, descontos no PlayStation? Existem. Mas não são em jogos da Sony, ou só se você assinar um Plus da vida. A “vantagem” é em ser um lambedor de marca, só.

Lamentável a atitude da Sony, da marca PlayStation.

Torcendo aqui para que algum país quebre o monopólio de loja digital “PlayStation Store” em videogames da marca, tal como aconteceu e não tem tanto tempo com a Apple que foi obrigada a aceitar outras lojas e aplicativos no iOS fora da App Store. E não precisa ir muito longe: no Brasil aconteceu um acordo entre Apple e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) que garantiu essa abertura a lojas rivais da Apple em celulares da marca – passou a vigorar em 18 de junho deste ano.

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