Análise – R-Type Dimensions III – Nintendo Switch 2

Dando uma pausa no ambiente de Resident Evil, decidi que voltaria a realizar algumas análises aqui no REVIL. Temos recebido algumas sugestões de desenvolvedores e sempre disse na equipe que é possível conciliar alguns outros jogos por aqui, afinal, somos gamers. Teve um em particular que me chamou a atenção, um novo de “navinha”, R-Type Dimensions III, e foi o que joguei mais recentemente.

R-Type Dimensions III foi lançado em 19 de maio deste ano e tem versões para Switch e Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox e PC via Steam. Joguei a do Switch 2, mas é como se eu estivesse curtindo no primeiro Switch – o preço é o mesmo e a questão gráfica não mudaria tanto, presumo. É um título para quem quer ao mesmo tempo se divertir e passar raiva. Explico logo mais…



A interface do jogo é bem simples e com poucas opções. Dá para jogar de 1 ou 2 jogadores com configurações básicas de modo: Clássico (Classic), onde há vidas há perder que quando esgotadas fazem o usuário voltar todo o cenário do início (ou de pontos muito específicos); Infinito (Infinite), no qual o controlador pode morrer a vontade e voltar do ponto exato de onde estava. Além disso, há dois tipos de dificuldade, Normal e Avançada (Advanced).

Vamos lá, para começo de conversa tenho que dizer que penei muito até aceitar que só seria feliz jogando no modo Infinito e na dificuldade Normal, isso porque R-Type Dimensions III não é um jogo de nave qualquer, é muito apelão em diversos aspectos. Mas uma vez nessa configuração, é possível ter certa paz pilotando a sua nave ao infinito e além.

Ainda como configuração, é possível definir como iniciar a aventura estelar com estilo gráfico 3D, moderno, ou 2D, de videogames antigos, assim como mexer na tela e no tipo de câmera. Não há tanto o que fazer, mas o mais legal e o que eu achei o máximo foi poder trocar o estilo gráfico com um apertar de botões DURANTE O JOGO. Gostei bastante quando apertei sem querer o “X” no meu Controle Pro e o cenário mudou em uma fração de segundo, com a trilha também acompanhando a transição.

Tá, mas como jogar?

Particularmente passei mais tempo em R-Type Dimensions III na modalidade 3D e com a segunda nave (Shadow Force) das três opções disponíveis. No 3D porque não pareceu certo voltar ao 2D, acostumado que sou com jogos mais recentes. Com a segunda de três naves porque foi a que tinha um tipo de laser melhor e que fez sentido.

A dificuldade Normal, no modo Clássico, como eu citei, é a mais tranquila e menos apelativa, mas isso não quer dizer que o jogador não passe raiva. É possível só atirar e destruir algumas naves? Sim, mas são poucos momentos de “normalidade”, pois o jogo tende a te fazer morrer mais do que vencer. Gosto disso? Depende do meu, ou do seu humor do dia, leitor. Particularmente fica a dica para os desenvolvedores, que deveriam ter balanceado isso melhor.

R-Type Dimensions III tem seis fases, cada uma com um nível de complexidade diferente. O último chefe da sexta é cansativo com suas mil formas, mas é uma visão de algo que acontece no espaço nesse universo fictício. Há um fim para o jogo, com a nave chegando a um planeta que no meu imaginário é a terra. Assim que terminei, o jogo foi logo voltando ao primeiro cenário e com a dificuldade Avançada ativada como desafio – que encarei com respeito por alguns minutos, até passar raiva!

Vale a pena?

R-Type Dimensions III é um jogo que não é novo, mas que só descobri por acaso agora. Foi lançado inicialmente em 1993 e reimaginado novamente em 2026, por iniciativa da ININ Games, sob licença da Tozai Games, que tem trabalhado em marcas antigas com desenvolvedores parceiros. Acho que em 93 esse talvez fosse um jogo que despertasse mais o meu interesse do que agora.

Vale jogar, sim, mas sinto dizer que o valor compra no lançamento é irreal para o pouco conteúdo do jogo – por até uns R$ 50 estaria de bom tom. Além disso, apesar de ter textos simplificados em menus e uma história praticamente que só existe no imaginário de quem joga, não há interface e legendas em português do Brasil.

É bom avisar ainda que os scores só valem para quem jogar no modo Clássico. Apesar de poder ser jogado de 2, é algo somente local, uma vez que não existe multiplayer online.

R-Type Dimensions III é um jogo que chama a atenção a quem busca por algo casual e tenta se divertir com uma nave espacial, mas é preciso iniciar a jornada já sabendo que há momentos em que é preciso respirar fundo para não surtar a cada fase, pois a raiva vai estar presente pelo nível de dificuldade na progressão.

Joguei R-Type Dimensions III com chave cedida pela assessoria de imprensa PR Hound.

Ponto positivo:
Opção de alterar o estilo gráfico entre 3D e 2D.
Pontos negativos:
Dificuldade elevada, o que pode afastar muitos jogadores;
Ausência de multiplayer online;
Ausência de interface e legendas em português do Brasil.
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