Análise – Diablo IV: Lord of Hatred – PlayStation 5

O acerto de contas finalmente chegou! Após acompanhar Diablo IV desde o seu lançamento, com suas temporadas, montando e refinando diversas builds, acumulando centenas de horas de farm e compartilhando cada detalhe dessa jornada com vocês, o momento para o qual tanto nos preparamos finalmente está entre nós, acabando com a ansiedade que nos consumia (e me consumia também).

Com mais de cem horas dedicadas ao jogo, e uma bagagem que vem desde o evento de lançamento que tive a oportunidade de cobrir, fui com tudo e mergulhei no capítulo mais aguardado dessa saga. Estamos frente a frente com o Mal Supremo. Confira o que achei de Lord of Hatred, a nova expansão de Diablo IV.



Nota: Joguei o DLC Lord of Hatred completo no PlayStation 5, em co-op local.

Caça ao Mefisto

Lord of Hatred narra o despertar de Mefisto, deixando vulnerável o Santuário novamente, espalhando a corrupção e a Era do Ódio por toda a península, indo diretamente às ilhas sagradas de Skovos.

O Viajante, após receber uma mensagem de Neyrelle, se junta a Lorath, mais uma vez, para fazer o que for necessário e dar fim no Senhor do Ódio. Tudo isso dependerá de sacrifícios extremos e de alianças inesperadas com velhos conhecidos e figuras improváveis.

Akarat/Mefisto fará de tudo para confundir todos em Skovos

Santuário nasceu da rebelião, um refúgio frágil entre o Paraíso e o Inferno. Embora Lilith tenha sido derrotada, seu legado permanece enquanto Neyrelle luta para conter Mefisto, o Mal Supremo do Ódio. Agora, seu poder desperta mais uma vez, espalhando corrupção em direção às ilhas sagradas de Skovos e ameaçando toda Santuário.

 

Skovos – O Lar da Mãe

Lord of Hatred já coloca o jogador para explorar uma nova área em Diablo IV: Skovos, o berço da criação da humanidade pela Lilith e Inárius, sendo também o local de moradia de ambos por um bom tempo. O mapa, fora todo o conteúdo da campanha principal do DLC e todo o impacto na história da franquia, irá revelar novas masmorras, desafios inéditos e hordas implacáveis para quem busca o upar de nível.

A cinemática em Skovos inicial é maravilhosa

A grande surpresa, no entanto, é o novo minigame de pesca presente no game. Agora, entre uma batalha e outra, você pode relaxar “pegando um peixinho”, buscando completar uma dedicada coleção de peixes para vender a mercadores ou trocar com outros jogadores, adicionando uma camada social e de colecionismo que a franquia Diablo sempre teve (e que é característico de games da Blizzard).

Sim, pescar aqui é viciante

Em Lord of Hatred, a ambientação de Skovos é mais contida, algo que pode não chamar muito a atenção dos jogadores que gostam de explorar cenários diferentes. No entanto, a narrativa é tão envolvente e o enredo tão bem contado ao longo das missões realizadas que o cenário acaba sendo só o fundo que o enredo precisa naquele momento crucial. Ou seja, o cenário não é chamativo, mas é o ideal para te prender no game.

Nova Classe – Bruxo

Além de vislumbrarmos novamente da Classe Paladino (já falei bastante sobre no REVIL Indica da Temporada da Intervenção Divina), o DLC Lord of Hatred trouxe uma nova classe: Bruxo.

Prometendo dominar os poderes mais sombrios do inferno, o Bruxo torna o jogador apto a controlar lacaios contra seus próprios criadores. Armado com correntes ritualísticas, chamas profanas e um visual bastante chamativo, ele utiliza a própria corrupção como arma para proteger Santuário, sendo a classe definitiva para quem deseja enfrentar Mefisto de igual para igual, combatendo o Senhor do Ódio com a mesma escuridão que ele propaga.

“Mas como foi minha experiência jogando?” Como uma boa admiradora de builds que geram proteção e suporte a aliados, optei novamente por jogar todo o conteúdo do DLC Lord of Hatred com a Classe Paladino. Com uma build intitulada Blessed Shield, consegui aproveitar o máximo dos bônus e penalidades (buffs e debuffs) que tornam essa classe única e essencial para o controle do campo de batalha, seja para focar em hordas de inimigos ou para proteger aliados.

Já o noivo (o cobaia de sempre) ficou responsável por experimentar e testar a nova classe, indo de Bruxo (testei um pouco também, nas idas ao banheiro dele rs). Pelo relatos dele e todo o teste que consegui realizar, observando também esse lado cooperativo, o Bruxo mostrou um ataque totalmente bruto. Embora exija uma atenção redobrada com a barra de vida e com o novo sistema de defesa, a classe é uma verdadeira máquina de extermínio, e com uma build certa e bem montada, é capaz de “derreter” hordas e chefes em poucos segundos, entregando um dano bruto impressionante.

O contraste entre a luz do Paladino e as trevas do Bruxo combina perfeitamente em Lord of Hatred

Ao combinar essas duas dinâmicas no modo cooperativo – com um jogador garantindo o suporte e a sobrevivência enquanto o outro foca exclusivamente em exterminar os inimigos -, a gameplay atinge sua grandeza. Essa combinação torna Diablo IV, mais uma vez, um convite irrecusável para se perder por horas no Santuário, viciando o jogador tanto na campanha quanto no endgame.

A Voz do Ódio em Terras Brasileiras

Lord of Hatred continua reafirmando a excelência que temos em termos de localização. O trabalho de dublagem e localização de textos/legendas são impecáveis, respeitando toda aquela regra de “não traduzir ao pé da letra”. Os nomes dos itens lendários e monstros, por exemplo, foram adaptados a nomes que já reconhecemos em RPGs clássicos.

Nomes como Loretta Martins (voz de Neyrelle), Ricardo Rossatto (voz de Lorath) e Luiz Antônio Lobue (voz de Mefisto) dão a dublagem de Lord of Hatred aquela lapidação profissional que a dublagem brasileira possui, com atuações excelentes.

 

Santuário Renasce: Atualizações de Endgame e Gamebase

Lord of Hatred, já em suas primeiras semanas de lançamento, injetou aquela renovação a tudo o que se conhece dentro de Diablo IV. Sendo prometido desde o seu anúncio, o DLC trouxe uma nova estruturação para o game base, seja no endgame, seja no jogo em geral. As principais novidades do DLC:

  • Talismã: sendo o novo sistema de “itemização” de Diablo IV, os talismãs serão a principal via para obter novos afixos e poderes, usando amuletos e selos. Nele, você irá escalonar habilidades com a build desejada, aumentando assim o que desejar em seu personagem. É necessário ir atrás desses amuletos e selos, claro, e quanto maior a dificuldade, melhores eles serão;
  • Cubo Horádrico: quando ativada, o Cubo Horádrico será o novo posto de criação, transmutação e personalização de itens no game. Como aqui entra algumas atualizações como as alterações de gemas utilizadas antes, será necessário ir atrás de espólios de monstro de elite e Espólios de Cubos para obter recursos para utilização do Cubo;
  • Planos de Guerra: após sua caça ao Senhor do Ódio, é possível realizar uma sequência de atividades a ser realizada no Santuário, organizando-as em missões ordenadas para progredir e receber ainda mais recompensas e experiência (Masmorras do Pesadelo, Marés Infernais, Cidade Subterrânea, Chefes de Covil, Hordas Infernais, O Fosso);
  • Ódio Ressonante: enfrente uma horda de inimigos intermináveis, progredindo em sua dificuldade, para provar se é digno de proteger o Santuário ou não. Esse modo só acaba quando se desiste ou morre. Esse é, sem dúvida, um dos eventos mais difíceis já encontrados em Diablo IV, até então.

Para o Diablo IV como um todo, temos as seguintes e principais atualizações:

  • Novos níveis de dificuldade e Level 70: com limite de nível aumentado para 70, os jogadores terão a possibilidade de subir ainda mais a dificuldade em Diablo IV até o Tormenta XII;
  • Nova Árvore de Habilidades: com a reformulação da Árvore de Habilidades, todas as classes recebem 40 habilidades reformuladas, com até 83 pontos de habilidades e meios opcionais para montagem de build;
  • Filtro de saque: agora fica mais fácil visualizar o que foi obtido em batalha.

Heróis Nunca Morrem – E Diabos Também Não

Aproveitando o lançamento de Lord of Hatred, o universo de Overwatch também foi tomado pela escuridão em um evento de colaboração especial com o Senhor do Ódio. A parceria trouxe eventos temáticos e skins exclusivas, deixando os personagens no clima para a caça ao Mefisto, seja em qual game for.

Vale a pena ir atrás e parar Mefisto?

Lord of Hatred é, sem dúvidas, o fechamento em chave de ouro que Diablo IV merecia, celebrando em grande estilo e à altura os 30 anos da franquia.

Para quem acompanhou o game desde o seu lançamento, perceberá a mistura de sentimento que todo o desenrolar dessa expansão trouxe: da raiva e desespero ao brilho nos olhos com as novas explorações, terminando com aquele “sangue nos olhos” e um ódio justificado (quem terminou, vai me entender). O enredo, que começou no jogo base, passou pela tensão de Vessel of Hatred e encontrou seu desfecho definitivo em Lord of Hatred, que se encaixou perfeitamente com o suporte das temporadas e com tudo o que Diablo IV prometeu entregar aos jogadores, tanto aos veteranos quanto aos novatos.

Fazer parte dessa comunidade tão acolhedora, ao longo dos quase três anos, trouxe uma verdadeira sensação de “dever cumprido”. Participar de cada lançamento e atualização me fez sair totalmente da minha zona de conforto (desculpa aí, Resident Evil), provando que uma novata na franquia Diablo não só consegue acompanhar o ritmo, como também pode se divertir absurdamente no processo.

E não vou parar após lançamento da DLC não! Pretendo continuar explorando Santuário, desvendando mais segredos do jogo e tentando decifrar o que o futuro reserva para a franquia (bora achar a fase das vacas rs). Pensar no que vem pela frente traz de volta aquele friozinho na barriga e uma vontade enorme de ver quais serão os próximos conteúdos.

Então vale sim, muito a pena, ir atrás de acabar com os planos de Mefisto!

Diablo IV, o adicional Vessel of Hatred, o adicional Lord of Hatred e todo seu conteúdo extra estão disponíveis para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S|X e PC (via aplicativo da Battle . net). Sobre a compra do Passe de Temporada para aqueles que queiram seus benefícios, é só adquirir dentro do próprio game ou através da Battle . net (linkando diretamente com a conta e e-mail usada para jogar).

Mais informações no site oficial do jogo.

O DLC Lord of Hatred e o conteúdo de Desforra do Ódio de Overwatch foram cedidos ao REVIL pela Blizzard por meio da assessoria Theogames.

Pontos positivos:
Classe Paladino e Bruxo combinam inteiramente no DLC e no game;
Enredo fechado do início ao fim;
Soundtracks te colocam dentro da trama;
Pescaria sendo o melhor minigame;
Como sempre, a localização PT-BR está de alto nível.
Pontos negativos:
Masmorras/Sigilos ainda cansam rápido;
Servidores instáveis na semana do lançamento (entendível, porém pecou um pouco a experiência);
A Região de Skovos não é muito chamativa.
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