Certamente os fãs de Resident Evil já ouviram falar que as adaptações cinematográficas em live-action da franquia devem receber um reboot em breve pelas mãos da Constantin Film, responsável por todos os seis filmes protagonizados por Milla Jovovich. Agora, uma nova luz sobre o projeto surgiu, inclusive envolvendo uma possível série para TV, que poderia expandir o universo Resident Evil para um público ainda maior.

Durante uma entrevista realizada no prestigiado festival de Cannes, na França, a Variety conseguiu arrancar alguns detalhes do produtor e diretor executivo da Constantin FilmMartin Moszkowicz. Quando questionado sobre o reboot, o profissional disse que a empresa “ainda trabalha nele criativamente” e que entre as possibilidades estaria uma série para televisão. “Para nós, o principal é fazer tudo certo de forma criativa para que as pessoas não pensem que é mais do mesmo, por que é isso que [está em jogo] atualmente, uma abordagem nova e fresca [para o mercado]”, diz Martin.

Netflix na jogada

Não é a primeira vez que a Constantin Film cita a possibilidade de uma série de TV com foco em Resident Evil. Em 2014, o diretor executivo já havia citado o interesse em levar a franquia para esse outro patamar. Na época, a empresa falava também em adaptar dois outros filmes, Instrumentos Mortais e O Perfume, para a TV.

Acontece que essas duas marcas, que estão nas mãos da Constantin Film, já estão recebendo o devido tratamento no formato televisivo, a começar com Instrumentos Mortais, que virou a série Shadowhunters, com direito de exibição global pela Netflix. E sabem qual é a outra marca a receber um tratamento especial no formato de TV? O Perfume, e em uma parceria protagonizada entre a Constantin e a líder mundial em streaming de vídeos – nós já adiantamos essa história aqui no REVIL.

Ao The Hollywood Reporter, Oliver Berben, um principais executivos da Constantin, disse que a empresa estaria em negociação com a Netflix para mais iniciativas no mesmo modelo de co-produção, como em O Perfume. “Esperamos aumentar significativamente em número e volume as séries de TV”, afirma Oliver.

E é assim que os nervos dos fãs ficam à flor da pele, pois se depender da boa relação da Constantin com a Netflix, podemos ver boas coisas surgindo também para Resident Evil.

Paul Anderson e Milla Jovovich de fora

O diretor Paul W. S. Anderson e a protagonista dos filmes em live-action de Resident Evil, Milla Jovovich, não devem voltar para a franquia. “Ele fez seis filmes, com faturamento de 1.2 bilhão de dólares, [foram] dez anos de trabalho”, conta o diretor executivo Martin Moszkowicz. “Ele sentiu que era hora de seguir em frente”, completa.

Paul W. S. Anderson e Milla Jovovich em um dos sets de gravação de Resident Evil

Mas os dois profissionais, que ajudaram a elevar a franquia para um status maior entre o grande público, devem voltar a ser o foco das atenções em breve e em outra marca da Capcom, Monster Hunter. A adaptação para o cinema tem custo estimado em 60 milhões de dólares e deve começar a ser produzida em setembro deste ano com Milla Jovovich como principal estrela. O filme terá passagens pela África do Sul e ao redor da Cidade do Cabo.

E olha que a Constantin Film está botando muita fé no trabalho, pois ao contrário do que costuma acontecer quando se trata do mundo dos cinemas – onde as empresas geralmente se unem com outros parceiros para “dividir” custos de produção – a empresa diz que vai financiar por si só Monster Hunter.


Seja para que rumo Resident Evil tome em suas adaptações em “carne e osso”, de uma coisa nós já sabemos, a Capcom deseja que o reboot da franquia mantenha a ação. Em outubro de 2017 nós conhecemos Arklay, um projeto que instigou toda a comunidade por meio do curta Dave, que deu um gostinho de como um seriado para TV da franquia poderia ser – nós chegamos a conversar com o criador, confira a entrevista clicando neste link (mas o trabalho não tem relação com a Capcom e nem mesmo com a Constantin).

E vocês? O que esperam do futuro de Resident Evil? Seja no cinema ou na TV?

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