Análise – Resident Evil 3 – Nintendo Switch 2

Se Resident Evil 7 salvou a franquia e Resident Evil 2 criou um novo padrão de como fazer remakes, Resident Evil 3 acabou sendo o patinho feio dessa nova leva. Longe do jogo ser ruim, mas as propostas de game design do título acabaram não agradando aos jogadores do título original, ou mesmo de quem veio pelo remake de Resident Evil 2. Apesar disso, Resident Evil 3 não é o desastre que todos apontam, e a versão de Nintendo Switch 2 é uma ótima demonstração e excelente plataforma para a proposta do título.

Saindo da quarentena



O jogo segue Jill Valentine (uma das poucas sobreviventes dos eventos de Resident Evil) em sua fuga alucinada de uma Raccoon City tomada pelo caos e criaturas monstruosas. Logo de cara vemos que Resident Evil 3 é muito mais acelerado que Resident Evil 2. Após uma breve introdução, temos uma sequência inicial onde foge de Nemesis e passa por diversas situações insanas e cheias de ação. O jogo não é tão linear quanto muitos falam, mas ele é muito mais focado na ação e em ir de um ponto até outro sem dar tanta margem para o jogador ficar perdido ou explorar quanto em outros jogos da franquia.

Mesmo assim, o jogo conta com uma jogabilidade mais dinâmica que Resident Evil 2, uma das melhores narrativas da franquia e protagonistas muito carismáticos. Mesmo sendo uma aventura mais curta (ela deve acabar durando o mesmo que uma única campanha do RE2), o título é um excelente jogo para os donos de Switch 2 que ainda não puderam experimentá-lo (ou se você quer uma alternativa para jogar o título em modo portátil).

O maior problema na hora de recomendar Resident Evil 3 é sua falta de conteúdos que prolonguem a “vida útil” do jogo. O título original (Resident Evil 3 Nemesis) sabia de suas limitações e fizeram várias adições como as seleções em tempo real e finais diferentes para aumentar o fator replay do jogo. Resident Evil 3 infelizmente não conta com isso, no máximo tendo um modo mais difícil que conta com pequenas alterações durante a campanha. Infelizmente o jogo não acompanha o jogo Resident Evil Resistance (sim, ele era legal!), então é importante ter noção disso antes de pegar o jogo.

Você quer Stars? Eu te dou Stars

Resident Evil 3 roda tão bem quanto o port de Resident Evil 2. O jogo conta com algumas limitações em relação ao título anterior, como a falta do sistema de desmembramento, mas ele continua impecável. No modo portátil o título consegue manter em sua maior parte os 60fps com quedas pontuais, sendo um jogo perfeito para o console. Como o jogo conta com mais “coisas acontecendo”, a resolução parece tomar um baque maior que em RE2, que contava principalmente com áreas mais fechadas, e aqui podemos notar mais isso ao ver os cenários e mesmo o modelo dos personagens.

No modo portátil podemos ver alguns artefatos em áreas como o cabelo e pelos dos personagens, mas é algo mínimo e exclusivo do modo portátil. Mesmo em áreas cheias de inimigos o fps conseguia manter uma estabilidade boa.

Ao contrário de RE2, que conta com uma direção de arte que torna a cor preta mais cinza, aqui isso não acontece, então as cores são ainda mais vivas e intensas. Sejam os brilhos das placas, iluminação das ruas, a tela HDR do console faz com que o jogo vibre ainda mais visualmente.

Conclusão

Resident Evil 3 é um jogo marcado por muitas polêmicas, mas mesmo assim ele não é um jogo ruim. Embora seja muito mais curto e não ofereça tanto para além de uma run inicial, o port para Nintendo Switch 2 é uma excelente versão que provavelmente vai ser a minha favorita ao revisitá-lo. Se você não pôde jogar ainda, a versão de Switch 2 é uma excelente pedida, tanto para jogar na televisão quanto (na verdade, principalmente) para jogar no modo portátil.

O jogo foi analisado com uma chave digital do Nintendo Switch 2 cedida pela Capcom Brasil via assessoria de imprensa Theogames.

Pontos positivos:
Excelente port;
Funciona muito bem tanto no modo docked quanto no modo portátil.
Pontos negativos:
Poderia ter uma dublagem em PT-BR;
Curta duração e falta de conteúdos extras;
Preço muito alto;
Falta de mídia física.
7.5