Análise – Resident Evil 4 – Nintendo Switch 2

Resident Evil 4 foi um exclusivo de Nintendo GameCube, mas a exclusividade não durou muito e hoje vemos o título portado para praticamente todas as plataformas existentes. Agora, vemos um ciclo completo com o remake de RE4 enfim sendo lançado para o console da Nintendo.

Resident Evil 4 (2023) é provavelmente um dos melhores jogos da franquia, atualizando um dos títulos mais influentes da história com uma visão ainda mais moderna e cheia de liberdades de gameplay. O jogo acaba sendo muito maior que as empreitadas após Resident Evil 7 e por conta disso é um título muito mais pesado (num aspecto técnico). Com os fãs brincando que RE4 é o jogo que sempre vai ser portado para tudo, fico muito contente em ver que fizeram um ótimo trabalho portando o remake para o Nintendo Switch 2.



De volta ao vilarejo

O Resident Evil 4 original foi um dos jogos mais influentes da história, moldando não apenas os rumos da franquia mas também influenciando toda uma geração de jogos de ação. Isso somado ao jogo ser relativamente novo, fez com que muitos se perguntassem se o título era realmente necessário. Não digo que o jogo precisava de um remake, mas é ótimo que tenha recebido porque agora temos ainda mais.

O jogo acompanha Leon S. Kennedy seis anos após os eventos de Resident Evil 2, agora um agente do governo norte americano em uma missão para resgatar a filha do presidente. Mesmo com um enfoque maior em combate, o jogo aprendeu com as reclamações de Resident Evil 3 e expandiu ainda mais o título original sem remover o que tornava o clássico um… clássico!

O jogo conta com a campanha completa de Leon e também a campanha adicional “Caminhos Distintos” que conta a trama do ponto de vista de Ada Wong. O jogo também vem com o Modo Mercenários e todos os itens da versão deluxe, como armas, roupas, filtros, sons e músicas do jogo original e tesouros exclusivos deste pacote.

Se for em questão de conteúdo, Resident Evil 4 é um dos jogos mais ricos da franquia. Mas e como o jogo está no console híbrido?

Performance

Resident Evil 4 é um dos jogos mais recentes da franquia, então ele acaba sendo bem mais pesado. Logo no início vi que o jogo está com uma resolução mais baixa, acredito que por conta da complexidade da densidade de folhagens e outros efeitos que acabam “enchendo” a tela. Mas não se engane, o jogo está completamente jogável, tanto que fiz minha run praticamente inteira no modo portátil, mas a performance é a mais fraca se comparado com os ports de Switch 2 de Resident Evil 2 e Resident Evil 3.

O jogo mira os 60 fps, mas é difícil manter a estabilidade e, curiosamente, o fps cai não em momentos onde imaginei que iria cair (como na batalha inicial na vila, ou no lago), mas em áreas de transição entre mapas ou mesmo em locações internas. Deve ter algo acontecendo com muitos objetos ou o jogo estar carregando um próximo cenário que faz com que isso pese mais.

A resolução do jogo também parece ter sofrido mais que os outros títulos, afinal, o jogo conta com uma complexidade muito maior que RE2 ou mesmo RE3. Há muitas folhagens, todos os objetos têm muitos detalhes e o jogo em si é enorme. Podemos notar artefatos e mesmo a qualidade do cabelo dos personagens ser mais baixa no modo portátil, algo que melhora consideravelmente ao jogar no modo docked.

Mas não deixe isso te abalar, o jogo está perfeitamente jogável no console da Nintendo, então seja porque você quer jogar ele de forma portátil ou se você não tem outra plataforma, você não está perdendo nada por jogar esta versão ao invés de outras. Inclusive esta foi minha forma favorita de jogar o título em um console portátil!

Curiosamente, senti que o jogo roda mais suave na campanha de Ada Wong, mesmo nos cenários onde há muita coisa acontecendo e com os cenários cheios de inimigos. O modo mercenários também está perfeitamente jogável mesmo com a tela lotada de inimigos, então não se preocupe que este é um excelente port.

Conclusão

Resident Evil 4 é um dos jogos que mais sofre no console da Nintendo, mas isso não significa que ele está ruim. O título está perfeitamente jogável e embora não rode tão bem quanto Resident Evil 2 ou 3 (jogos bem mais leves), Resident Evil 4 é mais um port impressionante e carregado de conteúdo. Conseguirem trazer o jogo com pouquíssimos comprometimentos é um feito impressionante, e mostra que a Nintendo volta a ser uma das melhores plataformas para os fãs da franquia.

O jogo foi analisado com uma chave digital do Nintendo Switch 2 cedida pela Capcom Brasil via assessoria de imprensa Theogames.

Pontos positivos:
O jogo está rodando em um console portátil!;
Dublagem em PT-BR;
Jogo completíssimo com todos os conteúdos adicionais.
Pontos negativos:
Resolução mais baixa;
Performance não tão estável;
Falta de mídia física.
8