Em entrevista para Empire, o diretor do novo Resident Evil para cinemas, Zach Cregger, afirmou que o filme é “a coisa mais violenta” que já fez e que as pessoas precisam estar preparadas para uma experiência de terror “grotesca”. Antes de RE, o diretor trabalhou em Noites Brutais (Barbarian) e A Hora do Mal (Weapons). As declarações fazem parte da prévia da nova edição da revista que será divulgada no dia 30 de julho.
Uma imagem exclusiva do protagonista Bryan (Austin Abrams) com cara de pavor e tentáculos foi compartilhada. “[…] é algo visceral. É brutal. Uma história bem sangrenta” contou Zach Cregger. “Detalhar o que estão tramando [Corporação Umbrella] ou como o T-vírus funciona não é o que o filme trata. O filme é sobre a jornada de um cara a pé enfrentando monstros. Não ligo para cumprir requisitos” mencionou o diretor sobre sua produção não emular os jogos. “A única coisa que me importei foi contar uma história divertida. Ao qual a gente pisa fundo no acelerador logo aos oito minutos e não tira mais o pé.”
Para a Empire, Zach Cregger falou sobre elementos pessoais. Ele escreveu A Hora do Mal (Weapons) enquanto lidava com o luto da morte de um amigo e vê que o personagem Bryan, de Resident Evil, terá que lidar com o seu próprio dilema, ao saber que a namorada está grávida durante os eventos do filme. “[É certo] trazer uma criança a um mundo que parece estar cada vez pior?”, disse o diretor.
Em entrevista para Deadline, o profissional contou que o protagonista está em um relacionamento que ama, mas em crise e com a namorada grávida. Ele não está preparado para ser pai e, enquanto pensa “O que vai ser da minha vida?” se sentindo como em um filme de terror, de repente “um filme de terror de verdade” o atinge.
Ainda ao Deadline, Zach Cregger comentou a duração do novo Resident Evil para cinemas de 95 minutos (1 hora e 35 minutos) e falou sobre ter “algo enxuto, direto e bem amarrado”. Além disso, afirmou que intencionalmente não colocou nenhum personagem dos jogos no filme para não “canibalizar tudo aquilo que os jogos fazem tão bem”.
“É mais ou menos como quando você lê seu livro favorito e descobre que vão transformá-lo em filme, daí escalam alguém de quem você não gosta para o papel, e a sensação é de dor. Eu amo esses jogos. Não quero interferir neles. Quero celebrar esses jogos e criar algo que outras pessoas que também os amam, assim como eu, reconheçam como Resident Evil.”
Ao Screenrant, o diretor reafirmou não ter assistido os filmes anteriores de Resident Evil e que é um grande fã dos jogos. Zach Cregger disse preferir “contar uma história original que se passe no universo dos jogos” e que “transmita mais a sensação de quando você está jogando”, como havia sugerido em outra entrevista para a revista Empire.
O novo filme se inspira em Resident Evil 2 e em criaturas de outros jogos, mas se passa longe dos eventos de 1998 com o protagonista usando até um smartphone. Durante um painel, o diretor explicou que há diferenças e que não acredita que o filme fique ruim por não ser uma adaptação totalmente fiel. “Acho que é muito legal ter um filme de terror na neve”, afirmou como exemplo. Nos jogos, não há neve em Racccon City. “Ainda é baseado em muito do universo dos jogos, mas há coisas que são únicas e novas”, revelou.
O Resident Evil de Zach Cregger estreia nos cinemas brasileiros no dia 17 de setembro.


