Retrocon – A maior feira de jogos retrô do Brasil!

Em 2026 a Retrocon marcou a sua quarta e maior edição. Com espaço de 12.000 m2 distribuídos em dois pavilhões (A e B) no Expo Center Transamérica (São Paulo), 4.000 metros a mais que no ano anterior, e com público estimado de mais de 10 mil visitantes, a Retrocon se consolida como o maior evento retrogamer do Brasil!

A feira dedicada a jogos retrô, aconteceu nos dias 24 a 26 de julho na capital paulista. Estive lá e fiquei bem satisfeito com a evolução, pois tenho participado em vários anos.



Vivendo a nostalgia

Com organização da Warpzone, A Casa do Video Game e a Mr. Games, a Retrocon vai além de só um mercado para os retrogames, ela convida todos os visitantes a sentir um pouco do que foi viver na era clássica dos videogames.

Áreas de TV, como são chamados os espaços em que o pessoal podia apenas sentar e jogar um bom Nintendinho (NES), Mega Drive, PlayStation 1, se quisesse, estavam espalhados pelo evento, com diversos consoles e jogos clássicos, conhecidos pelo público e até outros nem tanto.

Ainda havia uma área dedicada aos fliperamas, como sempre bem concorrida, para o pessoal se aventurar em lutas acirradas – ou não, como foi o meu caso – em jogos como Street Fighter, The King of Fighters, Marvel VS Capcom, Mortal Kombat e outros clássicos. Até mesmo tinham máquinas para a galera que prefere um coop, como por exemplo Metal Slug e Tartarugas Ninja.

Se você é mais competitivo, rolavam campeonatos de diversos jogos, com direito a narrador e tudo durante as partidas, com jogos como Mortal Kombat, Killer Instinct e até um futebolzinho, tudo sendo disputado diretamente de um Super Nintendo!

Mas se o que você queria era colecionar, opções não faltaram! Além das lojas dos organizadores, haviam dezenas de opções para quem queria levar pra casa algo nostálgico. Desde fitas loose (apenas a fita, sem caixa e manual) até edições CIB (Complete in Box – Seria a edição completa com tudo que veio em sua versão original).

Não importava a plataforma, alguma coisa você iria encontrar. Neste ano, devido ao grande número de lojas, haviam diversas opções de compras e valores. As opções não se limitavam apenas ao jogos, mas elas se expandiram para os consoles também, com edições bem raras sendo comercializadas.

Para além dos videogames, ainda havia opções para os amantes de quadrinhos, mangás, livros, VHS (Video Home System – fita cassete), revistas antigas, opções para todos os gostos!

O espaço estava bem organizado e mesmo no sábado, dia mais lotado, não haviam corredores aglomerados, embora ainda fosse difícil achar um lugar pra sentar na praça de alimentação. Um desafio clássico de qualquer evento.

O moderno em meio ao clássico

Freaking Gamers

Para além do foco em retrogame, a Retrocon também saciava a fome de novidades para o público que gosta de jogos modernos, mas com cara de clássicos. A área indie da feira era um espaço para desenvolvedores se aproximarem do público, sejam jovens, ou o pessoal das antigas.

Um jogo que chamou bastante a atenção foi Infinitevania, um metroidvania com visual retrô, inspirado principalmente em Castlevania: Symphony of the Night e também Hollow Knight. O título conta ainda como atrativo uma dublagem excelente, com vozes como a de Francisco Junior (Aquaman – DCU, Scanor – Nanatsu no Taizai), Lucas Almeida (Eren Jeager – Shingeki no Kyojin, Cabin – Pragmata), Luiza Caspary (Seraphine – League of Legends, Ellie – The Last of Us), dentre outros dubladores.

Mas o mais interessante, era que os visitantes poderiam optar por comprar uma cópia física do jogo. Quem diria não é mesmo dona Sony, jogo indie com mídia física e você acabando com a sua… A mídia física continha uma cópia do jogo em CD e a Key para o resgate no Steam.

Outro título interessante foi Grapixo – Arte em Guerra. Ele é um jogo de plataforma 2.5D sobre arte urbana e grafitti. A arma principal para derrotar os inimigos é uma lata de tinta, e quando eles perecem, viram arte na parede.

Achei bem criativos os cenários e a ideia, além de ter toda uma estética bem própria. Me lembrou vagamente a mesma movimentação de O Escudeiro Valente. O stand ainda oferecia um mural para os visitantes deixarem sua marca, que iria para o jogo depois. Grapixo – Arte em Guerra ainda não tem data de lançamento confirmado, mas chega esse ano ainda no Steam.

Grapixo Arte em Guerra

Com uma demo ainda em fase Alpha, o jogo Freaking Gamers, do Colônia Contra Ataca (Sr. Wilson), que é produzido pela WarpZone, Gixer Entertainment e OpenEye Dash, mostrou ter potencial, apesar do jogo ainda estar em fase inicial. Ele é um beat ’em up, o famoso briga de rua, em que precisa controlar os heróis do canal para salvar o mundo da Vinet, uma empresa maligna de internet. Freaking Gamers conta inclusive com uma campanha ativa no catarse para quem quiser apoiar o projeto.

Havia ainda uma área reservada para Card Games, Board Games e RPG de mesa, assim como stands que também estavam lá mostrando seus jogos que fugiam dos eletrônicos. Como Odisséia, um Card Game que tenta trazer os combates dos RPGs de mesa, como D&D para os Card Games. O jogo já pode ser adquirido e no momento conta inclusive com uma expansão que chega em setembro.

Atrações nacionais e internacionais

Velberan, Dry Portes, Cléber Marques (Warpzone)

Ano passado a Retrocon já havia agraciado seu público com algumas atrações internacionais e esse ano, eles fizeram de novo, trazendo nomes como Kevin Bayliss, ex-artista da Rare e designer de personagens de Battletoads e Donkey Kong.

Daniel Pesina, o artista marcial responsável por dar vida a Johnny Cage e os ninjas Sub-Zero, Scorpion, Reptile, Smoke, e Noob Saibot em Mortal Kombat e Mortal Kombat II, também marcou presença.

Outro artista marcial que participou do início de uma das mais bem sucedidas franquias de luta e estava presente, era Anthony Marquez, que interpretou Kung Lao e Fujin em diversos jogos de Mortal Kombat. Ainda como atração internacional, John Riggs, um dos maiores criadores de conteúdos de retro games do YouTube, também estava presente.

Já vindos das terras tupiniquins, grandes nomes de influenciadores estavam presentes na feira, como: BRKsEdu, Velberan, Fiaspo, Gusang (Assoprafitas), Sr. Wilson (Colônia Contra Ataca), Moriá (Coisas de Moriá), Guilherme Damiani, Rato Borrachudo e mais. O público fez fila para poder tirar fotos e ganhar autógrafos dos influenciadores e artistas presentes.

O evento ainda contou com 2 palcos com diversas atrações, como bate papo com criadores de conteúdos, influenciadores, cosplayers e convidados especiais.

Resident Evil na Retrocon!

Resident Evil completou 30 anos agora em 2026 e é um grande clássico da indústria, amado tanto pelos saudosistas quanto pelos mais novos. Haviam alguns espaços dedicados a franquia, fossem eles de lojas ou então um palco dedicado aos Cosplayers que se dedicam a dar vida aos personagens da franquia.

Cosplayers: @nosfera.jun, @blue.hime, @lukecosplay52, @zara.cosplay_, @cosplayerpracaralho, @lenmikky, @jackcosplay_, @_juviiz, @nabiohazard, @alexandregomes7161, @ninacosplays_, @freshnetico_cos, @Leontavarescos, @cissa_cosplays, @ana.doamaral_, @yukulefay

A loja Viral Geek por exemplo, trouxe em seu stand um espaço temático incrível da franquia que tanto amamos, além de possuir diversos itens personalizados da série, como cadernetas, crachás, figures, canecas e muito mais. Outras lojas também possuíam itens de RE, principalmente figures e canecas.

 

A experiência definitiva do Retrogaming

Participo desde a primeira edição da Retrocon, idealizada em 2023, e fico muito feliz em ver o evento crescendo cada vez mais, até porque, faço parte do nicho de retrogaming há alguns bons anos (mesmo sendo um jovem senhor ainda), colecionando alguns consoles e jogos. Ter um espaço bacana para encontrar pessoas que compartilham do seu gosto, reviver a experiência de jogar em consoles antigos e em TVs de Tubo, Fliperamas e aumentar a coleção, é algo muito prazeroso.

Cosplayer: @ana.doamaral_

Uma das coisas mais interessantes de se ver nesse tipo de evento voltado para os “véios”, é presenciar a nova geração se encantando com esse mundo, bem longe da realidade que eles vivem hoje em dia. Na verdade, eu já sou de uma geração do meio termo, nem muito velho, mas também já não tão novo, e acho muito bacana ver novas gerações, seja por influência de pais, tios, avós, ou quem for, conhecendo esse mundo dos jogos antigos.

E me sinto bem satisfeito em todas as edições que pude participar, com elas sempre evoluindo a cada ano. Aguardando a edição do ano que vem!

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