Dois meses depois do lançamento da releitura de Resident Evil 2, as notícias envolvendo a franquia estão meio paradas, principalmente com fatos oficiais envolvendo a própria Capcom. As últimas grandes atualizações envolvem a chegada do adicional gratuito Sobreviventes Perdidos, roupas clássicas e a revelação de que o novo RE2 chegou a marca de 4 milhões. Mas para aplacar o anseio da comunidade, há sempre uma discussão que acaba surgindo, e desta vez envolve Resident Evil 3 Remake, Resident Evil 8 e lançamentos mais frequentes da franquia.

Dusk Golem, famoso insider na indústria dos jogos, se manifestou recentemente sobre esses assuntos por meio de sua conta no Twitter. Em uma série de tweets, ele detalha algumas coisas do desenvolvimento de Resident Evil 2 Remake e entra nos outros assuntos. Tudo foi postado um dia antes do aniversário de 23 anos de Resident Evil.

Sobre o momento atual da franquia, Dusk Golem diz que o futuro é bem interessante e que os fãs devem contar com lançamentos mais frequentes, quase “não oficialmente” anuais – pois há a possibilidades de adiamentos entre desenvolvimentos. Resident Evil 8 é um desses exemplos, está atrasado e a comunidade só deve ouvir falar dele na próxima geração. Já sobre Resident Evil 3 Remake, a história muda. O título pode chegar mais cedo que as pessoas esperam, mas deve surpreender muita gente, uma vez que não está sendo desenvolvido pela mesma equipe que fez a releitura de Resident Evil 2 e nem pela Capcom Division 1. “Quem está desenvolvendo é realmente interessante, mas essa história é para outro dia”, diz o insider.

E pronto, tá aí o gás que muita gente precisava para instigar as teorias envolvendo o futuro da franquia de uma fonte confiável. Há um mês, o REVIL questionou os fãs sobre o assunto e desmentiu alguns rumores (de fonte não confiável) que estavam inundando a internet por meio de um artigo. Confira a seguir uma versão em vídeo dessa discussão:

Além de colocar lenha na fogueira sobre os próximos passos envolvendo Resident EvilDusk Golem também comentou alguns detalhes do desenvolvimento de Resident Evil 2 Remake. O foco inicial do jogo sempre foi a Delegacia de Polícia de Raccoon e as coisas foram evoluindo a partir dessa localidade, com testes envolvendo diferentes estilos de câmera (primeira e terceira pessoa) e até mesmo um modo em realidade virtual (VR). A escolha foi obviamente pela terceira pessoa, mas ao menos no princípio uma outra opção ficou escondida dentro do jogo caso eles quisessem voltar atrás na decisão.

Resident Evil 2 teve um rápido período de desenvolvimento, momento que os responsáveis se deram conta que tinham ido longe demais na reimaginação. Os jogadores teriam que explorar Raccoon City entre 40-60 minutos antes de chegar à Delegacia. Nesse caminho, assumiriam o controle de um carro, que tombaria e seria cercado por zumbis. O restaurante e o posto de gasolina estariam disponíveis, assim como outras grandes áreas. Algumas dessas situações são citadas em uma mesa redonda com funcionários da Capcom.

A loja de armas de Robert Kendo estaria logo no começo do jogo, mas houve alteração. A Delegacia também teria mudanças, como a estátua do salão principal que estaria em um cômodo paralelo. Esse seria o local onde monstros surgiriam, entre eles cinco novos – dois deles estão nas artes conceituais de Resident Evil 2, um deles foi incluído no adicional Sobreviventes Perdidos e outros dois que não teriam sido revelados até o momento.

A cena inicial do Licker iria ser bem diferente, com um novo tipo de inimigo que essencialmente seria um zumbi que se transforma nessa ameaça, com sua pele sendo rasgada e garras surgindo de suas mãos. Esses zumbis meio que se arrastariam pelo chão de quatro e fariam sons assustadores antes da transformação. O outro monstro diferente que existiria é o inimigo do Orfanato, que seria responsável por dar sustos impressionantes aos jogadores. Ele teria ação quase nula, mas se fosse perturbado, soltaria gritos e perseguiria o jogador.

O que está no modo Sobreviventes Perdidos é o zumbi pelado. Os outros dois novos monstros seriam variações do G-Vírus, que dariam trabalho aos jogadores no final. Um seria parte humano e parte mutante G. O outro, que Dusk Golem admite ter poucos detalhes, seria como os gorilas do beta Resident Evil 1.5 – só que esses inimigos teriam aspectos diferentes deles (algo mais como um monstro G).

A retirada desses inimigos surgiu para que os desenvolvedores pudessem focar mais na similaridade com o Resident Evil 2 clássico. Houve uma discussão entre a equipe se eles se encaixariam no estilo do original. Foi por esse mesmo motivo que a introdução maior da releitura, com os personagens percorrendo as ruas de Raccoon antes da Delegacia, foi descartada – a experiência não foi considerada divertida e as localidades foram guardadas para Resident Evil 3 Remake.

A releitura de Resident Evil 2 também exigiu muitas decisões do que ia ou não iria estar presente no lançamento final. O jacaré esteve nesse dilema por muito tempo, assim como outras coisas planejadas que foram simplesmente cortadas. Os cenários A e B (como no clássico RE2) e a presença de câmera fixa (que seria um bônus do jogo) ficaram entre as discussões internas.Especificamente sobre os cenários A/B, a equipe lutou até o último minuto para que esse elemento existisse e nos últimos seis ou sete meses de desenvolvimento isso foi implantado de uma maneira menor em relação ao clássico – mesmo assim, com caminhos alternativos na releitura. Já sobre a câmera fixa, o estilo também voltaria, mas por questões de funcionalidade a ideia foi eliminada.


Ufa! O futuro da franquia certamente vem sendo planejado pela Capcom. Será que os fãs vão mesmo se surpreender com um Resident Evil 3 Remake? E Resident Evil 8, só na próxima geração? E MAIS: Resident Evil com lançamentos frequentes e até… anuais? É esperar para ver!

Arte/destaque: Frank Alcântara, equipe REVIL

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